Digital ***Rádio e Tv: Maio 2017
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Nem dá para acreditar...



Enquanto toda pessoa normal briga pra ter uma árvore saudável plantada em sua rua, esta árvore, saudável, e, que está aqui a mais de vinte anos, pois, faz este tempo que eu a conheço e utilizo a sua sombra em dias muito quentes, e, era nela que diversas espécimes de pássaros se reproduziam e traziam a alegria às manhãs, algum imbecil, sem motivo algum aparente, a não ser o ego de cortar uma belíssima árvore, pois, o único incômodo que ela poderia trazer, é o de varrer as folhas que caem, resolveu pedir e a prefeitura veio com sua equipe, prontamente cortar a querida árvore que ali estava, tão saudável.

Que completo absurdo aconteceu na Rua Mario Graccho, na calçada da casa de número 213, no Parque Sônia, em São Miguel Paulista.


A viatura da Subprefeitura de São Mateus, e, os caminhões da subprefeitura de São Miguel, retiraram os restos da árvore, que seus funcionários cortaram com as malditas moto serras.

Que saudade de você, querida árvore...
Que vergonha para o município, que autoriza essa barbaridade, sem fazer uma simples consulta no entorno.


Quanto será que pagaram para que isso pudesse acontecer???


Novo mecanismo de ação inflamatória do ácido úrico é descrito


Inflamação causada pelo ácido úrico não depende de altos níveis da substância nem de lesão mecânica devido aos cristais de ácido úrico, indica pesquisa feita no Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (imagem: divulgação)

Tudo é muito rápido, questão de milissegundos. As reações químicas entre o ácido úrico e enzimas presentes na corrente sanguínea são determinantes para desencadear processos inflamatórios que acarretam problemas sérios de saúde, como pedra nos rins, a gota e doenças cardiovasculares como a aterosclerose.

Mesmo em concentrações plasmáticas (na parte líquida do sangue) consideradas normais, o ácido úrico pode iniciar uma reação danosa aos tecidos. A descoberta foi feita por cientistas do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

Eles estudaram o mecanismo químico de como o ácido úrico é transformado no organismo e como reage com outras proteínas. O resultado do trabalho, que identificou os principais alvos de reação do ácido úrico, foi publicado em artigo no The Journal of Biological Chemistry.

Sabe-se que o acúmulo de ácido úrico na corrente sanguínea forma uma espécie de "pedrinha" ou "cristal" que causa lesão nas articulações, resultando em uma inflamação profunda no tecido. Os pesquisadores do Redoxoma conseguiram provar que não precisa necessariamente ocorrer o processo de formação de cristais para haver um efeito negativo no vaso sanguíneo.

"O dano causado pelo ácido úrico é silencioso, pois, mesmo que não esteja causando a gota, ele pode ser metabolizado por enzimas, as hemeperoxidases, produzindo intermediários altamente reativos. Estes intermediários são o radical livre do ácido úrico e o hidroperóxido de urato", disse Flávia Carla Meotti, professora no Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP.

O hidroperóxido de urato é um composto-chave para a inflamação vascular. Os pesquisadores do Redoxoma conseguiram demonstrar que este composto reage de forma rápida e preferencial com as proteínas peroxirredoxinas, que são proteínas abundantes nas células sanguíneas.

"Para identificar quais proteínas estão mais sujeitas a reagir com o hidroperóxido de urato, nosso grupo observou e calculou o tempo para ocorrer a reação entre o hidroperóxido de urato e essas proteínas", disse Meotti.

A oxidação das peroxirredoxinas pelo hidroperóxido de urato pode afetar a função celular. "A reação entre peroxirredoxinas e hidroperóxido de urato pode alterar o padrão de expressão de outras proteínas e deixar a célula mais apta a liberar mediadores pró-inflamatórios, alimentando um ciclo vicioso de resposta inflamatória", disse Meotti.

Segundo a pesquisadora, demonstrar a produção do hidroperóxido de urato na inflamação é uma novidade. "Durante a inflamação as células produzem uma série de compostos oxidantes para combater os microrganismos invasores. A formação do oxidante hidroperóxido de urato nessa mesma condição é inédita e vem sendo pesquisada há oito anos pelo nosso grupo em colaboração com pesquisadores da Nova Zelândia", disse.

A pesquisa tem a perspectiva de auxiliar no diagnóstico de lesões vasculares e até mesmo buscar alvos terapêuticos para o uso na prevenção de doenças cardiovasculares.

"Nós realizamos pesquisa básica e, a partir de nossas descobertas, será possível inserir um novo fator que ajude a predizer o risco de desenvolvimento de aterosclerose, além de propor alternativas para prevenir este quadro", disse Meotti.

O efeito paradoxal do ácido úrico

O ácido úrico é um produto da degradação dos ácidos nucleicos (DNA e RNA). Durante sua evolução, o ser humano deixou de expressar a enzima que degrada ácido úrico e passou a acumulá-lo no sangue.

"Essa característica evolutiva sempre foi considerada uma vantagem, pois o ácido úrico tem propriedade antioxidante, ou seja, é capaz de doar elétrons, combatendo os radicais livres e outras substâncias oxidantes. Por outro lado, ao doar apenas um elétron de sua camada de valência, reação que ocorre com as hemeperoxidases, o ácido úrico em si se torna um radical livre", disse Meotti.

"A combinação deste radical livre com o superóxido forma, então, o hidroperóxido de urato. Ambos, radical livre de ácido úrico e hidroperóxido de urato são, paradoxalmente ao ácido úrico, dois potentes oxidantes", disse.

O artigo Urate hydroperoxide oxidizes human peroxiredoxin 1 and peroxiredoxin 2 (doi: 10.1074/jbc.M116.767657), de Larissa A. C. Carvalho, Daniela R. Truzzi, Thamiris S. Fallani, Simone V. Alves, Jose Carlos Toledo Junior, Ohara Augusto, Luis E. S. Netto e Flavia C. Meotti, pode ser lido em www.jbc.org/content/early/2017/03/27/jbc.M116.767657.




Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP


ONU manifesta preocupação com possibilidade de internação compulsória de usuários de drogas em SP


Região entre a estação da Luz e Santa Ifigênia, conhecida como Cracolândia. Foto: EBC/Rovena Rosa


O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) manifestaram nesta segunda-feira (29) preocupação com a possibilidade de se internar compulsoriamente — e em massa — pessoas usuárias de drogas em São Paulo.

O problema das drogas no mundo é um tema fundamental para a saúde pública, lembraram as agências. Por isso, as políticas públicas devem se orientar por princípios como a garantia de direitos humanos, o acesso aos mais qualificados métodos de tratamento e por evidências científicas, salientaram.
Região entre a estação da Luz e Santa Ifigênia, conhecida como Cracolândia. Foto: EBC/Rovena Rosa


O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) manifestaram nesta segunda-feira (29) preocupação com a possibilidade de se internar compulsoriamente — e em massa — pessoas usuárias de drogas em São Paulo.

O problema das drogas no mundo é um tema fundamental para a saúde pública, lembraram as agências. Por isso, as políticas públicas devem ter atenção ao tema das drogas em todos os seus níveis de promoção, prevenção e tratamento; desde a atenção primária até serviços especializados. Tais políticas devem se orientar por princípios como a garantia de direitos humanos, o acesso aos mais qualificados métodos de tratamento e serem balizados por evidências científicas, salientaram.

Nesse sentido, a OPAS/OMS e o UNODC enfatizaram orientações contidas na resolução de 2016 da Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Drogas, aprovada por consenso pelos países-membros da ONU.

