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2º Edital Fomento à Cultura da Periferia de São Paulo

ATENÇÃO!!

Foi aberto o edital para inscrições do Fomento a Cultura da Periferia, a fim de proporcionar apoio financeiro a projetos e ações culturais propostos por coletivos de diversas regiões com vulnerabilidade social do município.

Cada projeto concorrente deve apresentar um orçamento para apoio de, no mínimo, R$ 102.179,40 (cento e dois mil e cento e setenta e nove reais e quarenta centavos) e de, no máximo, R$ 306.538,19 (trezentos e seis mil e quinhentos e trinta e oito reais e dezenove centavos) de acordo com a necessidade de seu plano de trabalho.

 O total de recursos para os fins deste edital é de R$ 7.176.000,00 (sete milhões, cento e setenta e seis mil reais).

As inscrições irão de hoje (24/10) até as 23:59 de 7 de Novembro, então fique de olho para não perder o prazo. Não se esqueça de compartilhar e marcar seus amigos neste post!!

Para saber mais informações e também realizar a inscrição, acesse o link abaixo:

http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/3075/

#AgoraVAI  #SecretariadaCulturaSP

Novo modelo físico explica de onde veio a água da Terra


Objetos deslocados para o interior do Sistema Solar devido ao crescimento de Júpiter teriam levado à região a maior parte do acervo hídrico atualmente existente (imagem: Nasa)

Munidos da lei da gravitação universal de Newton (cuja publicação completou 330 anos em 2017) e de pesados recursos computacionais (para poder aplicar a lei a mais de 10 mil corpos em interação), um jovem pesquisador brasileiro e seu antigo supervisor de pós-doutorado acabam de propor um novo modelo físico para explicar a origem da água na Terra e nos demais objetos de tipo terrestre do Sistema Solar.

O artigo assinado por ambos, Origin of water in the inner Solar System: Planetesimals scattered inward during Jupiter and Saturn's rapid gas accretion, foi publicado na revista Icarus.

Os autores são André Izidoro, da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – bolsista FAPESP na modalidade Apoio a Jovens Pesquisadores –, e o astrofísico norte-americano Sean Raymond, do Laboratoire d'Astrophysique de Bordeaux, na França.

"A ideia de que a água da Terra veio predominantemente por meio de asteroides não é nova. Ela é praticamente consensual entre os pesquisadores. Nosso trabalho não é pioneiro em relação a isso. O que conseguimos foi associar esse aporte de asteroides ao processo de formação de Júpiter. E, com base no modelo resultante, 'entregar à Terra' quantidades de água consistentes com os valores estimados atualmente", disse Izidoro à Agência FAPESP.

O valor de água existente na Terra varia muito de uma estimativa a outra. Usando como unidade de medida o "oceano terrestre", o que corresponde a toda a água dos oceanos da Terra, alguns falam em três a quatro "oceanos terrestres". Outros, em dezenas. A variação decorre do fato de não se saber quanta água existe no manto do planeta. E nem mesmo na crosta, aprisionada no interior das rochas. De qualquer forma, o modelo proposto dá conta do amplo leque de estimativas.

"Convém afastar logo a ideia de uma Terra que recebeu toda a sua água por meio do impacto de cometas oriundos de regiões muito distantes. Tais 'entregas' também ocorreram, mas sua contribuição foi posterior e percentualmente muito menos importante. A maior parte da água chegou à região atualmente ocupada pela órbita da Terra antes que o planeta tivesse se constituído", disse Izidoro.

Para entender "como", vale recapitular o cenário definido pelo modelo convencional de formação do Sistema Solar, acrescentando o novo modelo relativo ao aporte de água. A condição inicial é uma gigantesca nuvem de gás e poeira cósmica. Devido a algum tipo de perturbação gravitacional ou turbulência local, essa nuvem entra em colapso e passa a ser atraída por uma determinada região de seu interior, que configura um centro.

