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A educação clandestina no Gueto de Varsóvia


Crianças e adultos judeus, retirados à força e enviados aos campos de extermínio pelos nazistas, após o levante do Gueto de Varsóvia, em 1943. A foto, de autor desconhecido, que se tornou um dos retratos mais pungentes da Segunda Guerra Mundial, fazia parte do relatório enviado a Heinrich Himmler, comandante-geral da SS (foto: Wikimedia Commons)

A invasão da Polônia pela Alemanha nazista, em 1º de setembro de 1939, é considerada o início oficial da Segunda Guerra Mundial. A ocupação alemã da porção ocidental do território polonês perdurou até o final da guerra, em 1945. Para os judeus da Polônia, sob o domínio nazista a vida transformou-se em um pesadelo que começou no primeiro dia e, ao longo de seis anos, provocou a morte de 90% da população judaica, cerca de 2,9 milhões de pessoas.

Os judeus não foram as únicas vítimas. Nos seis campos de extermínio construídos pelos alemães na Polônia (Auschwitz-Birkenau, Treblinka, Belzec, Chelmno, Sobibór e Majdanek), milhões de não judeus foram também sistematicamente assassinados: comunistas, eslavos, ciganos, portadores de deficiências físicas ou mentais e outras pessoas que a ideologia nazista classificava com Untermenschen ("sub-humanos").

Nesse cenário diabólico, o pior e o melhor da natureza humana vieram à tona. Em contraste com os simpatizantes do nazismo que entregavam seus vizinhos "indesejáveis" para as forças de ocupação e para a morte, milhares de poloneses arriscaram suas vidas para esconder judeus e outros perseguidos. Um eloquente exemplo do melhor foi a educação clandestina promovida no Gueto de Varsóvia, onde os nazistas haviam confinado a população judaica da capital e de outras localidades.

Apesar do muito que já se disse sobre o Holocausto, essa passagem da história era pouco conhecida. Agora, ela foi posta ao alcance do público leitor brasileiro pelo livro Gueto de Varsóvia: educação clandestina e resistência, de Nanci Nascimento de Souza, publicado com apoio da FAPESP.

"Li vários livros que mencionavam de passagem a educação como uma das formas de resistência praticadas pelos judeus no contexto do nazismo e da Segunda Guerra Mundial. Ao me interessar pelo tema, imaginei que iria reunir essas pequenas citações para compor um quadro. Não tinha ideia de tudo o que iria encontrar. Foi por meio do Instituto Histórico Judaico de Varsóvia [Jewish Historical Institute Warsaw] que entrei em contato com o extraordinário arquivo reunido pelo historiador, político e educador judeu-polonês Emanuel Ringelblum [1900-1944], que viveu no Gueto", disse Souza à Agência FAPESP.

Graduado pela Universidade de Varsóvia, onde se doutorou em 1927 com uma tese sobre a história dos judeus poloneses durante a Idade Média, Ringelblum era um entusiasta da língua iídiche e da causa socialista. Participou da ala esquerda do partido Poale Zion (Trabalhadores de Sião), de orientação marxista. E desenvolveu intensa atividade social, política e cultural.

"Ele se opunha ao uso do hebraico em substituição ao iídiche. Esse idioma, que era a língua das pessoas comuns, foi extremamente valorizado por Ringelblum", disse Souza.

Quando os nazistas invadiram a Polônia, Ringelblum estava em Genebra (Suíça), participando de um congresso como representante do partido. Poderia ter aproveitado a oportunidade para fugir para os Estados Unidos, como outros fizeram, mas considerou que era seu dever regressar a Varsóvia, para "estar junto com todos os judeus". Ele e sua família foram confinados no Gueto.

"Os nazistas implantaram o Gueto no local onde ficava o antigo bairro judaico de Varsóvia. Mais de 450 mil pessoas foram comprimidas nesse espaço exíguo. E a área foi progressivamente reduzida ao longo da ocupação. Também foram progressivamente restringidas as condições básicas de vida", disse Souza.

"Os judeus não tinham direito ao ensino, à cultura, à prática da religião. Os alimentos ficaram cada vez mais escassos, a comida que podia ser produzida no interior do Gueto não era suficiente, e a fome tornou-se crônica. Em muitos internatos, por falta de recursos, as crianças ficavam nuas, mesmo nos meses frios", disse.

Segundo a pesquisadora, o Gueto se transformou em um espaço de exclusão, desumanização e aniquilamento, "uma antessala dos campos de extermínio".

Ela explica que, em dezembro de 1940, quando o Gueto já havia sido fechado hermeticamente, os professores judeus decidiram assumir o risco de educar as crianças menores de 14 anos – que eram mais de 30 mil em idade escolar na época.

"Improvisaram, em diversas casas, escolas clandestinas. Providenciaram alimentos, roupas e condições mínimas de higiene. Ensinaram o idioma iídiche, literatura, matemática. Transmitiram noções sobre direitos, valores éticos e solidariedade. E devolveram às crianças o direito à infância – inclusive com a oportunidade de brincar", disse.

Paralelamente, a essa atividade educacional e assistencial, esses educadores, de orientação progressista, promoveram uma campanha no Gueto para que todos passassem a falar em iídiche, considerado a língua nacional judaica. Aqueles que não sabiam deveriam aprender. E um teatro de alto nível, em iídiche, foi produzido sob as condições mais adversas.

Nesse contexto, ao lado de sua incansável atividade como educador, Ringelblum criou um grupo, chamado Oyneg Shabbos ("A Alegria do Shabat", em iídiche), para recolher informações, materiais e depoimentos e registrar tudo o que acontecia no Gueto.

Intelectuais e pessoas comuns integravam esse grupo, que atuava clandestinamente, colecionando diários, documentos, cartazes e tudo o que pudesse dar conta do que era a vida dessa comunidade confinada, para que nada fosse esquecido, e, mesmo que a vida fosse subtraída, a memória perdurasse. Cerca de 25 mil folhas foram reunidas pelo grupo, guardadas em latões de leite vazios e escondidas em diversos edifícios.

Histórias da Repressão e da Resistência

Em 19 de abril de 1943, os habitantes do Gueto se insurgiram contra a decisão nazista de transportar a população judaica remanescente para o campo de extermínio de Treblinka. O levante foi duramente reprimido pelas forças da SS (Schutzstaffel), a criminosa tropa de elite nazista, e o Gueto foi incendiado. Cerca de 13 mil judeus morreram, a metade queimada viva ou sufocada pela fumaça.

Ringelblum e sua família conseguiram escapar e se refugiar no "lado ariano" de Varsóvia. Mas, em 7 de março de 1944, a Gestapo (Geheime Staatspolizei), a polícia secreta nazista, descobriu seu esconderijo. Ele, seus familiares e os poloneses que os esconderam foram fuzilados na prisão.

Ringelblum deixou para a posteridade o extraordinário legado de seu arquivo, grande parte do qual foi recuperada entre os escombros de Varsóvia após o final da guerra. Um pouco do conteúdo desse vasto material está disponibilizado agora pelo livro de Souza, como um tributo ao papel da educação no aperfeiçoamento da humanidade.

O livro Gueto de Varsóvia: educação clandestina e resistência integra a coleção Histórias da Repressão e da Resistência, produzida pelo Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER), coordenado pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).

Leia mais sobre pesquisas produzidas pelo LEER em http://agencia.fapesp.br/24988.


José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP


As lágrimas que não choramos, são mais cálidas e importantes, do que aquelas que se encenam no teatro do rosto

Imagem: arquivo


Uma pessoa sensível
                                    Quando alguém ofende, machuca;
Uma pessoa hipersensível
                                              Quando alguém ofende, estraga o dia;


Uma pessoa sensível
                                   Se preocupa com a dor dos outros;
Uma pessoa hipersensível
                                              Vive a dor dos outros;


Uma pessoa sensível
                                     Se preocupa com o amanhã;
Uma pessoa hipersensível
                                              Vive os problemas do amanhã;




O que vai transformar uma pessoa, em "ser rica emocionalmente", é, "quanto mais ela faz muito do pouco"!


Augusto Jorge Cury, Dr. - é um escritor de psiquiatria e libertação do EU para se tornar diretor da sua própria história. Seus livros já venderam mais de 25 milhões de exemplares somente no Brasil, tendo sido publicados em mais de 70 países

Professora adota currículo da ONU sobre igualdade de gênero em áreas rurais do Pará


Escola da Vila Nova Esperança em Tomé-Açu (PA), onde atua o Sistema de Organização Modular de Ensino (Some). Foto: Blog do Riba/http://ribaprasempre.blogspot.com.br


A professora paraense Danielle Figueiredo, de 33 anos, dá aulas para alunos do ensino médio em áreas rurais do Pará por meio de um sistema denominado modular. Nele, as aulas são concentradas em apenas uma disciplina durante 50 dias, em locais de melhor acesso para estudantes que vivem longe dos centros urbanos.

Isso significa que Danielle, professora de sociologia pós-graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), passa até 50 dias em cada um dos municípios em que leciona, especialmente no nordeste do estado, já tendo trabalhado nas comunidades rurais de Capitão Poço, Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, entre outras.

Desde 2015, a professora da rede estadual de ensino passou a aplicar em sala de aula, por iniciativa própria, "O Valente não é Violento", currículo interdisciplinar disponível na Internet (clique aqui) que tem como objetivo abordar questões de sexualidade e de gênero para combater e prevenir a violência contra mulheres e meninas.

O currículo faz parte de iniciativa de mesmo nome que integra a campanha UNA-SE Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, do secretário-geral das Nações Unidas. A ação é coordenada pela ONU Mulheres, tem o envolvimento de todas as agências da ONU e é financiada pela União Europeia.