Algumas recomendações apontam para as seguintes direções: (1) a abordagem deve ser multilateral, com enfoque integrado, equilibrado, amplo e baseado em evidências, por meio da atenção adequada às pessoas e comunidades, para proteção da saúde; (2) no campo da saúde, é determinante que qualquer ação seja feita de forma voluntária e consentida por parte das pessoas que dela necessitam, de forma a prevenir a estigmatização e exclusão social e; (3) respeitar, proteger e promover todos os direitos humanos, as liberdades fundamentais e a dignidade inerente a todas as pessoas.

O UNODC reiterou também posição externada em 2013 de que a internação sem consentimento constitui-se como exceção, e só pode ser utilizada em casos de extrema emergência e como última estratégia.

A OMS recomendou, em documento discutido nesta semana durante a 70ª Assembleia Mundial da Saúde, que sejam implementadas, de maneira intersetorial e coordenada, ações que abordem integralmente o conjunto de elementos da saúde pública — da atenção primária aos serviços de base comunitária, das abordagens feitas na rua até as estratégias de redução de danos —, com base nos princípios de equidade, justiça social e direitos humanos, priorizando as populações mais vulneráveis e orientadas pelos determinantes sociais e sanitários, pelas intervenções baseadas em evidências e pelas abordagens centradas nas pessoas.

OPAS e o UNODC reafirmaram também as informações contidas no Comunicado Conjunto sobre os Centros de Detenção e Tratamento Compulsório, emitido em 2012.

Uma recente pesquisa com pessoas que usam crack no Brasil revelou que 77% dos usuários desejam voluntariamente se tratar, e as estratégias baseadas no acesso à saúde e outras necessidades, como trabalho, moradia e direitos sociais, têm tido muito mais eficácia na diminuição do uso das drogas e de seus efeitos.

Nessa linha, uma revisão sistemática* sobre a eficácia dos tratamentos compulsórios para o consumo de drogas concluiu que não há evidências de melhoras em tratamentos compulsórios e identificou, por outro lado, estudos que sugerem o risco de ampliação dos danos. Tendo em vista potenciais violações de direitos humanos por essas abordagens, os autores recomendaram que tratamentos voluntários devam ser priorizados em políticas que visem o cuidado em saúde das pessoas que têm problemas relacionados ao uso de drogas.

Por fim, o UNODC e a OPAS/OMS manifestaram sua disposição em apoiar o Estado brasileiro, em seus mais diversos níveis, na adoção de medidas que possam contribuir para a melhor abordagem deste tema.

*D. Werb et al (2016). The effectiveness of compulsory drug treatment: A systematic review. International Journal of Drug Policy 28, 1–9


Estudo reforça importância da Amazônia na regulação da química atmosférica


Medições aéreas feitas no âmbito da campanha científica GOAmazon revelam que a floresta emite três vezes mais isopreno do que o estimado anteriormente. Substância é um dos principais precursores do gás ozônio (foto: GOAmazon)

Medições aéreas feitas no âmbito da campanha científica Green Ocean Amazon Experiment (GOAmazon) revelaram que a floresta amazônica emite pelo menos três vezes mais isopreno do que estimavam os cientistas.

De acordo com Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e coautor do estudo, a substância é considerada um dos principais precursores do ozônio na Amazônia e, de forma indireta, interfere no balanço de gases de efeito estufa na atmosfera.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no dia 23 de maio na revista Nature Communications.

"A descoberta explica uma série de questões antes não compreendidas, por exemplo, as altas concentrações de ozônio encontradas vento abaixo de Manaus, que não podiam ser explicadas pela ação antrópica", disse Artaxo, coordenador do Projeto Temático "GOAmazon: interação da pluma urbana de Manaus com emissões biogênicas da Floresta Amazônica", financiado pela FAPESP.

As estimativas anteriores eram baseadas em medidas feitas por satélites ou em torres de até 60 metros de altura. Durante a campanha científica GOAmazon, porém, foi possível obter novos dados com o avião de pesquisa Gulfstream-1, que pertence ao Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), dos Estados Unidos, e atinge até 6 mil metros de altitude.

As medições com a aeronave foram feitas nos anos de 2014 e 2015 – tanto na estação chuvosa como no período de seca – e foram comparadas com dados obtidos no nível do solo.

"Com medidas feitas a 4 mil metros de altitude, foi possível calcular uma emissão média referente a uma área muito maior do que a considerada em trabalhos anteriores. Assim, pudemos perceber que as emissões biogênicas naturais são muito maiores do que se imaginava", disse Artaxo.

Outra descoberta considerada pelos pesquisadores como "surpreendente" foi que as emissões de isopreno variam fortemente de acordo com a elevação do terreno – sendo maiores nas regiões mais altas. Para uma elevação de 30 metros, por exemplo, o fluxo de isopreno foi de 6 miligramas por metro quadrado por hora (mg/m2/h), enquanto para uma elevação de 100 metros foi de cerca de 14 mg/m2/h.

"A região amazônica é, de modo geral, de baixa elevação. Nas áreas sobrevoadas pelo avião, havia pequenas oscilações no terreno e pudemos notar que nas regiões mais altas as emissões eram bem maiores", disse Artaxo.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo explicar o motivo dessa variação das emissões – observada tanto no período seco como no chuvoso. Duas hipóteses são apontadas no artigo e vão requerer novos experimentos para serem testadas.

Uma das possibilidades é que a população de plantas existente em áreas alagadas (mais baixas) seja diferente da encontrada em regiões de maior altitude – e o nível de emissão de isopreno varia de acordo com a espécie biológica.

Outra hipótese é que as plantas de áreas mais elevadas, por apresentarem maior dificuldade para obter água, liberariam mais isopreno em resposta a um estresse hídrico.

"Embora chova muito na Amazônia, já foi mostrado que, em algumas regiões, o lençol de água desce bem abaixo do solo na estação seca. Há plantas com raízes muito profundas, capazes de coletar água a 10 ou 20 metros abaixo do nível do solo", comentou Artaxo.

Interações atmosféricas

O isopreno é um dos compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) emitidos naturalmente pela vegetação amazônica. É uma das fontes dos aerossóis orgânicos secundários que servem de núcleo de condensação de nuvens – ajudando a regular o ciclo hidrológico na região.

Ao se decompor, o isopreno dá origem a diversos subprodutos – entre eles o radical hidroxila (OH). Essa molécula, em certas condições, quando encontra com o oxigênio atmosférico (O2), dá origem ao ozônio (O3), um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Em altas concentrações, o ozônio pode irritar os estômatos das plantas, que são os canais usados na troca de gases e na transpiração, dificultando a fotossíntese e a assimilação de carbono pela vegetação.

"Além disso, o radical OH controla a oxidação do metano na atmosfera, outro importante gás de efeito estufa. Dependendo da situação, o radical OH pode prolongar ou reduzir a meia-vida do metano, com implicações para o balanço de gases de efeito estufa", explicou Artaxo.

Segundo o professor do IF-USP, a Amazônia já era considerada a maior fonte mundial de isopreno mesmo antes das novas descobertas. "Esses resultados reforçam a relevância desse ecossistema na regulação da química atmosférica tropical do planeta. Agora, precisamos incluir os resultados nos modelos climáticos globais para saber exatamente qual é o efeito climático desses novos valores de emissões."

Iniciada em 2014, a campanha científica GOAmazon tem entre seus objetivos investigar o efeito da poluição urbana de Manaus sobre as nuvens amazônicas e avançar no conhecimento sobre os processos de formação de chuva e a dinâmica da interação entre a biosfera amazônica e a atmosfera. Com base nos achados, os pesquisadores pretendem estimar mudanças futuras no balanço radiativo, na distribuição de energia, no clima regional e seus impactos para o clima global.