Com o aporte de matéria, o centro torna-se tão massivo e aquecido que, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, entra em processo de fusão nuclear, transformando-se em estrela. Enquanto isso, a nuvem remanescente continua a orbitar o centro e seu material se aglutina, formando um disco, que posteriormente se fragmenta, definindo os nichos protoplanetários.

"Estima-se que, nesse disco, a região rica em água se localizava a partir de algumas unidades astronômicas de distância do Sol. Na região interior, mais próxima da estrela, a temperatura era alta demais para que a água pudesse se acumular, exceto talvez em muito pequena quantidade, na forma de vapor", explicou Izidoro.

Por definição, a unidade astronômica (AU) é a distância média da Terra ao Sol. Entre 1,8 AU e 3,2 AU localiza-se atualmente o Cinturão de Asteroides, com centenas de milhares de objetos. Nessa faixa, os asteroides que ocupam a região entre 1,8 AU e 2,5 AU são predominantemente pobres em água, enquanto a maioria daqueles situados além de 2,5 AU são ricos. O processo de formação de Júpiter pode explicar a origem dessa divisão, de acordo com o pesquisador.

"O tempo transcorrido entre a formação do Sol e a completa dissipação do disco gasoso foi bastante curto, na escala cosmogônica: de apenas 5 milhões a no máximo 10 milhões de anos. E a formação de planetas gasosos tão massivos quanto Júpiter e Saturno só pode ter ocorrido durante essa fase de juventude do Sistema Solar. Então, foi durante essa fase que o rápido crescimento de Júpiter perturbou gravitacionalmente milhares de planetesimais ricos em água, deslocando-os de suas órbitas originais", disse Izidoro.

Estima-se que Júpiter possua um núcleo sólido, com massa equivalente a algumas vezes a massa da Terra. Esse núcleo sólido é recoberto por um extenso e massivo envoltório gasoso. Júpiter só pode ter adquirido tal envoltório durante a fase da nebulosa solar, quando o sistema estava em formação e havia enorme quantidade de material gasoso disponível.

Devido à vultosa massa do embrião de Júpiter, o processo de aquisição do gás, por atração gravitacional, foi muito rápido. Nas vizinhanças do planeta gigante em formação, situados além da "linha de gelo", milhares de planetesimais [corpos rochosos semelhantes a asteroides] orbitavam o centro do disco, atraindo-se, simultaneamente, uns aos outros.

O rápido aumento da massa de Júpiter rompeu o precário equilíbrio gravitacional desse sistema de muitos corpos. Vários planetesimais foram engolidos pelo Proto-Júpiter. Outros, enviados para os confins do Sistema Solar. E uma pequena fração, arremessada para a região interior do disco, entregando água para o material que, mais tarde, formaria os planetas terrestres e constituiria o Cinturão de Asteroides.

"O período de formação da Terra é datado entre 30 milhões e 150 milhões de anos após a formação do Sol. Quando isso ocorreu, a região do disco onde nosso planeta se constituiu já dispunha de bastante água, entregue pelos planetesimais deslocados por Júpiter e também por Saturno. Admite-se que uma pequena fração da água existente na Terra tenha chegado mais tarde, mediante o choque de cometas e asteroides. E que uma fração ainda menor possa ter-se formado localmente, por meio de processos físico-químicos endógenos. Mas a maior parte da água veio com os planetesimais", disse Izidoro.

A afirmação sustenta-se no modelo construído por ele e seu antigo supervisor. "Com o emprego de supercomputadores, simulamos a interação gravitacional entre os múltiplos corpos por meio de integradores numéricos, em linguagem Fortran. E introduzimos uma modificação para incluir os efeitos do gás presente no meio durante a época de formação dos planetas. Isso porque, além de todas as interações gravitacionais em cena, os planetesimais sofreram também a ação do chamado 'arrasto gasoso', que é, basicamente, um 'vento' em sentido contrário ao do movimento – o mesmo tipo de efeito que um ciclista percebe ao se deslocar, decorrente da colisão das moléculas do ar com seu corpo", descreveu o pesquisador.