"Adoto o tema de gênero e sexualidade desde que iniciei minha carreira de professora, há cinco anos", explicou Danielle em entrevista por telefone ao Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio). "Como sempre usava materiais da ONU e de ONGs, acompanhava (os lançamentos) e vi que tinha saído esse currículo".

Segundo a ONU Mulheres, ao menos 30 professores brasileiros informaram adotar o currículo em diferentes estados brasileiros. O número pode ser muito maior, uma vez que o acesso ao documento, disponível na Internet, é livre.

O currículo aborda temas que vão desde as várias formas de violência contra as mulheres e informações sobre a Lei Maria da Penha, passando pela temática de carreira e profissão, mídia e esportes, até masculinidades e iniciativas que aproximam a educação de meninos e meninas para o tema da igualdade de gênero em seu dia a dia.

O objetivo é possibilitar uma maior compreensão sobre o que leva à desigualdade de gênero e à violência contra mulheres e meninas, bem como buscar uma mudança de cultura e de comportamento que leve à igualdade e ao respeito, segundo a ONU Mulheres.

No começo, Danielle teve dificuldades para abordar o tema em sala de aula nas regiões rurais. "Para estes alunos é tabu discutir essas questões", explicou a professora. "É um mundo mais hostil às mulheres, mas no qual eu aprendi a dialogar com os homens e explicar como eles também podem ser prejudicados por comportamentos machistas".

"Quando colocamos uma outra visão para eles, quando vencem essa posição agressiva, passam a ouvir", explicou a professora, que dá aula para alunos com idade entre 15 e 18 anos.

Danielle contou que mesmo as meninas apresentavam resistência quando a temática era abordada em sala de aula. "Mas, de cinco anos para cá, vejo algumas diferenças. Elas querem estudar, não repetir as histórias (dos pais)", declarou. "Também vejo algumas mudanças no discurso sobre a questão da violência. Elas estão falando mais, não se sentem acuadas".

Para a professora, um diferencial do currículo é o fato de ele incitar discussões em classe, propiciando a interação entre os alunos e com os professores. Segundo ela, o currículo inova na medida em que se diferencia da educação formal, trazendo elementos da educação popular.

"Apresento dados sobre violência, mostro a lei. Eles não conhecem a Lei Maria da Penha. Não sabem em que contexto, por que ela surgiu. Dessa forma, uso dinâmicas para discutir a violência, conto uma história de vida e vou fazendo perguntas. E eles vão respondendo em cima delas. É interessante", declarou.
Danielle Figueiredo, de 33 anos, é professora da rede estadual de ensino do Pará. Foto: Acervo Pessoal


Danielle Figueiredo, de 33 anos, é professora da rede estadual de ensino do Pará. Foto: Acervo Pessoal
Papel das escolas na prevenção da violência de gênero


Para a ONU Mulheres, as escolas desempenham um papel importante na promoção do respeito nas relações entre meninas e meninos, desafiando estereótipos de gênero e combatendo formas de discriminação que contribuem para a violência contra mulheres e meninas.

Nesse sentido, o currículo "O Valente não é Violento" já está sendo adotado oficialmente por redes de ensino estaduais de Espírito Santo e Bahia, de acordo com Amanda Lemos, coordenadora da iniciativa.

"Temos consultoras e especialistas que nos apoiaram na elaboração do currículo. Há pessoas do Instituto Promundo e a própria ONU Mulheres têm nos apoiado nessa formação técnica para que os professores consigam compreender os conceitos, os conteúdos", explicou.

Segundo Amanda, muitas vezes os professores relatam dificuldades em levar o currículo para a sala de aula, por não terem respaldo da gestão escolar. Há ainda o desafio da qualificação, pois alguns têm interesse em adotá-lo, mas não têm a qualificação necessária.

"Falta a institucionalização do tema. (…) A questão institucional é importante para que todos participem dessa proposta de ensino voltada para o respeito entre meninos e meninas e professores e alunos, para que eles envolvam não só a escola, mas a comunidade e todos os agentes em torno de uma escola responsável pela segurança dessas meninas", declarou.

Além do Instituto Promundo, outras organizações que têm ajudado a divulgar o currículo no Brasil são Geledés — Instituto da Mulher Negra, Ação Educativa, Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem), Redeh — Rede de Desenvolvimento Humano e Plan International.
Professor do Rio também adota o currículo

Marcelo Conceição, de 39 anos, é professor de Geografia e coordenador pedagógico de uma escola municipal do ensino fundamental localizada no bairro da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Acervo Pessoal


Marcelo Conceição, de 39 anos, é professor de Geografia e coordenador pedagógico de uma escola municipal do ensino fundamental localizada no bairro da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Em 2016, teve a ideia de fazer um trabalho envolvendo todos os alunos que tinha como tema central a mulher e as questões de gênero.

A temática foi, então, desmembrada entre as disciplinas, tendo como inspiração o currículo "O Valente não é Violento", das Nações Unidas.

Com a ajuda de professores de Geografia e História, os alunos montaram murais com gráficos apresentando as diferenças salariais entre homens e mulheres. Em Ciências, trabalharam questões de sororidade (apoio entre as mulheres) e as diferentes formas de machismo na sociedade.

Houve ainda roda de conversas, sessões de cinema e campanhas como "Meu nome não é psiu", questionando o tratamento recebido por meninas e mulheres nas ruas. Algumas dessas atividades foram retomadas em 2017, de acordo com o professor.

"Fiquei com medo, por exemplo, de levar os alunos para ver o filme 'Estrelas além do tempo', porque me diziam que eles não iam prestar atenção", disse Conceição. "Mas eles adoraram, voltaram discutindo o filme, e entenderam por que tinham ido". A obra trata do trabalho de uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas.

O professor disse já ter notado uma mudança de comportamento de meninos e meninas. "Elas passaram a não aceitar mais determinados tipos de tratamento, como serem seguradas de determinada maneira pelos garotos, serem chamadas por determinados nomes", explicou.

"A educação não é só um caminho para o mercado de trabalho, mas para liberdade, para o entendimento de si mesmo, da própria história, para não reproduzir determinados erros das gerações anteriores. Nos esforçamos ao máximo para fazer isso", concluiu o professor.
Marcelo Conceição, de 39 anos, é professor de Geografia e coordenador pedagógico de uma escola municipal do ensino fundamental localizada no bairro da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Acervo Pessoal



Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres

Responsável Isabel Clavelin (ONU Mulheres Brasil)

Fracionamento da vacina contra febre amarela

Ministério da Saúde


A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente.

A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume.

A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).


Assista o vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=Lx0GzS88aGA&feature=em-subs_digest

Agressão contra mulheres já foi presenciada por 66% dos brasileiros


Dado se refere aos últimos 12 meses. Pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra ainda que, no período, quase 1,5 milhão de mulheres foram espancadas ou estranguladas.

Projeto de lei cria programa de combate ao assédio sexual no transporte público em SP

 Vagão do transporte público de São Paulo. Foto: Edson Lopes Jr/A2 FOTOGRAFIA (Crédito: )

A cada três dias são registrados dois casos de assédio. O dado é subestimado, já que muitas não denunciam. Com a lei, a prefeitura seria obrigada a fazer campanhas para estimular as denúncias e as empresas teriam que capacitar seus funcionários para lidar com o problema.


Entrevista com Américo Sampaio da Rede Nossa São Paulo.

Ouça o áudio aqui... DURAÇÃO: 00:08:15
   

Por: CBN

Por que houve diferença entre o reajuste do salário e a inflação de 2017


Governo é autorizado por lei a usar projeção do INPC para definir reajuste.

Previsão de 2017 subestimou aumento de preços, mas governo promete repor em 2019


O valor do salário mínimo no Brasil para o ano de 2018 foi anunciado pelo governo em 29 de dezembro de 2017: passou de R$ 937 para R$ 954. Mas foi somente na quarta-feira (10) que o IBGE divulgou o resultado do índice usado para calcular os reajustes do mínimo.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) é o índice que calcula a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos. Por lei, ele é o parâmetro para o reajuste anual do salário mínimo. Mas como o resultado final dele só sai depois da virada do ano, o governo acaba tendo que trabalhar com estimativas. O aumento de 1,81% foi baixo também porque a inflação de 2017 foi uma das menores das últimas décadas. Mas é verdade também que o número projetado pelo governo para o INPC subestimou o aumento de preços. A inflação medida pelo INPC em 2017 foi de 2,07%. Se fosse aplicada integralmente ao reajuste do salário mínimo, o reajuste seria de R$ 19,40, em vez dos R$ 17 concedidos. O novo valor seria R$ 2,40 maior do que o atual.

R$ 956,40

valor do salário mínimo caso reajuste tivesse seguido INPC.


O que diz a lei

O texto que regulamenta a política de valorização do salário mínimo até 2019 foi assinado pela então presidente Dilma Rousseff em 2015. Por ele, o salário mínimo terá reajustes sempre em 1º de janeiro levando em conta a inflação do ano anterior e o crescimento do país dois anos antes. Como o Brasil não cresce significativamente desde 2013, o reajuste do salário mínimo nos últimos anos tem sido feito apenas como reposição da inflação. O reajuste tem de ser publicado até o último dia útil do ano, mas a inflação de dezembro só é divulgada no início de janeiro. Nesse caso a lei permite que o governo estipule dados que ainda não estão disponíveis, é o que aconteceu com o INPC do último mês de 2017.




 José Roberto Castro

leia mais em
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/01/11/Por-que-houve-diferen%C3%A7a-entre-o-reajuste-do-sal%C3%A1rio-e-a-infla%C3%A7%C3%A3o-de-2017


Série: Brincadiquê? Pelo direito ao brincar


A série "Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar" revela a importância do brincar para o desenvolvimento integral das infâncias e a necessidade dessa experiência lúdica para uma educação de qualidade.