O consórcio conta com financiamento do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês), da FAPESP e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), entre outros parceiros (leia mais em: http://agencia.fapesp.br/18691).

O artigo Airborne observations reveal elevational gradient in tropical forest isoprene emissions (doi:10.1038/ncomms15541), de Dasa Gu, Paulo Artaxo, Alex Guenther Hu e outros, pode ser lido em: www.nature.com/articles/ncomms15541).



Karina Toledo  |  Agência FAPESP



Top 10 : prática expõe a vida íntima de meninas na zona sul


Listas virtuais nomeadas "Top 10" começaram a ganhar força nas escolas públicas do Grajaú e de Parelheiros, na zona sul, em 2014. A prática, que vai além do rankeamento dos estudantes considerados mais bonitos, expõe a vida sexual, principalmente de meninas. Os adolescentes produzem vídeos com nome e foto das colegas, usam termos como "as 10 mais vadias" e "as 10 mais lésbicas", e divulgam o conteúdo em redes sociais e plataformas, como YouTube e Whatsapp. Humilhadas e sentindo-se inseguras nas escolas, algumas delas acabam abandonando os estudos e tentando o suicídio. Essa ação é chamada de cyberbullying, atitude agressiva sem motivação específica realizada pela internet.

Para Larissa Sousa, 18, moradora do distrito do Grajaú e integrante do coletivo Perifraseando, a discussão sobre o Top 10 precisa ir além do cyberbullying porque envolve racismo, padrão de beleza e punição à sexualidade feminina. "O que é ser bonito? Então, até o TOP 10, que pode parecer 'ok', não é.", comenta a jovem, que também questiona o ranking sobre a orientação sexual, pois expõe garotas que podem não ter assumido a própria sexualidade. "Imagine se a sua família não aceita isso e ela descobre que você é lésbica dessa forma?" Quando estava no Ensino Médio, Larissa chegou a receber muitos vídeos de rankings e afirma que a disseminação deles continua. "O TOP 10 é visto como uma diversão".

Dados da SaferNet Brasil, associação sem fins lucrativos que recebe denúncias e oferece orientação on-line a vítimas de violência no ambiente virtual, indicam que em 2016, o quesito que liderou o número de atendimentos foi "cyberbullying/ofensa". Ao todo foram 202 pedidos de ajuda vindos do público feminino e 110 do masculino. A segunda posição é do "sexting/exposição íntima", que em 2015 ocupou o primeiro lugar.

Segundo a pesquisa IRBEM 2017 (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), a nota média dada pela população de São Paulo em relação ao atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência e risco de morte foi 3,5. Na região chamada Sul 2, onde estão situadas as prefeituras regionais de Parelheiros e Capela do Socorro, onde está situado o Grajaú, a avaliação foi de 2,9, a mais baixa da cidade.

Procuradas pela reportagem, as vítimas de cyberbullying não quiseram dar entrevista.

No combate ao cyberbullying

Os coletivos Abayomi Aba pela Juventude Negra Viva, Perifraseando, Juventude Politizada, Mulheres na Luta e Rusha Montsho criaram, com o apoio do CEDECA Interlagos (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Interlagos), um projeto para dialogar nas escolas públicas de Parelheiros e do Grajaú e combater o cyberbullying. A ideia é que sejam apresentados dois vídeos produzidos no modelo do TOP 10, mas com falas reflexivas retratando a vítima e aquele que a expõe, e depois ocorra um bate-papo. Ao todo, 15 escolas foram mapeadas e seis já autorizaram a atividade, sendo três no Grajaú e três em Parelheiros. "Se um TOP 10 é elaborado, isso não pode ficar restrito à escola. Tem que ser discutido com pais, educadores, vizinhos, porque é problema de todos. Os professores precisam olhar para isso", diz Will Ferreira, 27, professor e integrante do Abayomi.


HUMILHADAS E SENTINDO-SE INSEGURAS NAS ESCOLAS, ALGUMAS JOVENS ACABAM ABANDONANDO OS ESTUDOS E TENTANDO O SUICÍDIO (CRÉDITO: RONALDO SILVA/AGECOM)

Junto ao CEDECA Interlagos, os coletivos defendem que a formação de uma rede de diálogo educativo apresenta resultados mais efetivos que qualquer tipo de punição. "Começamos a ver o lado da vítima e também do expositor, já que nem sempre ele é um agressor e também pode ser uma vítima", diz Luiz Gustavo Gomes, 19, fotógrafo e integrante do Perifraseando. O projeto também inclui a produção de uma cartilha específica para professores.

A psicóloga Mônica Gonçalves, 31, acredita na importância de se fazer parcerias entre profissionais da saúde, professores e assistentes sociais para deter o TOP 10 e suas variantes. "A gente precisa criar redes de diálogo e ação. Cobrem a psicóloga da UBS (Unidade Básica de Saúde)", sugere a psicóloga. "Essas meninas ficam muito tristes, não têm com quem falar. O suicídio também é uma forma de enfrentamento para elas. Temos que pensar quais são os outros recursos disponíveis antes da pessoa achar que se matar é solução". Mônica ainda lembra da existência do Programa Saúde nas Escolas, em que psicólogos de UBSs podem atuar em situações como essas.

O portal do MEC informa que o Programa Saúde nas Escolas beneficia estudantes da Educação Básica, gestores e profissionais de educação e saúde. Além disso, as atividades ocorrem nos territórios abrangidos pela Estratégia Saúde da Família, do Ministério da Saúde. O 32xSP solicitou ao órgão a relação de escolas de São Paulo que são beneficiadas pelo Programa, mas não teve retorno até o fechamento da reportagem.

A assistente social Gislaine Barbosa, 35, informa que o SPVV – Serviço de Proteção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência da Capela do Socorro, prefeitura regional onde está o Grajaú, fará um trabalho para combater o TOP 10. "Vamos começar a mapear os casos no território [Capela do Socorro] e eles serão trabalhados nos nossos encontros". Ainda não há previsão para o início.

O SPVV é executado pelo CEDECA Interlagos em convênio com a Prefeitura de São Paulo, por meio da SMADS (Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social). O serviço é ligado ao Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS da Capela do Socorro. Atualmente, São Paulo tem 28 CREAS. Parelheiros não tem nenhum.

O que fazer em casos de exposição

"Quando uma imagem sua é exposta sem autorização, é importante denunciar o conteúdo e as empresas, como Youtube e Facebook, precisam tirá-lo do ar. Caso contrário, elas podem se tornar responsáveis pelo material", explica Mariana Valente, 30, advogada e diretora do Internetlab, centro de pesquisa independente de direito e tecnologia. Mariana salienta que todas as empresas possuem formulários para que o usuário peça a remoção do conteúdo.

Gisele Truzzi, 36, advogada especialista em Direito Digital, recomenda que a pessoa exposta peça também aos amigos para denunciar o material. "Outra medida é conversar com um advogado para verificar a possibilidade de notificar extrajudicialmente o site ou plataforma em questão. Dependendo do teor e contexto da situação, é possível retirar o material", completa a advogada. Além disso, é importante registrar uma denúncia na Safernet.

A rede social mais difícil de barrar um material é o Whatsapp. "Apesar dela informar em seus termos de uso que o conteúdo que viole direitos autorais poderá ser identificado e excluído de circulação – o que demonstra que a empresa tem capacidade de identificar e remover determinados tipos de materiais – dificilmente alguém conseguirá, na prática, excluir qualquer conteúdo que circule nos grupos", finaliza Gisele.