O "arrasto gasoso" fez com que as órbitas dos planetesimais deslocados por Júpiter, inicialmente muito alongadas, fossem, pouco a pouco, "circularizadas". Foi tal efeito que implantou esses objetos na zona que corresponde atualmente ao Cinturão de Asteroides.

Um parâmetro fundamental para esse tipo de simulação é a massa total da nebulosa solar no início do processo. Para chegar a esse número, Izidoro e Raymond utilizaram um modelo proposto no início da década de 1970. Ele parte do levantamento da massa de todos os objetos atualmente observados no Sistema Solar.

Para compensar as perdas decorrentes da ejeção de matéria durante a fase de formação do sistema, o modelo corrige as massas atuais dos diferentes objetos, fazendo com que suas proporções de elementos pesados (oxigênio, carbono etc.) e de elementos leves (hidrogênio, hélio etc.) fiquem iguais às do Sol. Isso com base na hipótese de que o disco de gás e o Sol tinham a mesma composição. Feitas as alterações, obtém-se a massa presumível da nuvem primitiva.

"Além disso, nosso novo modelo considerou também os diferentes tamanhos dos atuais asteroides, que vão de quilômetros a centenas de quilômetros de extensão, porque o gás tende a afetar mais os asteroides menores", disse Izidoro.

A simulação feita a partir destas considerações pode ser vista no vídeo a seguir:



No eixo horizontal, foram marcadas as distâncias dos objetos ao Sol, em unidades astronômicas (AU). No eixo vertical, foram marcadas as excentricidades das órbitas dos objetos. A progressão da animação mostra como o sistema evoluiu em sua fase de formação. Os dois pontos pretos, situados, respectivamente, a pouco menos de 5,5 AU e mais de 7,0 AU, são, pela ordem, Júpiter e Saturno. Durante a animação, esses corpos crescem pelo acréscimo de gás da nuvem protoplanetária. E seu crescimento desestabiliza os planetesimais e os lança em várias direções. As diferentes cores atribuídas aos planetesimais servem apenas para mostrar onde eles estavam no início e para onde foram lançados. A área cinzenta assinala a posição atual do Cinturão de Asteroides. E o cômputo do tempo, em milhares de anos, aparece na porção superior do gráfico.

A segunda animação acrescenta um importante ingrediente, que é a migração de Júpiter e Saturno para mais perto do Sol durante o processo de crescimento.



Todos os cálculos de interação gravitacional entre os corpos em presença foram feitos a partir da Lei de Newton. O integrador numérico possibilitou calcular a posição de cada corpo em vários momentos – algo que, dado o número de corpos, da ordem de 10 mil, seria impossível fazer sem os recursos computacionais utilizados.

O artigo Origin of water in the inner Solar System: Planetesimals scattered inward during Jupiter and Saturn's rapid gas accretion (doi: 10.1016/j.icarus.2017.06.030), de Sean N. Raymond e André Izidoro, pode ser lido em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0019103517302592?via%3Dihub e em https://arxiv.org/abs/1707.01234.


Por José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP

Frutas pouco conhecidas têm alto poder anti-inflamatório e antioxidante.




As frutas conhecidas como bacupari-mirim, araçá-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubajaí ainda não ganharam fama, nem espaço nos supermercados. Se depender de suas propriedades bioativas, em questão de tempo elas poderão estar não só disputando espaço nas gôndolas como ganhando posição no ranking dos alimentos da moda.

Além dos valores nutricionais, as cinco frutas nativas da Mata Atlântica têm elevadas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Foi o que verificou uma pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de La Frontera, no Chile.

"Não havia muito conhecimento científico sobre as propriedades dessas frutas nativas. Agora, com os resultados do nosso estudo, a ideia é fazer com que elas sejam produzidas por agricultura familiar, ganhem escala e cheguem aos supermercados. Quem sabe elas não se tornam um novo açaí?", disse Severino Matias Alencar, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq, se referindo ao sucesso comercial da fruta amazônica com grande quantidade de antioxidantes e que hoje tem a polpa exportada pelo Brasil para vários países.