A partir de entrevistas com pesquisadores (as), educadores (as) e gestores (as) educacionais, ilustradas pelos registros de práticas pedagógicas desenvolvidas em instituições de educação infantil e primeiro ano do ensino fundamental, a série traz reflexões acerca do Direito ao Brincar e de possibilidades para a oferta de uma educação de qualidade, considerando a ludicidade nos espaços internos e externos das escolas, a cultura local e o envolvimento da comunidade educativa.

Realização: Rede Marista de Solidariedade e Centro Marista de Defesa da Infância Produção: Labirinto Apoio: Rede Marista de Colégios, Secretarias Municipais de Educação de Araucária (PR), Caxias do Sul (RS) e Cuiabá (MT).

Assista aos vídeos no endereço a seguir:
https://youtu.be/ra6HKhzHPQU

Educadora fala sobre a importância em estimular jovens pobres a almejar vôos altos

Opinião: a pobreza não pode nos tirar o direito de sonhar


 "A vida é assim: feita de sonhos. E é isso que nos mantém vivos." (Racionais MC's)

Iniciei a minha carreira docente em 2008. Desde então, trabalho em bairros de alta vulnerabilidade social da região metropolitana de Belo Horizonte. Nesse período, meus olhos viram muita coisa. Vi a pobreza, a violência e o analfabetismo, resultado de um país que nas palavras do professor Gaudêncio Frigotto "se ergueu pela desigualdade e se alimenta dela". Vi também os avanços significativos provocados pelas políticas públicas de inclusão social implementadas durante os governos do ex-presidente Lula e de Dilma Rousseff. Hoje, pouco mais de um ano após a ex-presidenta ser destituída do cargo, tenho a sensação de estar vivendo um verdadeiro pesadelo. Vejo muitos retrocessos, inclusive a volta da fome nos lares dos meus alunos.

Em meio a tantos golpes, posso dizer que 2018 foi um ano positivo no que diz respeito a novos aprendizados e novas experiências. Por diversas vezes tive a oportunidade de re-ver a minha condição de educadora. É impressionante a nossa resistência em questionar as práticas, condutas e metodologias de ensino adotadas cotidianamente. Re-aprendi a importância do reconhecimento e da escuta, "exercício que garante que nenhum aluno permaneça invisível em sala de aula." Assevero que as chances de obter êxito no processo educativo são muito maiores quando as vivências e as experiências dos alunos são respeitadas e levadas em consideração.

No início do ano, Marcelo, aluno do 7º ano, me surpreendeu com a seguinte pergunta:

– Professora, pra que preciso aprender Ciências se eu vou trabalhar em obra?

A convicção de um garoto de doze anos em relação ao futuro tirou da minha boca qualquer explicação. Passei horas pensando em que momento ele se deu conta de que seu destino é ser um operário da construção civil. Ressalto que não há demérito em ser ajudante de pedreiro ou coisa parecida. É uma profissão digna que merece respeito como qualquer outra. O meu questionamento se deve ao fato de que "trabalhar em obra" é uma função de baixa remuneração e que exige pouca escolaridade. Sem saber, o Marcelo me ensinou que além de promover uma educação antirracista e feminista, eu precisava ensiná-lo a sonhar.


No dia seguinte, levei para a sala de aula a história do Fábio Constantino, que em 2016, após muita dedicação, foi aprovado em primeiro lugar no vestibular para o curso de medicina da UFRN. A escolha por tomar o jovem potiguar como exemplo não se deu de maneira aleatória ou casual. Nascido em Assu, cidade do interior do Rio Grande do Norte, assim como a maioria dos meus alunos, Fábio é negro e filho de uma empregada doméstica.

Em momento algum o objetivo da atividade foi fazer uma verdadeira ode à meritocracia. Falácias amplamente difundidas pelo senso comum e em programas de auditório como "basta querer para vencer na vida", não têm vez nas minhas aulas. Após a leitura da matéria sobre o Fábio, lembrei que infelizmente ainda há poucos Fábios Costantinos em nosso país. Mencionei que tal fato não se deve apenas a falta de "esforço próprio", como muitos equivocadamente costumam dizer.

Expliquei para o Marcelo e para o restante da turma que eles estão inseridos em um processo que o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos convencionou chamar de "fascismo social". Dentro dessa lógica, é criada toda uma cartografia urbana, juntamente com outros mecanismos de exclusão social e econômica que impedem crianças e jovens pobres até mesmo de almejar vôos mais altos, o que evidencia a perversidade dos que detém o poder no Brasil.

O fascismo social está na distância entre a periferia e as universidades públicas. Está no alto preço e na precariedade do transporte urbano que limita a circulação dos sujeitos periféricos por outros espaços. Está nos estereótipos construídos em relação aos negros, pobres e favelados, que são vistos como verdadeiros intrusos nas áreas centrais e nobres das cidades. Está nas falhas do ensino público, que serve também como uma grande fábrica de mão-de-obra barata a serviço do sistema capitalista. É a escola pública quem fornece para o mercado de trabalho pedreiros, empregadas domésticas, porteiros, faxineiras, zeladores, empacotadores e tantas outras profissões de menor prestígio social.

A partir dessa perspectiva, fica fácil compreender porque o Marcelo não vê sentido em aprender Ciências ou qualquer outra disciplina, uma vez que dentro do modelo segregacionista no qual o Brasil está ancorado, todos os caminhos que ele percorrer o levará a carregar pilhas de tijolos e massa de concreto, como certamente seus parentes e amigos fazem.

Todas essas questões renderam um debate longo e acalorado. Insisto em dizer que os alunos carregam dentro de si muitos conhecimentos, o que falta na maioria das vezes é estimulá-los. Durante a discussão, percebi que naquela sala poderia surgir inclusive um grande sociólogo – "Quem faz medicina são os ricos ou quem estuda nas escolas particulares. Eles têm muito mais oportunidades do que nós." – disse um aluno com muita propriedade.

Conforme esperado, alguns alunos foram contaminados pela ideologia do mérito pessoal. Criar a falsa ideia de que os pobres vivem em condições precárias de subsistência porque querem é mais uma arma de controle social criada pelas elites. Felizmente, a maioria compreendeu que é a falta de incentivo, de condições materiais e de políticas públicas que os impedem de criar outras expectativas em relação ao futuro.

Embora vivenciem uma realidade dura e perversa, tentei mostrar para os meus alunos que eles não têm que trabalhar apenas em obras. Insisti em dizer que eles são inteligentes e capazes, sendo assim, a exemplo do Fábio Constantino, podem galgar uma vida com mais desejos e possibilidades. Busquei apontar a importância da escola e dos saberes nela produzidos nesse processo.

Conforme costumo fazer em todas as atividades, ao final, pedi que cada um relatasse o que aprendeu com a história do Fábio e com o debate realizado em sala de aula. Enquanto eu estiver nesse mundo, jamais me esquecerei das palavras do Marcelo:

– Eu aprendi que a pobreza não pode tirar da gente o direito de sonhar.

Meu desejo é que em 2018 todos nós possamos aprender com o Marcelo. Que a pobreza, a injustiça, a estupidez, a ignorância e as aves de rapina que deterioram esse país não nos tirem o direito de sonhar com dias melhores.



Por Luana Tolentino


Luana Tolentino é professora e historiadora. Mestranda em Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto.


Educação financeira por mensagem de celular

Sistema utilizará SMS e chamada de voz com cobrança invertida, que não requer que o usuário tenha créditos para receber conteúdos (foto: Wikimedia Commons)

Utilizar tecnologia simples e barata para realizar projetos inovadores de transformação social parece uma missão utópica, mas tem sido a receita de sucesso da startup paulista MGov Brasil. A empresa, criada em 2012, tem desenvolvido ferramentas de gestão para órgãos públicos, institutos e fundações utilizando mensagens de texto de celular (SMS) como forma de coleta e envio de dados. Agora, com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, busca dar um passo adiante, desenvolvendo o próprio sistema de envio de mensagens.

Batizado de "PoupeMais", o projeto foi inscrito diretamente na Fase 2 do PIPE. A experiência adquirida em iniciativas anteriores pelo pesquisador responsável e sócio-fundador da MGov Brasil, Guilherme Lichand, permitiu que a empresa pleiteasse apoio para o desenvolvimento do sistema SMS que fará o envio de mensagens de educação financeira e a coleta dos resultados.

Até o início do próximo ano, pesquisadores da MGov Brasil também farão a avaliação do impacto dessas mensagens sobre decisões de consumo, crédito e poupança dos destinatários, prioritariamente beneficiários de programas sociais do governo. Ao final do projeto, os sócios da empresa – Lichand, Rafael Vivolo e Marcos Lopes – pretendem ter nas mãos um produto para educação financeira que possa ser comercializado junto a órgãos governamentais e o setor privado, com o propósito de formar hábitos financeiros mais saudáveis e reduzir o endividamento da população de baixa renda.

O uso do celular como ferramenta de envio e coleta de dados é estratégico. "Coletar dados face a face é caríssimo. Pode custar entre 3 e 10 vezes o custo de uma entrevista por celular", diz Lichand. E o celular tem a vantagem adicional de estar presente em cerca de 93% dos lares brasileiros, segundo dados da Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Domicílios Brasileiros (TIC Domicílios) de 2016.

Mas essa alternativa também tem uma limitação: 46% dos domicílios brasileiros ainda não têm acesso à internet, conforme aponta a mesma pesquisa. Na zona rural, esse índice pode chegar a 74%. E 65,5% das linhas ativas ainda são pré-pagas, segundo dados da Anatel, de agosto de 2017. Assim, os pesquisadores optaram pelo SMS e por chamadas de voz com cobrança invertida. "Trata-se de uma funcionalidade disponível em qualquer aparelho e não requer que o usuário tenha créditos para receber o conteúdo ou para interagir com o sistema", explica o economista.