Por fim, psicólogos e advogadas recomendam que os jovens não passem pela situação sozinhos. "É importante conversar com alguém de confiança. De preferência um adulto que possa ajudar", ressalta Mariana Valente.



por Priscila Pacheco
  32x-sp

Eles não rasgam dinheiro


 
Enquanto os deputados de oposição protestavam contra a convocação de militares para "garantir a ordem" na Esplanada dos Ministérios, a bancada do governo – sozinha no plenário - aprovava sete medidas provisórias. Além de sinalizar para o mercado que ainda são capazes de aprovar as reformas que interessam, as medidas aprovadas não tratam apenas de assuntos burocráticos.
 
Uma delas regula a comercialização de terras da União na Amazônia e de imóveis funcionais em Brasília, outra aumenta a carência para benefícios previdenciários; e a última a ser aprovada amplia a isenção fiscal da marinha mercante em portos do Norte e do Nordeste.
 
A votação também buscava dar um "ar de normalidade" ao governo de um presidente desmoralizado contra o qual protestavam milhares de pessoas do lado de fora do Congresso, como notou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). A repressão policial que chegou a usar armamento letal contra os manifestantes agravou a situação – há manifestantes feridos em estado grave, entre eles um rapaz alvejado com balas de verdade na mandíbula.
 
Curiosamente, os que primeiro forçaram as barreiras policiais – dando origem ao tumulto – foram os manifestantes vestidos com as camisas laranja da Força Sindical, a única central trabalhista importante a promover mobilizações pelo impeachment de Dilma Rousseff, ligada ao deputado Paulinho da Força (Sd-SP).

Paulinho vem ameaçando deixar a base do governo por causa da reforma trabalhista, mas sua tropa sempre foi considerada dócil, quando comparada pelos amantes da lei e da ordem aos vermelhos da CUT ou do MST. Note-se estamos falando do início dos tumultos, não da depredação que se seguiu.
 
Se não se pode aplaudir os que tocaram fogo em ministérios não é difícil acreditar em irrupção espontânea de revolta quando um governo exposto por corrupção tenta aprovar a toque de caixa reformas que só agradam aos empresários, como mostra o meticuloso trabalho de nossa repórter, Alice Maciel.
 
Mas a "selvageria sem paralelo", como qualificou o promotor Arthur Pinto Filho, ficou por conta do prefeito de São Paulo, João Dória, na derrubada da Cracolândia. "Não tem paralelo você destruir casas com pessoas dentro. Eles deram duas horas para as pessoas saírem dos hotéis", disse em entrevista à Folha de S. Paulo.

O promotor voltou a repetir a crítica quando perguntado sobre o pedido de "autorização judicial para busca e apreensão de pessoas em estado de drogadição" pela secretaria municipal da Justiça. "É uma caçada humana que não tem paralelo no mundo", afirmou.

O prefeito e seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin, tiveram que fugir no meio de uma entrevista coletiva, repudiados pela massa de pobres que habita a Cracolândia – muitos deles sem qualquer relação com drogas. "Especulação imobiliária" e "gentrificação" estão entre as palavras citadas pelos moradores nas entrevistas, cujo significado aprenderam na prática.
 
A proteção aos mais frágeis não está entre as prioridades dos dirigentes paulistas. É o que comprova outra reportagem da Pública, essa assinada pelo repórter José Cícero da Silva. O Estado de São Paulo é o único da federação que não repassou verbas para o PPCAM, o programa de proteção de adolescentes e crianças ameaçados de morte. Seus principais algozes são, pela ordem, a polícia paulista e os traficantes.
 
Marina Amaral, codiretora da Agência Pública

Mapa das Organizações da Sociedade Civil (Mapa das OSCs)


Qual o tamanho do campo social brasileiro?


Como é composta a massa de trabalhadores que atua na área social?


Quais são as principais interfaces das organizações da sociedade civil com as instâncias governamentais? Todas essas perguntas parecem difíceis de ser respondidas já que o setor que compreende as OSCs, por conta de sua dimensão e heterogeneidade, pode parecer um lago de águas um tanto turvas – apesar das inúmeras iniciativas de pesquisas e mapeamentos realizados recentemente.


Entre essas iniciativas ressaltamos a importância de pesquisas como a Fasfil (IBGE), aquelas empreendidas por associações do campo, tais como a Abong e o próprio GIFE que, por meio de seu Censo ajudaram a trazer concretude para análises do setor que compreende o trabalho das organizações da sociedade civil.

Agora, mais uma importante iniciativa deve contribuir com essa leitura do campo.


O Mapa das Organizações da Sociedade Civil (Mapa das OSCs), plataforma georreferenciada que apresenta dados relativos às OSCs no Brasil, já está disponível com atualizações importantes.
O usuário agora pode exportar a base do mapa e os dados do extinto Cadastro Nacional de Entidades Sociais do Ministério da Justiça (CNES/MJ).

Foram incluídas as OSCs de Interesse Público (OSCIP) que estavam ausentes na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2013 e foram atualizados os dados de repasses da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o serviço de dados do Sistema de Convênios (Siconv), os infográficos e o conteúdo da Metodologia.


O coordenador do projeto, Félix Garcia Lopez, explica que a intenção é expandir o site: "A proposta é termos, no futuro, um portal muito mais completo e diverso que o atual. Mas, já nessa versão, temos aprimoramentos importantes. O mapa está mais rápido e o sistema de busca e a base de dados estão mais completos".


A página continua recebendo informações sobre projetos executados, histórico de atuação da organização, bem como alguns dados cadastrais atualizados. Com a gestão da plataforma feita pelo Ipea, o Mapa das OSCs é construído a partir do cruzamento de informações de 22 bases de dados geradas por 14 órgãos do governo federal.


Conheça o Mapa das Organizações da Sociedade Civil em https://mapaosc.ipea.gov.br/
 


Fonte: Ipea.

Você quer mudar mesmo, ou, quer ficar só reclamando???



28ª Caravana do Movimento de Luta pela Moradia - Pastoral Leste II




Todos os anos o Movimento de Luta pela Moradia, faz uma viagem a Brasília-DF, para reivindicar, cobrar posições, buscar soluções, acompanhar de perto as decisões, comparecer a agendas pré-marcadas pelo dirigentes do Movimento, e, esta caravana é composta basicamente por seus dirigentes, como o Dalcides Neto e Padre Ticão, coordenadores de comunidades, membros do Movimento, e ativistas.
Durante o ano, algumas pautas são confeccionadas, para terem suas prioridades atendidas pelos diversos Ministérios Federais, inclusive, pautas que são direcionadas, não necessariamente para o Ministério das Cidades, pois, a luta do Movimento, vai muito além de moradia, englobando saúde, educação, transporte, segurança, cultura, etc.
Neste ano de 2017, inúmeras foram as dificuldades enfrentadas para a realização desta viagem em caravana, devido as diversas crises em curso em nosso país, mas, decidiu-se que não seria o momento de deixar de realizar esta caravana, e, desta forma, no dia 20 de maio de 2017, um sábado, o ônibus com destino a Brasília-DF partiu as 16 horas de São Paulo-SP, com destino à capital da República no Distrito Federal.
Lá chegando, e, iniciados os trabalhos, muitas foram as dificuldades de realizar as reuniões agendadas, porém, de forma alguma os representantes do povo, deixaram de tentar realizar suas tarefas, e, com todas as dificuldades, inclusive o bloqueio de acesso às repartições públicas, Guarda nacional nas ruas e nos acessos, greve de ônibus urbano e outras dificuldades, algumas agendas foram cumpridas, trazendo algumas notícias para os inscritos nos projetos do Movimento de luta pela Moradia - Pastoral Leste II.
Os integrantes desta 28ª caravana, chegaram em São Paulo-SP, no bairro de São Miguel Paulista, zona leste, exatamente como planejado, as 06:00 horas da manhã do dia 24 de maio de 2017, uma quarta feira, onde foram recebidos com alegria.

