O trabalho, com apoio da FAPESP, teve resultados publicados na revista PLOS ONE.

No estudo foram avaliados os compostos fenólicos – estruturas químicas que podem ter efeitos preventivos ou curativos – e os mecanismos anti-inflamatórios e antioxidantes do extrato de folhas, sementes e polpa de quatro frutas do gênero Eugenia e uma do gênero Garcinia: araçá-piranga (E. leitonii), cereja-do-rio-grande (E. involucrata), grumixama (E. brasiliensis), ubajaí (E. myrcianthes) e bacupari-mirim (Garcinia brasiliensis), todas típicas da Mata Atlântica.

Como elas são espécies difíceis de serem encontradas e algumas estão em risco de extinção, as plantas foram fornecidas por dois sítios localizados no interior de São Paulo. As duas propriedades comercializam as plantas com o objetivo de preservação da coleção. Um dos produtores possui a maior coleção de frutas nativas do Brasil, somando mais de 1,3 mil espécies plantadas.

"Começamos nosso estudo prospectando as propriedades bioativas das frutas, pois sabíamos que elas poderiam ter boa quantidade de antioxidantes, assim como são as chamadas 'berries' americanas, como o mirtilo, a amora e o próprio morango, muito conhecidas pela ciência. Mas nossas frutas nativas se mostraram ainda melhores", disse Alencar.

De acordo com o estudo, as espécies do gênero Eugenia têm um vasto potencial econômico e farmacológico evidenciado não só pelo número de publicações científicas, mas também pela exploração comercial de suas frutas comestíveis, madeira, óleos essenciais e uso como plantas ornamentais.

Elas são exemplos de alimentos funcionais, que, além das vitaminas e valores nutricionais, têm propriedades bioativas como o combate aos radicais livres – átomos instáveis e altamente reativos no organismo que se ligam a outros átomos, provocando danos como envelhecimento celular ou doenças.

"O organismo tem naturalmente antirradicais livres, que neutralizam e eliminam os radicais livres do corpo, sem causar dano. Porém, fatores como idade, estresse e alimentação podem promover um desequilíbrio nessa neutralização natural. Nesses casos, é preciso contar com elementos exógenos, ingerindo alimentos que tenham agentes antioxidantes como os flavonoides, as antocianinas do araçá-piranga e das outras frutas do gênero Eugenia", disse Pedro Rosalen, da Faculdade de Odontologia da Unicamp em Piracicaba.

O pesquisador ressalta que há cerca de 400 espécies pertencentes ao gênero Eugenia distribuídas pelo Brasil, incluindo várias espécies endêmicas. "Temos uma imensidão de frutas nativas com compostos bioativos que trariam benefícios para a saúde da população. É preciso estudá-las", disse.

Alencar é um dos pesquisadores do projeto "Bioprospecção de novas moléculas anti-inflamatórias de produtos naturais nativos brasileiros", coordenado pelo professor Rosalen, também autor do artigo publicado na PLOS ONE.

Campeão contra inflamação

As frutas estudadas no projeto com elevada atividade antioxidante para serem usadas em indústrias de alimentos e farmacêuticas também tiveram pesquisadas as capacidades anti-inflamatórias. A grande estrela foi a araçá-piranga, como demonstraram em artigo publicado no Journal of Functional Foods.

"A araçá-piranga, espécie ameaçada de extinção, teve a melhor atividade anti-inflamatória em comparação com a de outras frutas do gênero Eugenia", disse Rosalen. "O mecanismo de ação também é muito interessante, pois ocorre de forma espontânea e logo no começo da inflamação, impedindo uma via específica do processo inflamatório. Ela age também no endotélio dos vasos sanguíneos, evitando que os leucócitos transmigrem para o tecido agredido, reduzindo a exacerbação do processo inflamatório"

Rosalen destaca que os antioxidantes não têm como função única combater o envelhecimento ou a morte celular, mas a prevenção de doenças mediadas por processo inflamatório crônico. "A ação oxidante dos radicais livres também significa o surgimento de doenças inflamatórias dependentes, como diabetes, câncer, artrite, obesidade, doença de Alzheimer", disse.