Atingir o público-alvo também é um desafio a ser vencido. Contatar números de celular sem prévio consentimento não apenas é uma prática proibida pela Anatel como apresenta baixa taxa de resposta. Em projetos anteriores, a solução foi o estabelecimento de parcerias com órgãos públicos, por meio dos quais os usuários são convidados a participar da pesquisa.

Para o desenvolvimento do projeto PoupeMais, a MGov Brasil está enviando mensagens de educação financeira para 10 mil correntistas da Caixa Econômica Federal que também são beneficiários do Bolsa Família. Em abril deste ano, a startup foi contemplada pelo programa Desafio de Negócios de Impacto Social, realizado pela Caixa em parceria com a organização não governamental Artemísia. A MGov Brasil foi uma das cinco selecionadas dentre 460 empresas que participaram desse programa destinado a criar soluções em educação e serviços financeiros para a população de baixa renda. Assim, pôde testar o projeto-piloto desenvolvido com apoio da FAPESP numa situação real.

"Os correntistas foram divididos em dois grupos; metade começou a receber as mensagens na segunda quinzena de outubro e metade receberá após seis meses. Será possível comparar o impacto das mensagens sobre os dados bancários dos correntistas, avaliando o saldo e o nível de endividamento", explica Lichand.

Nos projetos anteriores, a MGov Brasil utilizou um SMS adquirido de fornecedores externos. Hoje, graças ao PIPE, a empresa já tem um sistema próprio. "As ferramentas existentes no mercado são caras e não fazem metade do que fazemos agora", afirma o economista. Ele explica que o sistema desenvolvido pela empresa apresenta um padrão mais inteligente de tentativas de entrega de mensagem. "Normalmente, se o usuário do celular está sem sinal, a operadora desiste do envio do SMS. O sistema que desenvolvemos tenta fazer a entrega em outros momentos do dia; o SMS fica na caixa de saída até o momento em que houver sinal."

Mas desenvolver o próprio sistema levou mais tempo do que os pesquisadores imaginavam. "Foram muitas idas e vindas a fornecedores, até chegarmos à atual solução. No futuro, adoraria ter desenvolvedores internos", diz Lichand.

Com o sistema pronto para ser colocado em prática, o projeto encerra a Fase 2 do PIPE em janeiro de 2018 e os pesquisadores esperam obter, numa Fase 3 do Programa, recursos para a estruturação de uma estratégia de comercialização e de uma equipe comercial completa, além de viagens e suporte operacional.

Prêmio por Inovação

Iniciativas anteriores da empresa indicam que a ferramenta pode ter impacto efetivo na gestão de políticas públicas e na vida da população. Em 2013, ao desenvolver o seu primeiro projeto – para a Secretaria de Planejamento e Finanças do Rio Grande do Norte –, Guilherme Lichand obteve resultados significativos.

"O Rio Grande do Norte tinha, então, o programa de distribuição de leite mais antigo do Brasil, que atendia 150 mil famílias diariamente. Mas havia a suspeita de que o leite não chegava, efetivamente, às pessoas que dele necessitavam e que muitos beneficiários o revendiam para complementar a renda. O Estado precisava saber se continuava investindo nesse programa ou se deveria realocar recursos para outra política que tivesse impacto real", lembra Lichand.

Durante três semanas, os pesquisadores entrevistaram, com apoio do governo, 1.000 beneficiários de 40 municípios. Por meio do próprio programa de distribuição de leite, os assistidos recebiam o convite para participar da pesquisa – com a vantagem de ganho de créditos no celular pré-pago para os que aceitassem. "Conseguimos obter 70% de participação na pesquisa com um custo que não chegou a R$ 0,50 por beneficiário", diz o pesquisador.

Os dados foram coletados por meio de um sistema de voz automatizado. A gravação na mensagem de voz foi feita com sotaque local para gerar empatia, e o ouvinte respondia à pesquisa apenas digitando números – 1 ou 2 para identificação do sexo, notas de 0 a 10 para avaliações do serviço etc.

"Ao final da pesquisa, pela primeira vez em 20 anos o Estado tinha um diagnóstico do programa", afirma o pesquisador. E ele não era muito positivo. Segundo Lichand, o programa era, na média, muito ruim, falhando em atender quem realmente necessitava. Contudo, a avaliação foi melhor nos municípios em que o programa de distribuição de leite era gerido localmente. Esses dados permitiram à MGov Brasil sugerir a descentralização do programa, que, adotada pelo governo do Rio Grande do Norte, tornou-o mais eficaz.

Os resultados desse projeto conferiram a Guilherme Lichand projeção internacional: em 2014 ele foi selecionado pela revista Technology Review, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) para integrar a lista dos 10 brasileiros com menos de 35 anos de idade mais inovadores do país. Agora, ele espera levar essa solução tecnológica a outros gestores públicos, ao mesmo tempo em que continua sua atuação como pesquisador. Com doutorado em Economia Política e Governo pela Universidade de Harvard, Lichand acredita que empreendedorismo e pesquisa se complementam. No horizonte do pesquisador empresário, a construção de uma sociedade mais justa.


Suzel Tunes  -  Pesquisa para Inovação
MGov


The Weeknd anuncia que não irá mais trabalhar com a H&M após foto publicitária considerada racista

 The Weeknd (Foto: Divulgação)


'Estou profundamente ofendido', escreveu o cantor em sua conta no Twitter. Na imagem do catálogo, menino negro usa casaco com a inscrição 'O macaco mais legal da selva'.

O cantor The Weeknd se manifestou contra a empresa de moda Hennes et Mauritz (H&M) após foto publicitária considerada racista.

Em seu Twitter, o cantor se disse "envergonhado" e "profundamente ofendido" com a imagem. Na foto, um menino negro usa um casaco com a inscrição "O macaco mais legal da selva".

"Acordei esta manhã chocado e envergonhado com essa foto. Estou profundamente ofendido e não trabalharei com a H&M nunca mais", escreveu The Weeknd.
Em 2017, a empresa lançou uma linha de roupas em parceria com o cantor.

Segundo assegurou uma porta-voz da marca à AFP, "a imagem foi eliminada de todos os canais da H&M". A foto da peça de roupa sozinha ainda pode ser vista na loja on-line. "Pedimos desculpas aos que puderam se sentir ofendidos", acrescentou o grupo.






View image on Twitter



The Weeknd
?
@theweeknd
woke up this morning shocked and embarrassed by this photo. i'm deeply offended and will not be working with @hm anymore...



Por G1


Nego do Borel entra no hot 100 da revista 'Billboard', a principal parada americana


 Nego do Borel e Maluma (Foto: Divulgação)

Versão de 'Você Partiu Meu Coração', chamada 'Corazón' e cantada com Maluma, estreou em 92º.

Nego do Borel entrou no hot 100 da revista "Billboard", a principal parada americana. Em sua estreia no ranking, que leva em conta execuções em rádio, vendas digitais e streaming, ele conseguiu a 92ª posição.

O feito foi com uma nova versão de "Você Partiu Meu Coração", em parceria com o cantor colombiano Maluma.

"Corazón" é uma espécie de versão em espanhol de "Você partiu meu coração", hit do brasileiro. O original tem Anitta e Wesley Safadão.

Nego do Borel é o sexto brasileiro a aparecer no Hot 100. Antes dele, Sérgio Mendes, Corona, Cansei de Ser Sexy, Michel Teló e Claudia Leitte já estiveram na parada.


Assista ao video em:
https://youtu.be/btbmtFH0eEg


Por G1


Atualização do Windows gera problemas em PCs com processadores da AMD


Na semana passada, a descoberta de duas graves falhas de segurança em processadores produzidos nos últimos 20 anos deixou o mercado da tecnologia em alerta. Agora, até mesmo um patch de correção tem deixado usuários preocupados.

A Microsoft liberou uma atualização de segurança do Windows feita para mitigar os problemas das falhas Meltdown (que afeta processadores da Intel) e Spectre (que afeta qualquer processador). Só que alguns usuários tiveram problemas com esse update.

Mais precisamente, alguns usuários de PCs com processador da AMD disseram que, após a instalação do último patch de segurança da Microsoft, o computador não passa mais da tela inicial de boas-vindas do Windows e não completa o boot do sistema.

Ao The Verge, um porta-voz da Microsoft confirmou o problema e disse que a empresa vai interromper a distribuição do último update para PCs com chips da AMD até que o bug seja resolvido. A Microsoft, porém, culpou a AMD pelo caso.

O problema parece estar na documentação fornecida pela fabricante à Microsoft, supostamente em desacordo com os dados exigidos pela empresa para o desenvolvimento de um patch de segurança contra as falhas Spectre e Meltdown.

Em nota encaminhada ao Olhar Digital, a AMD disse que "está ciente de um problema com alguns processadores de geração mais antiga após a instalação de uma atualização de segurança da Microsoft que foi publicada no fim de semana". A empresa também disse que está trabalhando com a Microsoft para resolver o problema e espera que um novo update "comece a ser distribuído novamente para estes impactados em breve".


LUCAS CARVALHO


As 10 bandas mais homenageadas com covers em shows pelo mundo



Beatles com a Polícia de Birmingham
Foto: Wikimedia Commons

The Beatles, Led Zeppelin e Queen estão na lista
 
Talvez você não conheça, mas o site setlist.fm é a principal fonte de informações quando o assunto diz respeito a setlists de shows.

Como uma espécie de Wikipedia das apresentações mundo afora, a plataforma permite que fãs e seguidores de bandas e artistas alimentem o site com informações sobre quais músicas foram tocadas em shows específicos, apresentando sua ordem, local e também dizendo se as músicas são próprias ou covers.