Você poderá ver também:


Vídeos da 28ª Caravana do Movimento de Luta pela Moradia Leste II a Brasília-DF






Ministério das Cidades - Parte 1




Ministério das Cidades - Parte 2





Outras fotos da 28ª Caravana do Movimento de Luta pela Moradia Leste II a Brasília-DF no link a seguir:
https://goo.gl/photos/7pdHLeA4XBbCnT939


"Jamais deixaremos de lutar para conquistar a plena cidadania"...
Haja o que houver!!!


... Quem mais participa, mais conquista! (Padre Ticão).

#Ocupa Brasília


FRANCISCO PRONER RAMOS/MIDIA NINJA

Ocupa Brasília contra reformas de Temer cresce e ganha destaque nas redes sociais.

Durante a manhã, usuários se manifestavam pela saída do presidente, contra as reformas da Previdência e trabalhista e pela realização de eleições diretas

 
Manifestantes chegam de todas as partes do Brasil para ocupar a capital pela saída Temer e eleições diretas
São Paulo – A mobilização convocada pelas principais centrais sindicais do país, apoiadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que pretendem ocupar Brasília nesta quarta-feira (24), pela saída do presidente Michel Temer (PMDB-SP), contra as reformas da Previdência e trabalhista, e pela realização de eleições diretas como saída para a crise política, já repercute nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #DiretasPorDireitos está entre os assuntos mais comentados durante a manhã.

Outras hashtags usadas para promover a adesão à mobilização são #OcupaBrasília e #ReformasNãoDiretasJá

A estimativa dos organizadores é que a capital federal receba até 100 mil manifestantes, que chegam de todas as partes do Brasil – cerca de 600 ônibus rumam a Brasília, segundo os organizadores. A concentração é nos arredores do Estádio Mané Garrincha, de onde seguem em marcha até o Congresso Nacional.

"É diretas já com a imediata retirada (das reformas) da pauta. Ou construiremos uma nova greve geral, as centrais e os movimentos organizarão uma greve maior que a do dia 28 (de abril)", afirmou ontem (23), o presidente da CUT, Vagner Freitas, em Brasília.



Por: RBA


Vagas de estágio nos planetários de São Paulo

De: SVMA - Escola de Astrofísica
Enviada em: segunda-feira, 22 de maio de 2017 13:23
 

Olá,

A Divisão Técnica de Astronomia e Astrofísica está com vagas de estágio abertas para atuar nos Planetários de São Paulo. Estamos recebendo currículos para contratação imediata e banco de currículos. Para participar da seleção é preciso cumprir os seguintes requisitos:

1.       Estar regularmente matriculado em um curso de Ensino Superior – nível graduação – na área de Ciências Exatas e da Terra;

2.       Não estar cursando nem o primeiro nem o último semestre;

3.       Ter disponibilidade de 20h semanais;

4.       Enviar currículo atualizado para svmaescoladeastrofisica@prefeitura.sp.gov.br até 05/06/2017;

Atenciosamente,

Equipe dos Planetários de São Paulo



Cracolândia paulistana só mudou de lugar, diz promotor



A Cracolândia paulistana não acabou, somente mudou de lugar, após as ações feitas na região desde ontem (21), disse o promotor de Justiça Arthur Pinto Filho, do Ministério Público (MP) de São Paulo. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que a ação não estava prevista no programa municipal de assistência aos usuários de drogas e que pegou o MP de surpresa.

"A Cracolândia poderia acabar em um processo a médio prazo, com trabalho muito consistente de todos ali, de Saúde, da Smads [Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social]. Ela poderia ir minguando até acabar. Hoje a Cracolândia não acabou coisíssima nenhuma, ela muda de lugar", disse o promotor. "Fizeram uma operação policial para prender traficantes. Qual foi o reflexo disso? Espalha-se os usuários pela cidade".

São Paulo - Região da Cracolândia, após a operação policial na manhã de ontem (21), numa ação conjunta entre a prefeitura e o governo do estado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Região da Cracolândia, após a operação policial na manhã de ontem (21), numa ação conjunta entre a prefeitura e o governo do estado Rovena Rosa/Agência Brasil
No domingo, o prefeito João Dória disse, após a operação, que a Cracolândia tinha acabado. Segundo o governador Geraldo Alckimin, a ação "foi o primeiro passo para acabar com a Cracolândia".

Segundo o promotor, com a operação não se acabou com o tráfico e foi gerada uma situação de caos naquela região. "A ação não resolveu o problema básico da Cracolândia, que é a dependência. Enquanto não se resolver isso, não se resolve a questão, a droga vai continuar chegando, tanto lá como em qualquer lugar do Brasil".

Pinto Filho disse que a concentração de usuários de drogas mudou de lugar algumas vezes pelo centro da capital paulista e já esteve na frente da estação de trem Júlio Prestes, depois foi para a rua Dino Bueno, depois passou pela rua Helvétia. "As pessoas continuam ali, você não pode fazer uma mágica para sumir. Elas estão sem tratamento, elas estão usando drogas, então como se fala que a Cracolândia acabou? É uma frase que não tem pé na realidade". Segundo ele, o problema na região só será resolvido após trabalho árduo, consistente e do dia a dia.

Redenção

Na semana passada, a prefeitura paulistana enviou nova versão do Programa Redenção, que vai substituir o De Braços Abertos da gestão Fernando Haddad, ao MP. O Ministério Público, junto com o Conselho Regional de Medicina (Cremesp), o Conselho Regional de Psicologia (CRP), a Defensoria Pública e várias entidades, estavam em conversa com a prefeitura para ajudar na elaboração do projeto.

"O projeto inicialmente apresentado pela prefeitura era muito ruim, dava preferência para ação da Polícia Militar, enfim, uma coisa que não daria a menor possibilidade de êxito. Neste processo de discussão, o projeto foi melhorando muito", disse o promotor. A última versão apresentada, segundo Pinto Filho, traz algumas coisas do Programa De Braços Abertos e leva em conta a questão da saúde, da assistência social e do trabalho. "O projeto, em linhas muito gerais, coloca no posto de comando agentes de saúde e agentes da assistência social".

No entanto, diante das últimas ações na região, uma reunião feita hoje (22) na sede do Ministério Público, com a presença da Defensoria, do Cremesp, do CRP, do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas e Álcool (Comuda) e de organizações sociais, foi avaliada até que ponto a situação da Cracolândia impede ou não a implementação do projeto.

"O Redenção, que era um projeto civilizatório, foi colocado de cabeça pra baixo, ele não se sustenta mais, as linhas básicas foram quebradas. Evidente que o traficante podia ser preso e deveria ser preso, mas não através de uma ação em que você prende o traficante e espalha os usuários pela cidade", disse.


De acordo com o promotor, haveria outros meios mais adequados para deter os traficantes na região. "Ali [na região] tem um ônibus do governo federal com câmeras muito potentes que conseguem identificar quem é o traficante. Você faz o inquérito, pede a [prisão] preventiva, ninguém [o traficante] mora no fluxo [onde se concentram os usuários de drogas], a pessoa uma hora sai e, quando sair, você prende tranquilamente como já fizeram em outras ocasiões", disse.

Inquérito

As promotorias de Direitos Humanos e da Infância e Juventude do MP, junto com a Defensoria Pública, vão abrir um inquérito civil conjunto para apurar a atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo na ação que ocorre na região da Cracolândia.