"Não percebemos muitas dessas lesões provocadas pelos radicais livres. São as inflamações silenciosas. Por isso, é importante a ação de sustâncias antioxidantes, que podem neutralizar os radicais livres", disse Rosalen.

As pesquisas colaborativas, apoiadas pela FAPESP e pela Universidad de La Frontera, também permitiram ampliar o conhecimento sobre espécies nativas do Chile. Em um dos estudos, os autores demonstraram a atividade antioxidante e vasodilatadora da murtilla (Ugni molinae), uma fruta nativa do país.

No estudo publicado na Oxidative Medicine and Cellular Longevity, os pesquisadores destacam que o uso de preparações alimentares obtidas a partir de frutas e folhas da murtilla pode ter efeitos benéficos na prevenção e, possivelmente, no tratamento de sintomas de doenças cardiovasculares.

Alencar destaca que conhecer melhor as propriedades pode se mostrar uma boa alternativa para estimular a produção das frutas nativas.

"Antes do projeto com a Universidad de La Frontera, eu e o professor Pedro Rosalen já estudávamos as frutas nativas, pois acreditamos que elas podem revelar ótimas soluções alimentares para a sociedade", disse.

O artigo Antioxidant and Anti-Inflammatory Activities of Unexplored Brazilian Native Fruits, de Juliana Infante, Pedro Luiz Rosalen, Josy Goldoni Lazarini, Marcelo Franchin e Severino Matias de Alencar (https://doi.org/10.1371/journal.pone.0152974), pode ser lido em http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0152974.

Por: Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP

Venham participar e se capacitarem para um futuro melhor e mais consistente.



Teremos uma reunião na próxima sexta feira, dia 29 de setembro de 2017, às 20 horas (oito horas da noite), no local citado, para a decisão de horários e distribuição dos inscritos em turmas, nos respectivos horários.

Participem!

Paulistano avalia que transporte público piorou na cidade.


Essa é uma das principais conclusões da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20/9), em entrevista coletiva, pela Rede Nossa São Paulo, projeto Cidade dos Sonhos e Ibope Inteligência


Os resultados da Pesquisa de Mobilidade Urbana 2017, divulgados nesta quarta-feira (20/9) pela Rede Nossa São Paulo e projeto Cidade dos Sonhos, mostram que a maioria dos paulistanos está insatisfeita com a qualidade do transporte público e com outros pontos relacionados a sua locomoção.

As notas atribuídas pelos pesquisados para os diversos itens relacionados ao tema foram todas abaixo da média – que é de 5,5, em uma escala de 1 a 10 – e são as menores da série histórica do levantamento, iniciado há dez anos. Para o item "transporte público de uma maneira geral", que inclui ônibus e metrô, os paulistanos deram nota 3,8. Em 2016, o indicador registrou 5,1.

O item "controle da poluição do ar" recebeu uma das avaliações mais baixas: 2,8. No ano anterior a nota tinha ficado em 3,5. Além disso, a pesquisa revela que há uma percepção de piora no "tempo de espera pelos ônibus nos pontos ou terminais" e no "tempo de duração da viagem".

A Pesquisa de Mobilidade Urbana de 2017 foi promovida pela Rede Nossa Paulo e o projeto Cidade dos Sonhos, em parceria com o Ibope Inteligência.

O levantamento foi realizado entre os dias 27 de agosto e 11 de setembro com 1.603 moradores da cidade de São Paulo com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

"A maioria [dos paulistanos] avalia negativamente todos os aspectos relacionados aos ônibus municipais", explicou Marcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência, ao apresentar os dados da pesquisa na entrevista coletiva. Segundo ela, é possível perceber, em qualquer levantamento realizado atualmente, que a população está mais crítica e cobrando mais resultados do poder público.