Dessa forma, diariamente o setlist.fm vai construindo uma base de dados imensa com diversas informações e estatísticas relacionadas aos shows que armazena, e uma parte delas diz respeito aos artistas mais homenageados com covers.

Em um ranking atualizado praticamente de hora em hora, os Beatles estão em primeiro lugar como a banda que mais é tocada nos palcos mundo afora, seguida de perto pelo Pink Floyd.

Você pode ver a lista logo abaixo.

The Beatles
Pink Floyd
Grateful Dead
Bob Dylan
Músicas Tradicionais / Domínio Público
Led Zeppelin
Genesis
The Beach Boys
Queen
Creedence Clearwater Revival

Divirta-se fuçando as estatísticas do seu artista favorito no setlist.fm, vendo, por exemplo quais músicas ele mais tocou em toda a sua carreira e quais apareceram raramente em shows.

Aqui vai um link com tudo sobre o Black Sabbath, depois é só navegar e procurar diferentes bandas por lá.
https://www.setlist.fm/stats/black-sabbath-33d6806d.html


Por Tony Aiex



Britney Spears pode lançar material novo em 2018, diz jornalista

"Apenas aguardem", disse o compositor Justin Tranter ao jornalista Christian Zamora, do BuzzFeed

A cantora Britney Spears pode estar preparando músicas inéditas ou um novo álbum para divulgar este ano, de acordo com informações do jornalista Christian Zamora, do site BuzzFeed.

Durante o Globo de Ouro, que aconteceu neste último domingo (7), na Califórnia (EUA), o jornalista perguntou a Justin Tranter - compositor que já trabalhou com Britney em algumas canções do disco "Glory" - se os fãs podem esperar por novidades da cantora em 2018. "Apenas esperem", foi o que disse Justin Tranter, em tom de mistério.

Veja abaixo o post de Christian Zamora pelo Twitter:

 
Christian Zamora
?
@Christian_Zamo
EXCUSE ME EVERYONE I NEED YOUR ATTENTION!!!

I just talked to @justtranter at the Globes and OBVIOUSLY I brought up Britney and he said "Just wait."

SHE'S COMING YA'LL.

21:24 - 7 de jan de 2018
 65 65 Respostas   442 442 Retweets   1.097 1.097 favoritos
Informações e privacidade no Twitter Ads



A cantora encerrou, recentemente, sua temporada de shows em Las Vegas, podendo fazer concertos pela Europa durante o verão.


Vagalume!


Bee Gees é o Artista da Semana



 Imagem: Bee Gees é o Artista da Semana



Quem não se lembra dos embalos dos Bee Gees? O trio, integrado pelos irmãos Maurice, Barry e Robin Gibb, foi formado na década de 1950, na Austrália.

O primeiro álbum, intitulado The Bee Gees Sing and Play 14 Barry Gibb Songs, foi lançado em 1965. O segundo, chamado Spicks And Specks, foi divulgado em 1966.

Em 1967, os Bee Gees estrearam o terceiro álbum de estúdio deles, nomeado Bee Gees' 1st, e fizeram sucesso com "To Love Somebody". Depois veio "Massachusetts", presente no disco do ano seguinte, Horizontal.

Já em 1968, chegou às lojas o quinto álbum da banda, Idea. O material revelou os hits "I've Gotta Get A Message To You" e "I Started A Joke".

Durante um tempo, os irmãos passaram por altos e baixos, separação e reconciliação, em meio a novos lançamentos.

No ano de 1976, começou a "Era Disco" da banda. Os cantores foram convidados para participar da trilha sonora do filme "Os Embalos de Sábado à Noite", de 1977. Foi quando "More Than A Woman", "How Deep Is Your Love" e, é claro, "Stayin' Alive" viraram febre.


antena1


Australiana com câncer escreve carta com conselhos que fazem a vida valer a pena


A jovem australiana, Holly Butcher, escreveu carta com conselhos de vida antes de morrer vítima de um câncer (Foto: Reprodução/Facebook)

"Só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com coisas pequenas e insignificantes na vida e tentem lembrar-se que todos nós temos o mesmo destino depois disso tudo".

A australiana Holly Butcher, 27 anos, estava tratando um sarcoma de Ewing, um tipo de câncer ósseo raro, deixou uma carta de despedida que reúne alguns conselhos e aprendizados, depois pediu que sua família compartilhasse no facebook. A jovem morreu na última quinta feira, 4 de janeiro.


Na carta fala sobre coisas como valorizar cada dia nos momentos que antecederam a sua própria morte, também diz querer viver e esquecer todas as coisas triviais que as mulheres da nossa idade se preocupam como celulite e trânsito.

"É uma coisa estranha de se perceber e aceitar a sua mortalidade aos 26 anos de idade. É apenas uma daquelas coisas que você ignora. O tiquetaque dos dias chegando e você apenas espera que continuem vindo; até o inesperado acontecer. Eu sempre me imaginei envelhecendo e com rugas – provavelmente pela bela família (muitas crianças). Planejei construir isso com o amor da minha vida", comenta Holly.

"A vida é frágil, preciosa e imprevisível. Cada dia é um presente, não um direito dado. Eu tenho 27 anos. Não quero ir agora. Eu amo a minha vida. Estou feliz.. Devo isso aos meus entes queridos. Mas o controle está fora das minhas mãos", continua.

"Essa é a questão da vida, é frágil, preciosa, imprevisível e cada dia é um presente, não um direito", escreveu. (foto) facebook


Ao invés de comprar muitas coisas, dê um presente para um amigo, aconselha. E esse presente pode ser cozinhar algo especial, dar a alguém uma planta, uma massagem, uma vela… "E diga a eles que você os ama" quando entregar os presentes. Resumindo, ela aconselha que o dinheiro seja usado com experiências e que não deixemos de experimentar vivências ao invés de coisas materiais.

A carta chega ao fim com um importante conselho e agradecimento: "Seja doador de sangue regularmente. Você se sentirá bem e vai salvar vidas. Isso é algo tão negligenciado, considerando que cada doação pode salvar até três vidas!"

"As doações de sangue (não consigo contar as bolsas) ajudaram a me manter viva por mais um ano. Um ano que eu serei eternamente grata, que passei aqui na terra com minha família, amigos e cachorro. Um ano em que tive alguns dos melhores momentos da minha vida"

Confira abaixo a carta de Holly Butcher na íntegra:

    Um pouco de conselhos de vida da Hol:

    É uma coisa estranha de se perceber e aceitar sua mortalidade aos 26 anos de idade. É apenas uma daquelas coisas que você ignora. O tiquetaque dos dias perto e você apenas espera que continuem a vir; até o inesperado acontecer. Eu sempre me imaginei envelhecendo e com rugas – provavelmente causadas pela bela família (muitas crianças). Planejei construir isso com o amor da minha vida. Quero tanto que até dói.

    Essa é uma coisa sobre a vida; é frágil, preciosa e imprevisível e cada dia é um presente, não um direito dado.

    Tenho 27 anos agora. Eu não quero ir. Eu amo a minha vida. Estou feliz.. Devo isso aos meus entes queridos. Mas o controle está fora das minhas mãos.

    Eu não comecei esta "carta antes de morrer" para que a morte seja temida – eu gosto do fato de que nós somos, na maior parte, ignorantes à sua inevitabilidade.. exceto quando eu quero falar sobre isso e ela é tratada como um "tabu", tópico que nunca vai acontecer com qualquer um de nós.. isso foi um pouco difícil. Eu só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com coisas pequenas, estresses sem sentido na vida e tentar lembrar que todos nós temos o mesmo destino depois de tudo, então faça o que puder seu tempo ser digno e ótimo e com menos besteiras.

    Eu abandonei muitos pensamentos, pois tive muito tempo para refletir sobre a vida nos últimos meses. Claro que é o meio da noite quando essas coisas aleatórias estão mais na minha cabeça!

    Nessas ocasiões, você está pensando em coisas ridículas (algo que eu notei tanto nos últimos meses), apenas pense em alguém que está realmente enfrentando um problema. Seja grato pelo seu problema ser menor e você poder superá-lo. É bom reconhecer que algo é irritante, mas tente não continuar sobre isso de modo a afetar negativamente os dias de outras pessoas.

    Uma vez que você faz isso, saia fora e pegue um grande suspiro do ar australiano fresco em seus pulmões, veja como o céu está azul e quão verde são as árvores; é tão bonito. Pense na sorte que você tem em poder fazer isso e respire!

    Você pode ter ficado preso no mau trânsito hoje, ou teve um sono ruim porque seus lindos bebês o mantiveram acordado ou seu cabeleireiro cortou o cabelo muito curto. Suas novas unhas falsas podem ter um chip, seus seios são muito pequenos, ou você tem celulite em sua bunda e sua barriga está balançando.

    Deixe toda essa merda ir embora .. Eu juro que você não vai pensar nessas coisas quando for sua vez de ir. É tudo tão insignificante quando você olha a vida como um todo. Estou assistindo meu corpo definhando bem na frente dos meus olhos e não há nada que eu possa fazer sobre isso e tudo o que desejo por agora é que eu poderia ter apenas mais um aniversário ou Natal com minha família, ou apenas mais um dia com meu parceiro e cachorro. Apenas mais um.

    Eu ouço pessoas reclamando sobre o quão terrível é o trabalho ou sobre o quão difícil é se exercitar – seja grato que você é fisicamente capaz. Trabalho e exercício podem parecer coisas tão triviais… até que seu corpo não permita que você faça qualquer um deles.

    Eu tentei viver uma vida saudável, de fato, essa foi provavelmente a minha grande paixão. Aprecie sua boa saúde e o funcionamento do seu corpo, mesmo que não seja o seu tamanho ideal. Cuide e abrace o quão incrível é. Mova-o e alimente-o com alimentos frescos. Não fique obcecado com isso.