São Paulo - Região da Cracolândia, após a operação policial na manhã de ontem (21), numa ação conjunta entre a prefeitura e o governo do estado (Rovena Rosa/Agência Brasil)




As promotorias de Direitos Humanos e da Infância e Juventude do MP, junto com a Defensoria Pública, vão abrir um inquérito civil conjunto para apurar a atuação da Guarda Civil MetropolitanaRovena Rosa/Agência Brasil



"A GCM é, sob o ponto de vista constitucional, criada para tomar conta dos prédios da prefeitura – hospital, escola, parques – ela não é uma PM. E o que nós estamos vendo, e muitos relatos vieram nessa reunião [feita hoje no MP], é que a Guarda Civil Metropolitana está praticando ações de polícia", disse o promotor.

O inquérito vai apurar a responsabilidade do comando da GCM em uma eventual ordem para que os guardas trabalhassem dessa maneira. "Se isso se comprovar, nós entramos com uma ação objetivando não deixar a GCM continuar agindo em desvio de função. E apurar responsabilidade do comandante".

O promotor disse que recebeu informações de que a Polícia Militar tentou expulsar os usuários de drogas da região da Cracolândia, o que a corporação estava impedida de fazer após liminar expedida pela Justiça em 2012. "Hoje veio informação de que a PM voltou a fazer o que ela está impedida, que é tanger as pessoas para que elas não fiquem paradas. Então tem uma pequena aglomeração de pessoas, vai lá a PM e tange essas pessoas para que saiam dali. E saiam dali pra ir para onde? As pessoas não podem desaparecer".

O MP pretende verificar se isso ocorreu e, caso se confirme, será levado ao conhecimento do juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública, que deferiu a liminar, para que ele tome as providências cabíveis ao caso. "Na busca dos traficantes, ela [PM] pode ir. Ela não pode mexer com o usuário", disse o promotor.

Outro lado

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, a qual é subordinada a Guarda Civil Metropolitana, disse, em nota, que a diretriz para ações da guarda "é dada estritamente de acordo com o Estatuto Geral das Guardas Municipais, Lei 13.022/2014. A secretaria responderá a todos os esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público".

A Secretaria da Segurança Pública (SSP), respondeu, também em nota, que todos os órgãos envolvidos na resolução das questões criminais, de saúde e assistência social na região da Nova Luz foram informados sobre o planejamento da operação.

"Por tratar-se um trabalho exclusivamente policial, a ação de domingo teve equipes das polícias Civil e Militar e da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, por meio da Guarda Civil Metropolitana. Para os passos seguintes, de acolhimento de usuários, foram acionadas equipes de saúde e assistência estaduais e municipais, que continuam recebendo apoio dos agentes de segurança", diz a nota.





Por: Agência Brasil

Direito dos povos indígenas à terra

A Constituição de 1988 estabeleceu que os direitos dos índios sobre as terras que tradicionalmente ocupam são de natureza originária. Os índios têm a posse das terras, que são bens da União. O advogado Gustavo Proença, pesquisador da área de direitos humanos, chama a atenção para ameaças e "possibilidades de retrocesso" nesse quesito. "Qualquer exploração econômica da terra dentro da comunidade indígena deve ficar a cargo exclusivamente da população indígena. Deve ser respeitada a sua autonomia, e os lucros, os ganhos dali provenientes devem ser geridos autonomamente pela população indígena."

Virada Cultural 2017 - Programação Completa




A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, anuncia a programação e a infraestrutura da 13ª edição da Virada Cultural, um dos principais eventos do calendário cultural da cidade.

A 13ª edição do evento terá início às 18h de sábado (20/5) e termina às 18h do dia seguinte. As últimas edições foram marcadas por eventos em praticamente todas as regiões da Capital. Desta vez, participam espaços públicos como Casas de Cultura, Centros Culturais e Teatros Municipais.

"Quem quiser ficar na sua região, também encontrará uma programação diversa e interessante, em áreas verdes importantes e locais com toda a infraestrutura para recebê-los, como o Parque do Carmo e o Sambódromo", afirmou o secretário municipal de Cultura, Andre Sturm.


Confira a programação completa: ( Acesse...AQUI )

Depois de muito atraso Brasil finalmente lança satélite com objetivo de melhorar a banda larga


Imagem: Reprodução

O Brasil lançou nesta quinta-feira, 4, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que deverá ter funções tanto civis quanto militares. O lançamento aconteceu no início da noite no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

O satélite foi desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space, contratada pela Visiona, que reúne a Embraer e a estatal Telebras. O projeto ainda envolve os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Uma das funções do SGDC será melhorar a qualidade da internet de banda larga brasileira. O governo afirma que o satélite permitirá acesso à internet em todos os locais do país, sem qualquer exceção.

A outra missão do satélite tem a ver com a segurança das informações. Uma segunda banda do SGDC é permitir que as informações governamentais e da área de defesa do território nacional trafeguem de forma segura.

O lançamento, no entanto, ocorreu com bastante atraso. Em 2016, Dilma Rousseff, antes de sofrer o impeachment, garantiu que isso aconteceria ainda naquele ano, o que não se confirmou. Neste ano, o lançamento já deveria ter acontecido no dia 21 de março, mas foi atrasado por conta de uma greve dos trabalhadores da Guiana Francesa que havia começado no dia anterior e durou cerca de um mês.


Por: RENATO SANTINO - OlharDigital

2º Festival Cine Inclusão - Inscrições Abertas!




Em sua 2ª edição, o Festival tem a terceira idade como tema central. O objetivo do evento é difundir o cinema periférico e/ou produzido por entidades que utilizam a sétima arte como ferramenta de inclusão.
Estão abertas as inscrições para a Mostra Competitiva e Mostra Idosos em Ação do 2º Festival Cine Inclusão no período de 2 de maio a 2 de julho. Nesta edição, o Festival lança um olhar para a terceira idade, uma faixa etária crescente na população brasileira e que necessita, cada vez mais, de ações culturais e visibilidade.

Idealizado pelo produtor Daniel Gaggini e realizado pela MUK, o Festival será realizado entre os dias 9 e 23 setembro nas Comunidades de Heliópolis e Paraisópolis, além da região central da cidade de São Paulo. A programação é composta por oficinas de capacitação cinematográfica para pessoas com mais de 60 anos, debates e exibição de 23 curtas (nacionais e internacionais) e um longa-metragem.
A primeira edição do Festival Cine Inclusão foi realizada em 2015, contemplando as comunidades de Capão Redondo e Cidade Tiradentes, além do Memorial da América Latina. O evento, que reuniu mais de 400 espectadores, exibiu 26 filmes em 14 sessões abertas gratuitas, capacitou 46 jovens em oficinas de cinema e produziu duas obras audiovisuais. Promoveu também um debate com participação dos institutos Criar e Querô e dos projetos É Nóis na Fita e Kaminu Filmes (Colômbia).


 
 A participação é aberta a cineastas, entidades e artistas independentes. É imprescindível que os filmes se enquadrem no perfil de cada mostra. As inscrições devem ser efetuadas por meio da ficha de inscrição disponível no site www.cineinclusao.com.br/festival. É necessário ler o regulamento e preencher a ficha, até o dia 02 de julho. Só serão aceitas inscrições de cineastas independentes e/ou periféricos.


Mais informações / Cine Inclusão:
www.cineinclusao.com.br/festival /
 cineinclusao@muk.nu / tel: (11) 3141-1595.


Seminário (webinar) avalia adoção de Programa de Metas pela Prefeitura de São Paulo



Seminário avalia adoção de Programa de Metas pela Prefeitura de São Paulo


Em 2008, em decorrência de iniciativa da Rede Nossa São Paulo (RNSP) e de diversos movimentos da sociedade civil, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a Emenda nº 30 à Lei Orgânica do Município de São Paulo, que instituiu a obrigatoriedade de elaboração e cumprimento de Programa de Metas pela Prefeitura. Essa inovação Institucional tem por objetivos qualificar o debate eleitoral, contribuir com a prática do planejamento na administração pública e fortalecer o controle social das políticas públicas.