    Lembre-se de que há mais aspectos para uma boa saúde do que o corpo físico. Trabalhe duramente para encontrar sua felicidade mental, emocional e espiritual. Dessa forma, você pode perceber o quão insignificante e sem importância é ter este corpo de mídia social perfeito, e o quão estupidamente retratado é. Enquanto estiver neste tópico, exclua qualquer conta que apareça em seu feed de notícias que lhe confira qualquer sensação ruim. Amigo ou não. Seja implacável para o seu próprio bem-estar.

    Seja grato por cada dia que você não tenha dor e até mesmo os dias em que você não está bem com gripe, uma dor nas costas ou um tornozelo torcido, aceite que é ruim, mas seja grato por não ser fatal, sabendo que logo melhora.

    Reclame menos, pessoas! E se ajude mais!

    Dê, dê, dê. É verdade que você ganha mais felicidade fazendo coisas para os outros do que fazê-las para si mesmo. Eu queria fazer mais isso. Desde que fiquei doente, conheci as pessoas mais incrivelmente doadoras e gentis e recebi as palavras mais amorosas e o amoroso apoio da minha família, amigos e estranhos; mais do que eu poderia dar em troca. Nunca vou esquecer isso e sempre serei grata a todas essas pessoas.

    É estranho ter dinheiro para gastar no final… quando você está morrendo. Não é hora de sair e comprar coisas materiais que você costuma gostar, como um vestido novo. Isso faz você pensar a bobagem que é pensar que vale a pena gastar tanto dinheiro em roupas novas e "coisas" em nossas vidas.

    Compre ao seu amigo algo gentil em vez de outro vestido, produto de beleza ou jóias para o próximo casamento.

    1. Ninguém se importa se você usar a mesma coisa duas vezes.

    2. É uma sensação boa. Leve-os para uma refeição, ou melhor ainda, cozinhe para eles uma refeição. Chame-os para um café. Dê/compre-lhes uma planta, massagem ou vela e diga-lhes que os ama quando você os entregar.

    Valorize o tempo de outras pessoas. Não os deixe esperando porque você costuma se atrasar. Prepare-se mais cedo se você é uma dessas pessoas e gosta que seus amigos queiram compartilhar seu tempo com você, não se sentam sozinhos, esperando por um companheiro. Você também ganhará respeito! Amém irmã.

    Este ano, a nossa família concordou em não apresentar presentes e apesar de a árvore ficar um pouco triste e vazia (quase acordei a véspera de Natal!), foi tão bom porque as pessoas não tiveram a pressão de fazer compras e o esforço foi para escrever um cartão agradável para o outro. Além disso, imagine minha família tentando me comprar um presente sabendo que eles provavelmente acabariam com eles mesmos … estranho! Pode parecer besteira, mas esses cartões significam mais para mim do que qualquer compra de impulso poderia. Lembre-se, também foi mais fácil de fazer em nossa casa porque não tínhamos crianças pequenas. De qualquer forma, a moral da história é: os presentes não são necessários para um natal significativo. Se movendo.

    Use seu dinheiro com experiências… Ou, pelo menos, não perca experiências porque gastou todo o seu dinheiro em bens materiais.

    Se esforce para fazer a viagem de um dia para a praia, que você continua adiando. Mergulhe os pés na água e cave os dedos dos pés na areia. Molhe o rosto com água salgada.


    Entre na natureza.

    Tente apenas desfrutar os momentos em vez de capturá-los através da tela do seu telefone. A vida não é destinada a ser vivida através de uma tela, nem é sobre como obter a foto perfeita… aproveitem o maldito momento, pessoas! Parem de tentar capturá-lo para todos os outros.

    Questão retórica aleatória. São aquelas várias horas que você gasta fazendo seus cabelos e maquiagem todos os dias ou para sair em uma noite realmente valeu a pena? Nunca entendi isso sobre as mulheres.

    Levante-se cedo às vezes e ouça os pássaros enquanto observa as belas cores que o sol faz quando ele sobe.

    Ouça música… realmente ouça. A música é terapia. As antigas são as melhores.

    Acaricie seu cão. Muito longe, sentirei falta disso.

    Fale com seus amigos. Largue seu telefone. Eles estão bem?

    Viaja se for o seu desejo, não se não for.

    Trabalhe para viver, não viva para trabalhar.

    Sério, faça que o seu coração se sinta feliz.

    Coma o bolo. Culpa zero.

    Diga não às coisas que você realmente não quer fazer.

    Não se sinta pressionado a fazer o que as outras pessoas podem pensar que é gratificante… você pode querer uma vida medíocre e isso é tão bom.

    Diga aos seus entes queridos que você os ama sempre que você tiver a chance e amá-los com tudo o que você tem.

    Além disso, lembre-se se algo está fazendo você miserável, você tem o poder de mudá-lo – no trabalho ou no amor, ou seja o que for. Tenha a coragem de mudar. Você não sabe quanto tempo você tem nesta terra, por isso não desperdice. Eu sei que isso é dito o tempo todo, mas não pode ser mais verdade.

    De qualquer forma, é só esse um jovem conselho de vida de uma garota. É pegar ou largar, não me importo!

    Ah, e uma última coisa, se puder, faça uma boa ação pela humanidade (e eu) e comece regularmente a doar sangue. Isso fará você se sentir bem com o bônus adicional de salvar vidas. Eu sinto que é algo que é tão negligenciado, considerando que cada doação pode salvar 3 vidas! Esse é um enorme impacto que cada pessoa pode ter e o processo realmente é tão simples.

    A doação de sangue (mais bolsas do que eu poderia acompanhar a contagem) ajudou a me manter viva por mais um ano – um ano que ficarei eternamente grata por ter conseguido gastá-lo aqui na Terra com minha família, amigos e cachorro. Um ano que eu tive alguns dos melhores momentos da minha vida.

    ..'Até nos encontrarmos de novo.

    Hol

    Beijos!

Traduzido por: Equipe Combate ao Câncer

Nova tecnologia extrai sal da água do mar com menos energia


Pesquisadores do Departamento de Engenharia Química da UFSCar usam carvões ativados obtidos de polímeros condutores em sistema de dessalinização (foto: Dima / Flickr)


Para extrair sal da água do mar ou água salobra de reservatórios subterrâneos, a tecnologia mais utilizada atualmente é a osmose reversa. O processo é considerado de alto custo pelo material utilizado e pelo gasto com energia elétrica: uma bomba de alta pressão força a água a passar por uma membrana polimérica, que retém os sais.

Uma alternativa de dessalinização, com menor gasto de energia, é o processo de deionização capacitiva que utiliza carvões ativados com poros nanométricos (1 nanômetro equivale a 1 milímetro dividido por 1 milhão) para retirada da salinidade da água. Carvões com características diferenciadas para essa aplicação foram desenvolvidos por pesquisadores do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

"Eles são semelhantes aos usados em filtros de água comuns, mas com uma quantidade e tamanho de poros que proporcionam uma elevada área de retenção de íons e moléculas", explica o engenheiro químico Luís Augusto Martins Ruotolo, professor da UFSCar (o projeto teve apoio da FAPESP).

Os carvões ativados podem ser feitos com diferentes materiais, como madeira, bagaço de cana, casca de coco e polímeros. No invento da UFSCar, o carvão foi preparado aquecendo-se um polímero condutor de eletricidade, chamado de polianilina, a 800 graus Celsius (°C), em condições adequadas para eliminar a matéria orgânica volátil.

O resultado foi um eletrodo rico em carbono. A inovação dos pesquisadores da UFSCar tornou os carvões ativados mais eficientes e com melhor capacidade de retenção de moléculas ou íons na superfície. Ruotolo e o doutorando Rafael Linzmeyer Zornitta, que são do Laboratório de Tecnologias Ambientais (Latea), inseriram dois desses eletrodos em uma célula eletroquímica composta por placas de acrílico e borrachas de vedação. Eles ficaram posicionados em lados opostos dentro da célula e separados por um canal onde escoa a água com sal (cloreto de sódio) a ser dessalinizada.

Para viabilizar a dessalinização, uma tensão elétrica de 1,2 volt (V) foi aplicada na célula eletroquímica. Essa tensão é menor do que a transmitida por uma pilha comum (AA), de 1,5 V. Assim, um dos eletrodos ficou polarizado com carga negativa e o outro com carga positiva.

Com a entrada da água salobra na célula, passando entre os eletrodos, os íons de sódio (Na+), que tem carga positiva, são atraídos e retidos no eletrodo negativo, e o cloreto (Cl-) se desloca ao polo positivo. Quando os eletrodos se tornam saturados por esses elementos, basta inverter a polaridade e o material aderido será repelido, podendo ser deslocado para fora da célula, em um processo de retrolavagem. Os pesquisadores pretendem, no futuro, construir um protótipo e operá-lo com um painel de energia solar.

Carvões ativados que adsorvem sais já existem no mercado, mas não são adequados ao processo de deionização capacitiva por possuírem pequenas áreas de retenção dos íons de sal. Os carvões desenvolvidos no Latea apresentam áreas para reter elementos químicos seis vezes maior que os carvões de mercado.

A invenção resultou em um pedido de patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Agência de Inovação da UFSCar. A inovação abrange também outras possibilidades de uso desse material – como no tratamento de efluentes industriais e na extração de outros sais da água.

"Em uma caldeira que gera vapor, por exemplo, a água tem que ser limpa o suficiente para que elementos como cálcio, magnésio e ferro não provoquem incrustações nas tubulações", diz Ruotolo. Nesse estudo, ele conta com parcerias no Instituto Madrilenho de Estudos Avançados e na Universidade de Málaga, ambos na Espanha, e na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.


notícia: revistapesquisafapesp.
por Marcos de Oliveira - Pesquisa FAPESP



Economia terá termômetro com a divulgação das vendas no varejo: cenário de juros baixos e avanço da recuperação das vagas de emprego e dos salários reais devem ser o gatilho para a esperada melhora


Brazilian Economy Sees Worst Recession In Decades

As vendas da última Black Friday ajudaram o varejo a se recuperar das perdas da crise. É isso que economistas esperam confirmar com a divulgação das vendas no varejo em novembro nesta terça-feira.