Desde a implantação da medida pela capital paulista, mais de 50 municípios brasileiros e de outros países da América do Sul aprovaram procedimentos similares. Além disso, tramita no Congresso Nacional projeto de emenda constitucional (PEC 010/11) com o propósito de tornar a adoção de um programa de metas obrigatória para todos os municípios, estados e União.


O seminário Programa de Metas: Balanço e Perspectivas, que se realiza no dia 22 de maio, das 9h às 17h, na Sala de Eventos do IEA, vai analisar os resultados obtidos até o momento e os fatores que os explicam, bem como debater perspectivas para o futuro da iniciativa no contexto político brasileiro da atualidade. A programação contemplará os pontos de vista de pesquisadores, gestores públicos e lideranças da sociedade civil que trabalham com o tema.


A participação no evento é gratuita e aberta tanto a pesquisadores como a profissionais que tenham interesse em inovações institucionais nos campos da gestão pública e da democracia. É preciso se inscrever via formulário online para participar presencialmente. Para assistir à transmissão ao vivo via internet não é necessário se inscrever.


Os organizadores do seminário são: o Grupo de Pesquisa Governança Global, Direitos Humanos e Democracia da Unesp em Franca; o Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia do IEA; o Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da USP; o Programa Cidades Sustentáveis (PCS);  e a RNSP.


Fonte:
http://www.iea.usp.br/noticias/plano-de-metas?utm_source=Boletim&utm_medium=email&utm_content=programa%20de%20metas




Ouça nossa programação em: http://digitalradiotv.pe.hu


Ele é do PMDB,mas, fez um excelente pronunciamento no Senado Federal... Para Roberto Requião, propostas da reforma trabalhista são 'da Idade Média'


Por uma educação que nos ensine a pensar e não a obedecer.


Imagem: Paulo Freire

Por: Erick Morais

Na escola, nós aprendemos que a filosofia é a mãe de todas as ciências. Aprendemos sobre a importância da filosofia na formação do pensar humano em todas as vertentes, desde das questões sobre o homem e o universo, até discussões acerca do amor e da política. Dada a sua importância, deveríamos ter uma educação com viés filosófico. Ou seja, uma educação que buscasse desenvolver em nós um olhar crítico para o mundo que nos cerca e o nosso mundo interior. Entretanto, o que recebemos de forma contrária, é uma educação acrítica e completamente tecnicista, que tem como função primordial criar soldados bem treinados para o famoso "mercado de trabalho" ou em uma tradução livre – "campo de batalha do capitalismo selvagem".

A polêmica reforma no ensino médio promovida recentemente pelo Governo Temer, para muitos – professores, inclusive – é de se temer, com o perdão do trocadilho. Uma mudança tão significativa na sociedade (já que a educação é ou pelo menos deveria ser vista como o principal vetor de transformação social) deveria passar por uma discussão mais profunda, com ampla participação dos principais interessados, estudantes e professores. O que não ocorreu em momento algum, mesmo sob fortes protestos dos excluídos da sua própria pauta, levando-nos, até mesmo, a pensar na nossa fragilidade democrática.

Mas o fato é que ela foi aprovada e está apta para entrar em prática. E, é bom que se diga, a educação de fato precisava de mudanças, transformações. Digo mais, não só no ensino médio, mas na educação como um todo. No entanto, essa reforma vai tornar a educação melhor em que sentido? No sentido filosófico ou tecnicista?

Não há problema em preparar os jovens para o mercado de trabalho, mas uma educação transformadora, vai muito além disso. Dessa maneira, por mais que a reforma no ensino médio torne a educação mais eficaz na preparação técnica dos jovens, sobretudo, por haver uma divisão do trabalho, digo, estudo em áreas do conhecimento específicas; ela apagará totalmente a brasa da esperança de uma educação crítica. Isso ocorrerá porque não há como pensar filosoficamente sem que todas as áreas do conhecimento possuam a mesma importância e valorização, sem interdisciplinaridade (a base no Enem), sem a provocação para o aluno e que a partir disso o levará ao aprofundamento de certa área ou certo saber que mais lhe apraz e o faz se sentir vivo enquanto sujeito individual e coletivo.

Ao subjugar alguns saberes, como filosofia, sociologia e história, mas não apenas estes, a um patamar de inferioridade em relação à língua portuguesa e inglês, por exemplo, a mensagem que o governo passa é de que o importante é saber fazer alguma coisa, isto é, aprender os "comos", deixando de lados os "porquês". Isso me lembra o mundo distópico de Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, em que os livros e todo o pensamento crítico e poético incutido neles são queimados, a fim de haja a manutenção da ordem em uma sociedade tecnicista em que fazer perguntas é coisa de gente "maluca".

Sendo assim, perdemos mais uma oportunidade de promover modificações realmente significativas na educação brasileira. E não adianta dizer que perguntas não ajudam ninguém a arrumar um trabalho, já que isso é uma constatação óbvia, afinal, o que o mercado quer são profissionais excelentes na arte de obedecer, sem jamais questionar. Mas o que você, caro ser "pensante", não consegue perceber é quão necessárias são as perguntas para que se questione todas as problemáticas existentes na sociedade e, assim, se consiga combater os males na origem, ao invés de ficar comprando verdades como mentiras, como dizia Orwell.

Certa feita foi dito no cinema por um professor que palavras e ideias podem mudar o mundo. Bom, eu acredito nisso e, portanto, acredito em uma educação filosófica, em que todos os saberes e todas as ciências sejam importantes e utilizados na formação de mais do que estudantes, de indivíduos capazes de se perceberem enquanto agentes sociais imprescindíveis para que o mundo continue em uma rota evolutiva. Apesar disso, muitos continuarão acreditando que o que precisamos mesmo é de mais soldados capazes de manter o campo de batalha intacto, protegido e sem ataques. Assim, só me restam as palavras de Símon Bolívar, duras e mais do que nunca, verdadeiras, já que: "Um povo ignorante é o instrumento cego da sua própria destruição. "



... do site genialmentelouco





MOVA - Fórum do dia 13-05-2017_ DRE-SMPta



De volta ao passado



Menos de duas semanas depois do ataque brutal aos índios Gamela no Maranhão, o governo Temer confirmou um general da reserva no comando da Funai. Na terça-feira passada, a APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – lançou uma nota de repúdio "contra a militarização da Funai, como nos tempos da ditadura militar" com objetivo de "aparelhar o órgão indigenista" para que aceite a agenda pró-ruralistas do governo.

Mais de 8 mil indígenas foram mortos durante a ditadura militar, como constatou a Comissão Nacional da Verdade. Não apenas por fuzis, mas sobretudo pela política de extermínio indígena disfarçada de integração nacional ou, como pontua o jornalista Rubens Valente, autor do recém-lançado "Os Fuzis e as Flechas", pela "lógica da ocupação militar da Amazônia".

Com um orçamento ridiculamente pequeno para proteger quase um milhão de indígenas que ocupam 13% do território nacional –as verbas federais destinadas à Funai são menores do que as que recebe o Colégio Pedro II no Rio de Janeiro – a ineficiência do órgão parece programada para atender aos interesses dos ruralistas que já controlam o Ministério da Justiça.

A luta pela defesa dos povos indígenas vai além do direito irrefutável de defesa dos povos nativos do Brasil. Dela depende o futuro da floresta e o nosso futuro como nação. Como denunciaram os indígenas na ONU, é o racismo – de todos nós - que prepara o genocídio.