A expectativa é de uma alta de 0,2% na comparação com o mês de outubro. Para o ano que começou, as expectativas são ainda mais altas.

O cenário de juros baixos e avanço da recuperação das vagas de emprego e dos salários reais devem ser o gatilho para a esperada melhora.

O banco Bradesco estima uma alta de 3% nas vendas no varejo neste ano, após uma alta de cerca de 2% em 2017.

Neste cenário, segmentos como de móveis e eletrodomésticos e de materiais de construção devem ter as maiores altas por conta da demanda retraída dos anos anteriores.

Economistas do banco Santander afirmam em relatório que "independentemente do resultado das eleições ou da votação da reforma da Previdência, vemos espaço para crescimento do consumo das famílias em ritmo superior a 5%, acima da inflação, em 2018 ante 2017".

Segundo estimativas divulgadas ontem, economistas ouvidos pelo Boletim Focus, do Banco Central, preveem um avanço de 2,69% no PIB em 2018, ante previsão anterior de 2,70%.

A previsão de fechamento de 2017 melhorou, de alta de 1% para alta de 1,01%. Se em 2017 setores como o agronegócio puxaram o crescimento, em 2018 o maior peso deve vir do consumo das famílias.

Com isso, o desempenho do varejo tende a ser decisivo para o avanço do PIB e, consequentemente, influenciar no debate econômico e até no jogo eleitoral.

Dado que será divulgado hoje, portanto, tende a ser mais e mais importante para entender para onde caminha o Brasil de 2018.


Por EXAME,
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Compostos do veneno de cascavel têm ação contra vírus da hepatite C


Estudos feitos por pesquisadores brasileiros, publicados na PLOS ONE e Scientific Reports, também apresentam resultados promissores de compostos da flora brasileira no combate ao vírus causador da doença (imagem: PLOS ONE)

No Brasil, a hepatite C é a maior responsável por casos de cirrose hepática e, por consequência, pelos transplantes de fígado, de acordo com o Ministério da Saúde. Em São Paulo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, cerca de 50% dos transplantes de fígado ocorrem em pacientes portadores de vírus da hepatite B ou C, sendo que o segundo responde sozinho por 40% de todos os transplantes de fígado.

Além disso, as terapias disponíveis para o tratamento dos doentes com hepatite C são dispendiosas, apresentam efeitos colaterais e resistência viral. Por todas essas questões, estudos para o desenvolvimento de terapias antivirais mais eficientes são necessários.

Compostos isolados do veneno de animais têm mostrado atividade contra alguns vírus, como da dengue, da febre amarela e do sarampo. Foi a partir dessa linha de investigação que pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da Universidade de São Paulo (USP) acabam de publicar dois artigos nos quais apresentam resultados promissores de compostos capazes de combater o vírus da hepatite C.

O primeiro experimento, cujos resultados saíram na PLoS One, visou testar propriedades contra o vírus da hepatite C de três compostos isolados do veneno de uma espécie de cascavel, a Crotalus durissus terrificus, conhecida como cascavel-de-quatro-ventas, boiçununga ou maracamboia.

O trabalho foi realizado no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Unesp, em São José do Rio Preto, pelo grupo de Virologia do Laboratório de Estudos Genômicos, coordenado pela professora Paula Rahal, e no Instituto de Ciências Biomédicas (ICBIM) da UFU, no Laboratório de Virologia, coordenado pela professora Ana Carolina Gomes Jardim. O trabalho contou com diversos apoios da FAPESP, além de CNPq, Fapemig e Royal Society (Newton Fund).

Os compostos retirados do veneno de cascavel foram isolados no Laboratório de Toxinologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, chefiado pela professora Suely Vilela Sampaio.

Trata-se de duas proteínas: a fosfolipase A2 (PLA2-CB) e a crotapotina (CP). No veneno da serpente, esses compostos se encontram associados como subunidades de um complexo proteico, a crotoxina (CX), também testada.

Em uma série de experimentos in vitro com culturas de células humanas, foi testada a ação antiviral dos dois compostos, tanto em separado como em conjunto no complexo proteico. Foram observados os efeitos dos compostos em células humanas (para ajudar a prevenir a infecção pelo vírus) e diretamente no vírus da hepatite C.

O genoma do vírus da hepatite C é constituído de uma única fita de RNA, o ácido ribonucleico, que é uma cadeia simples de nucleotídeos que codifica as proteínas do vírus.

"Esse vírus invade a célula humana hospedeira para se replicar, produzindo novas partículas virais. Dentro da célula hospedeira, o vírus produz uma fita complementar de RNA, a partir da qual serão produzidas moléculas de genoma viral que constituirão as novas partículas", disse Gomes Jardim.

"Nosso trabalho demonstrou que a fosfolipase tem a capacidade de se intercalar com o RNA dupla fita, intermediário de replicação do vírus, inibindo a produção de novas partículas virais. A intercalação reduziu em 86% a produção de novos genomas virais, quando comparada ao que ocorre na ausência da fosfolipase", disse.

Quando o mesmo experimento foi feito usando-se a crotoxina, a redução na produção de partículas virais foi de 58%.

A segunda etapa do trabalho consistiu em verificar se os compostos conseguiriam bloquear a entrada do vírus nas células humanas em cultura. Nesse caso, os resultados foram ainda mais satisfatórios, pois a fosfolipase inibiu em 97% a entrada do vírus nas células. Já o uso da crotoxina reduziu a infecção viral em 85%.

Por fim, foi testado um segundo composto isolado do veneno de cascavel, a crotapotina. Muito embora não se tenha verificado efeitos para impedir a entrada do vírus nas células humanas nem a sua replicação, a crotapotina agiu em outro estágio do ciclo viral, reduzindo em até 78% a saída das novas partículas virais das células. No caso da crotoxina, a saída das partículas foi inibida em 50%.

Segundo os pesquisadores, os resultados dos experimentos demonstram que a fosfolipase e a crotapotina agindo isoladamente tiveram melhor resultado do que em associação.

Flora brasileira

O segundo artigo sobre a ação de compostos químicos contra o vírus da hepatite C não partiu do veneno de nenhum animal, mas de compostos naturais da flora brasileira. O estudo, também com apoio da FAPESP, CNPq, Fapemig e Royal Society (Newton Fund), teve resultados publicados na Scientific Reports.

Os autores testaram o potencial antiviral dos flavonoides de uma planta conhecida como amendoim-bravo (Pterogyne nitens). Flavonoides são compostos encontrados em frutas, flores, vegetais em geral, mel e também no vinho.

Foram isolados dois flavonoides presentes nas folhas do amendoim-bravo: a sorbifolina e a pedalitina. O trabalho foi conduzido pelo professor Luis Octávio Regasini no Laboratório de Química Verde e Medicinal na Unesp de São José do Rio Preto.

Os flavonoides foram investigados de forma idêntica aos compostos do veneno de cascavel. Foi testada a ação antiviral dos dois compostos, em células humanas infectadas com o vírus da hepatite C e em células não infectadas.

"A sorbifolina bloqueou a entrada do vírus nas células humanas em 45% dos casos. Já a pedalitina obteve um resultado mais promissor, bloqueando em 79%. O experimento foi feito com dois genótipos do vírus da hepatite C, o genótipo 2A, que é o padrão para todos os estudos, e o genótipo 3, que é o segundo mais prevalente no Brasil. Nos dois casos, a ação antiviral dos flavonoides foi equivalente", disse Gomes Jardim.

Na outra ponta do ciclo viral, os flavonoides não apresentaram nenhum tipo de ação antiviral no processo de replicação das partículas virais, nem os impediram de sair da célula infectada.

"Os flavonoides de amendoim-bravo estão entre os cerca de 200 compostos testados, que foram isolados de plantas brasileiras ou sintetizados com base em estruturas naturais pelo professor Regasini", explicou Rahal.

"Os dois flavonoides foram testados contra o vírus da hepatite C porque já haviam demonstrado possuir efeitos antivirais em experimentos com o vírus da dengue", disse. Os vírus da dengue e da hepatite pertencem à mesma família de vírus, chamada Flaviviridae.

O artigo Multiple effects of toxins isolated from Crotalus durissus terrificus on the hepatitis C virus life cycle (doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0187857), de Jacqueline Farinha Shimizu, Carina Machado Pereira, Cintia Bittar, Mariana Nogueira Batista, Guilherme Rodrigues Fernandes Campos, Suely da Silva, Adélia Cristina Oliveira Cintra, Carsten Zothner, Mark Harris, Suely Vilela Sampaio, Victor Hugo Aquino, Paula Rahal e Ana Carolina Gomes Jardim, pode ser lido em http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0187857.

O artigo Flavonoids from Pterogyne nitens Inhibit Hepatitis C Virus Entry (doi:10.1038/s41598-017-16336-y), de Jacqueline Farinha Shimizu, Caroline Sprengel Lima, Carina Machado Pereira, Cintia Bittar, Mariana Nogueira Batista, Ana Carolina Nazaré, Carlos Roberto Polaquini, Carsten Zothner, Mark Harris, Paula Rahal, Luis Octávio Regasini e Ana Carolina Gomes Jardim, pode ser lido em www.nature.com/articles/s41598-017-16336-y.

Os pesquisadores publicaram anteriormente em 2017 artigo no Journal of General Virology em que descreveram a ação de outro alcaloide, o Fac4 (sintético da dibenzoxazepina). O composto também apresentou potencial contra o vírus da hepatite C. Em testes in vitro, o alcaloide inibiu em até 92% a replicação do vírus.


Peter Moon - Agência FAPESP

Veja a nova TV modular de 146 polegadas da Samsung



A Samsung demonstrou algumas de suas novidades para a CES 2018 mais cedo. Na noite deste domingo, a fabricante apresentou a The Wall: uma televisão 4K modular de 146 polegadas. O modelo é o primeiro do mundo a contar com essa tecnologia de modularidade, podendo ser montada em tamanhos menores ou até maiores, dependendo do tamanho da sala do consumidor.
Assista ao vídeo aqui.

Para permitir essa grande flexibilidade, a The Wall utiliza uma tecnologia batizada de Micro LED. Nela, os pixels na tela são reduzidos a tamanhos minúsculos e, assim como as TVs OLED, oferecem tons escuros mais reais por não precisar de luz de fundo para o painel. A TV gigante traz ainda quatro modos diferentes de funcionamento que permitem até mesmo criar uma decoração artificial para a sua casa. Por enquanto, a Samsung não revelou preço e nem especificações do produto, mas promete que mais detalhes serão revelados em março.

Ainda no evento deste domingo, a fabricante sul-coreana mostrou sua nova linha de TVs QLED para 2018. Neste ano, todos os modelos virão com a assistente pessoal Bixby, incluindo o suporte a pesquisa de programação e na web por voz. Além disso, as novas televisões vão usar inteligência artificial para melhorar suas imagens, independentemente da resolução da fonte. Por fim, os novos modelos virão com um sistema de otimização automática para jogos e um novo aplicativo para fácil instalação.

A última novidade da noite foi o Samsung Flip: um quadro branco digital voltado para salas de reuniões. O aparelho traz ferramentas de desenhos e anotações na tela para até quatro pessoas simultâneas, bem como permite acessar documentos na nuvem ou em pendrive, lembrando bastante o Surface Hub da Microsoft. Além disso, é possível se conectar com o seu computador ou smartphone e controlar os aparelhos através da telona gigante. Assim como a The Wall, o Flip só terá preços revelados a partir de março.

Estudo mostra que Brasil tem pouca conectividade nas escolas

Imagem- Agência Brasil/EBC

Um estudo organizado pelo IEDE (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), com base em dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, mostra que o Brasil tem a segunda pior conectividade nas escolas entre os países que participaram do levantamento.


Segundo a análise, 28,3% dos estudantes do Brasil afirmaram que têm acesso a computadores com internet nas escolas. A porcentagem perde apenas para a República Dominicana, com 28,18%. A média de conexão dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é de 55,9%.

Ao fazer o Pisa, os estudantes respondem a perguntas sobre a existência e o uso de computadores nas escolas, além do acesso à internet. Quando perguntados se a escola tem computadores, 20,19% dos alunos responderam que a escola possui o equipamento, mas ele não utiliza. Outros 28,69% disseram que usam o computador e 26,48% responderam que a escola não tem o equipamento.

Outro dado apontado pela pesquisa é que os estudantes utilizam a internet mais fora do que dentro da escola. No Brasil, 37,65% dos estudantes dizem que não usam a internet na escola. No entanto, o questionário mostra que, fora de casa, 6,6% dos alunos não acessam a rede mundial de computadores durante a semana, e a maior parte (25,89%) acessa a internet mais de 6 horas por dia. Quando analisada a conexão sem fio, a porcentagem de estudantes brasileiros que afirmam usá-la na escola chega a 29,21%, mas o país aparece no ranking com a quinta menor porcentagem entre os países analisados.

"Pela internet, é possível acessar informações, notícias, serviços. Alunos que não têm acesso a esse tipo de infraestrutura não estão sendo educados a usá-la de forma cidadã", diz o coordenador de Políticas Educacionais da Fundação Lemann, Lucas Rocha.

Pisa

O Pisa avalia estudantes em relação a conteúdos de matemática, português e ciências. É aplicado a estudantes de 15 anos de idade dos 35 países-membros da OCDE e 35 nações parceiras da organização, como o Brasil. Em 2015 foi aplicado a 540 mil estudantes que, por amostragem, representam os 29 milhões de estudantes.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), participaram 23.141 estudantes de 841 escolas.

Política de educação conectada

Em novembro, o governo lançou a Política de Inovação Educação Conectada, com o objetivo de universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas, a formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conteúdos educacionais digitais em sala.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 50% dos municípios brasileiros já aderiram à política. A meta é que, até o fim de 2018, 22,4 mil escolas, urbanas e rurais, recebam conexão de alta velocidade. O processo será concluído em todas as demais escolas públicas até 2024.

Durante a fase de indução da ação, até o fim de 2018, o MEC deve investir R$ 271 milhões, especialmente em ações para melhoria da infraestrutura e conexão das escolas, o que inclui a ampliação da rede terrestre de banda larga, serviços de conectividade, infraestrutura de wi-fi, compra de dispositivos e aquisição de um satélite que vai levar internet a escolas da zona rural.

Sabrina Craide - Repórter da ABrasil /Edição: Aécio Amado

Saiba as vantagens e riscos de aderir à tarifa branca de energia

Brasília - O consumo de energia elétrica fechou os primeiros três meses do ano com queda acumulada de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Em vigor desde o dia 1º de janeiro, a tarifa branca pode representar uma economia na conta de luz para os consumidores disciplinados e atentos aos horários e dias em que a energia custa mais barato.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alerta que a conta poderá ficar mais cara para aqueles que aderirem à nova tarifa, porém continuarem a usar chuveiro elétrico, ar-condicionado, ferro de passar e máquina de lavar roupa nos horários de pico – quando há mais consumo de energia e custo maior.


A tarifa branca é uma modalidade em que os valores cobrados varia em função da hora e do dia da semana em que a energia foi consumida. Nos horários de pico, a energia é mais cara. Nos horários de baixo consumo, é mais barata.

De acordo com a Aneel, não há uma fórmula nacional de horários e dias em que a energia custa mais barato. Cabe a cada uma das 69 concessionárias de energia elétrica definir os valores a serem cobrados dos clientes que aderirem à tarifa branca.

A tarifa branca entrou em vigor para unidades que tenham uma média de consumo mensal superior a 500 quilowatt/hora (kWh). Segundo a agência, há 4,5 milhões de unidades com esse perfil, o que corresponde a 5% do total. A média do consumo residencial brasileiro é de 160kWh por mês.

Para aderir à tarifa branca, é necessário comunicar à concessionária, que terá prazo de 30 dias para mudar o medidor de energia.

Para o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, as concessionárias estão preparadas para atender essa demanda de troca."Nesse primeiro momento, não acreditamos que irá haver uma adesão muito alta. O mais complicado, caso a demanda supere em muito as expectativas, será para as empresas estatais, que dependem de processo licitatório para fazer a compra dos medidores de energia", disse à Agência Brasil.

Simulações

Antes de aderir à tarifa branca, a recomendação é que o consumidor faça simulações e conheça seu perfil de consumo. Para conseguir reduzir a conta de luz, é preciso se informar sobre qual é a faixa de horário mais barata, cobrada pela concessionária. Isso pode ser feito de forma direta, com a própria empresa, ou por meio do site da Aneel, onde também é possível fazer simulações de consumo para ver qual é o modelo mais adequado para cada perfil de consumidor.

Uma outra referência que pode ajudar na decisão é o histórico com o consumo médio dos últimos 12 meses, disponível na fatura da conta de luz.

Ciente do horário em que a energia é mais barata, o consumidor deve organizar o uso de aparelhos como ar-condicionado, chuveiro elétrico, ferro de passar e máquina de lavar roupa - aparelhos que mais consomem energia.

Hábitos da família

O consumidor deve levar em conta também se, em casa, tem muitos aparelhos ligados 24 horas por dia – caso de geladeiras, freezers ou equipamento de segurança eletrônica, por exemplo. Nesses casos, pode não ser tão interessante a mudança para a tarifa branca.

Para famílias grandes, com horários de banho diversos, e para quem recebe muitas visitas, a tarifa branca deixa de ser atrativa.

No caso de uma família em que os integrantes saem cedo e só retornam ao final do dia, após o horário de pico, a adesão pode ser vantajosa. Assim como para produtores rurais que podem adaptar o horário de irrigação e para quem trabalha em casa e consegue manter uma rotina nos horários de menor consumo.

Outro ponto a ser considerado é o de que a tarifa branca só se aplica a dias úteis, não valendo para finais de semana e feriados.

Um outro alerta da Aneel é para que os consumidores fiquem atentos a mudanças no horário de pico, pelas concessionárias, e também em alterações nos horários em que a energia elétrica custa mais barato.

A previsão é de que essas mudanças sejam decididas durante a revisão tarifária.

Conforme resoluções que tratam de relação de consumo, deveres e direitos, as empresas devem informar os clientes sobre eventuais mudanças desses horários. A Aneel informa que "ficará atenta, de forma a cobrar que seja dada [pelas concessionárias] a devida publicidade sobre eventuais mudanças de horários, bem como para estabelecer a forma como essa comunicação será feita".

Impacto da tarifa branca

Já entidades do setor energético avaliam que a tarifa branca pode significar queda do faturamento das concessionárias, e levar a um aumento do preço da energia elétrica em futuras revisões tarifárias.

"Não dá para calcular em termos de reais [valor monetário] por enquanto. O que se sabe é que haverá impacto. Se quem aderir [à tarifa branca] tiver beneficio tarifário, de forma a pagar menos pela energia consumida, isso certamente vai diminuir também a receita das distribuidoras. Havendo essa queda de faturamento, a tarifa terá de ser recalculada, de forma a compensar essa perda", disse.


Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcelo Camargo/Carolina Pimentel