Nesse momento, a conquista do Prêmio República – concedido pelo Ministério Público Federal – ao especial Amazônia em Disputa, ganha um significado especial para nós.

O melhor antídoto para o obscurantismo é a informação. Quem barra o progresso não são os indígenas como nos querem fazer crer. Por trás dos ternos bem cortados do agronegócio, sobrevivem os coronéis racistas e escravistas do passado.


Marina Amaral, codiretora da Agência Pública

ONU oferece bolsa para que jovens jornalistas cubram encontros em Nova Iorque; prazo é 21 de maio


Programa de Bolsas para Jornalistas Memorial Reham Al-Farra, RAF (divulgação)


O Programa de Bolsas para Jornalistas Memorial Reham Al-Farra (RAF) é uma oportunidade para jovens jornalistas de países em desenvolvimento e economias em transição para cobrir as Nações Unidas e seu encontro anual mais importante. Candidatas(os) devem ter entre 22 e 35 anos.


As Nações Unidas estão selecionando jornalistas para o Programa de Bolsas para Jornalistas Memorial Reham Al-Farra (RAF). Em 2017, o Programa vai acontecer entre os dias 11 e 29 de setembro de 2017 na Sede da ONU, em Nova Iorque. O prazo se encerra no dia 21 de maio de 2017.

Jornalistas que queiram se candidatar devem ter entre 22 e 35 anos; ter três (3) amostras de trabalho publicadas, que podem ser enviadas no seu idioma original; uma carta de referência de seu empregador(a) atual ou editor(a) com quem você trabalhou (que pode ser em português); currículo (em inglês ou francês); diploma no maior nível educacional que possuir; e uma cópia de suas credenciais de imprensa (por exemplo, da associação ou sindicato).

A ONU pagará aos selecionados as passagens de ida e volta para Nova Iorque e uma diária de aproximadamente 385 dólares ao dia, que cobrirá todas as despesas com acomodação e alimentação.

O Programa de Bolsas para Jornalistas Memorial Reham Al-Farra (RAF) é uma oportunidade para jovens jornalistas oriundos de países de economias em desenvolvimento e economias em transição para cobrir as Nações Unidas e seu encontro anual mais importante: o debate geral da Assembleia Geral da ONU, quando todos os líderes se reúnem na sede principal da Organização.

Durante seu tempo na sede, os bolsistas têm a oportunidade de observar a ONU em ação, entrevistar altos funcionários e trocar ideias com colegas de todo o mundo. Nos anos anteriores, os bolsistas se reuniram com o secretário-geral da ONU, com o presidente da Assembleia Geral e com representantes permanentes dos Estados-membros na ONU.

O programa também organiza visitas a várias organizações de mídia, como o 'New York Times', a 'Associated Press' e o rádio WNYC. Desde sua fundação em 1981, a bolsa foi concedida a 566 jornalistas de 168 países, incluindo o Brasil.

Todos os detalhes sobre como participar estão em https://outreach.un.org/raf

O link direto da inscrição é o https://outreach.un.org/raf/content/reham-al-farra-memorial-journalism-fellowship-2017-application

O contato para eventuais dúvidas devem ser feito exclusivamente pelo site acima; o link direto é o https://outreach.un.org/raf/contact/RAF-Contact-Us


Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio

Educação além dos muros: alunos levam para a comunidade o debate sobre trabalho infantil


Imagem: Chegadetrabalhoinfantil


O que é a escola para você? Um espaço de reflexão e aprendizado? E esse aprendizado, ele se limita à sala de aula ou ultrapassa as barreiras físicas?

Para a professora Débora Garofalo, que recentemente promoveu uma palestra sobre trabalho infantil na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Almirante Ary Parreiras, localizada na Vila Babilônia, Zona Sul de São Paulo, aprender significa envolver diversas ferramentas no processo educacional. Entre elas, trazer a comunidade para o dia a dia escolar.

Para ampliar o debate feito em sala de aula sobre a exploração infantil, a professora propôs uma atividade diferente aos alunos. Na última segunda-feira (8/5), 28 meninos e meninas do 5º ano saíram às ruas do bairro para conscientizar mais pessoas sobre o tema.


Por Gabriela Rodrigues

                                                 Leia na íntegra

Água, gestão e sustentabilidade




É preciso que se discuta uma política nacional de segurança hídrica

Um dos maiores eventos mundiais sobre água acontece no Brasil  2018. Brasília será, pela primeira vez, sede do Fórum Mundial da Água, entre 18 e 23 de março. São esperadas 30 mil representantes de mais de cem países para discutir temas relacionados aos recursos hídricos. Apesar da grande magnitude do encontro, uma das maiores especialistas do setor, a canadense Maude Barlow, deu um sinal claro da sua divergência em relação ao uso da água apenas como fonte de lucro. Uma das líderes da campanha que levou as Nações Unidas ao reconhecimento da água como direito humano fundamental, Maude recusou-se a participar do "processo cidadão", evento preparatório para o fórum para o qual foi convidada. Em carta a organizadores, Maude diz que o fórum não é um espaço legítimo para o desenho de políticas, por defender interesses corporativos interessados na privatização e mercantilização da água.

As Nações Unidas consideram, por meio da Resolução 64/292, que a água é um direito fundamental. Também confere o mesmo status, desde dezembro de 2016, ao saneamento básico. Se a água é um bem comum e direito fundamental, deve ser gerido com este objetivo e não como mera commodity. As empresas com objetivo estatutário de gerar e maximizar seu lucro apresentam dificuldades no exercício da gestão de bens comuns da sociedade - e das espécies vivas. Não foi por outro motivo que a Encíclica Laudati Si afirmou: "Espera-se que o controle da água por grandes empresas globais torne-se uma das principais fontes de conflito neste século".

O conflito de interesses é óbvio. Como resposta aos continuados casos de gestão privatizada e insuficiente, municipalidades como Berlim, Paris, Buenos Aires, Atlanta, Budapeste e La Paz, entre centenas de outras cidades no mundo, vêm reestatizando seus serviços de distribuição de água e tratamento de esgotos. É preciso fortalecer o setor público de abastecimento e saneamento, com a perspectiva de planejamento territorial por bacias hidrográficas, sem perder a dimensão dos processos maiores, como a transposição de umidade pelas correntes aéreas, fenômeno continental bastante conhecido na América do Sul, onde a Floresta Amazônica e regiões do Pantanal contribuem para replicar condições vitais que mantêm o regime de chuvas em grande parte do continente.

Uma política nacional de segurança hídrica não poderá negligenciar estes fatos, que vão dos conflitos de interesses na gestão de bens públicos, aos cuidados com o espaço territorial e seus ecossistemas.

A ONU vem acendendo velas para os dois lados, público e privado. Dá seu aval a um fórum mantido pelo Conselho Mundial da Água, que defende a privatização, enquanto defende também a água como bem comum. Em que pese o forte interesse do setor privado na realização do fórum, o governo brasileiro, por meio da Agência Nacional de Águas, pretende gastar R$ 30 milhões de recursos públicos na realização do Fórum Mundial da Água.

É preciso concilar caminhos da humanidade e das espécies vivas com a realidade de gestão de bens públicos. O ritmo econômico voraz diverge do ritmo biológico. É preciso adotar sistemas de gestão focados na geração de bens comuns, com respeito aos ecossistemas. A adequada gestão da água só poderá ser efetiva se o sistema de gestão estiver voltado, de forma prioritária e livre de conflitos de interesses, ao bem comum, em processo de construção democrática e transparente e voltado à sustentabilidade

Carlos Bocuhy é presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental

bocuhy@uol.com.br

Carlos Bocuhy

dci