Confira aqui a apresentação da Pesquisa de Mobilidade Urbana 2017

Tabelas da pesquisa completa

Para o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, os resultados do levantamento são um alerta. "Sabemos que é muito difícil resolver o problema de uma cidade de uma hora para outra, mas o que gente percebe na pesquisa é que há uma descontinuidade do que vinha ocorrendo nos últimos anos."

Em sua avaliação, há um desejo expresso pelos paulistanos de que é preciso melhorar o transporte coletivo.

Abrahão destaca o fato de 52% dos entrevistados afirmarem que, em função do preço da passagem, deixam de visitar amigos e familiares e de ir a parques, cinemas e outras atividades de lazer. "O direito de ir e vir é um direito previsto na Constituição, e percebemos que há alguns impedimentos para que isso se concretize."

Ele também chama a atenção para outro dado do levantamento: 61% dos paulistanos desaprovam a concessão do Bilhete Único à iniciativa privada; 31% aprovam; e 9% não souberam ou não responderam.

"Estamos num debate na cidade sobre a privatização de diversos equipamentos e serviços. Aqui [na pesquisa] há uma sinalização sobre um deles: o bilhete único", ponderou o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, lembrando dos projetos da Prefeitura, de concessões e privatizações, que estão em debate na Câmara Municipal.

Na opinião de Flavio Siqueira, representante do projeto Cidade dos Sonhos, os resultados mostram que, para a maioria dos paulistanos, o serviço do transporte público é ruim e caro. "É inaceitável que as pessoas deixem de realizar alguma atividade em função ao preço da passagem", argumentou.

Ele relacionou um dos resultados do levantamento – 59% dos pesquisados declararam haver problemas de saúde em seu domicílio relacionados com a poluição do ar na cidade – com o projeto de lei que muda a matriz energética da frota de ônibus do município, em discussão no Legislativo Paulistano, e o edital de licitação dos ônibus a ser lançado pela Prefeitura de São Paulo.

"Essa é uma oportunidade para a população discutir a qualidade do transporte e, para isso, é preciso que haja possibilidade de participação da sociedade", defendeu Siqueira.


Por Airton Goes, da Rede Nossa São Paulo

Semana Nacional do Trânsito: conscientização sobre segurança viária e mobilidade urbana.

Moça levando copo com bebida à boca, usando celular, enquanto dirige automóvel: risco de acidente.


O Governo do Estado de São Paulo participa, de 18 a 25 de setembro, da Semana Nacional do Trânsito. O objetivo é incentivar práticas seguras em ruas e estradas de São Paulo. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo participa da ação junto com outros órgãos do Governo e municípios parceiros do Movimento Paulista de Trânsito.
 
As mais de mil ações que acontecerão na Semana, distribuídas pelo Estado de São Paulo, visam conscientizar a população sobre a importância de evitar comportamentos de risco no trânsito, como dirigir alcoolizado, não usar o cinto de segurança e exceder os limites de velocidade, por exemplo. Segundo dados do Infosiga SP, ferramenta para auxiliar na elaboração de políticas públicas relacionadas à segurança no trânsito, 94% dos acidentes fatais são causados por negligência de condutores ou pedestres.
 
Metade das pessoas atendidas na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, que sofreram acidentes de trânsito no ano passado, ficaram paraplégicas ou tetraplégicas, e quase 30% tiveram um membro amputado. Os números foram divulgados pela instituição, que participou, em maio deste ano, da 4ª Semana Global da Segurança Viária, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Desde agosto de 2015, com o lançamento do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito – Vida dê Preferência, o Governo vem implantando ações para chamar atenção para a questão de acidentes de trânsito. A Secretaria participa da iniciativa que tem como uma das frentes de trabalho a promoção de ações de conscientização para prevenir deficiências. De acordo com dados do Infosiga, só no mês de julho de 2017 foram mais de 15 mil acidentes de trânsito com vítimas.
 
"A Semana Nacional do Trânsito é mais uma oportunidade de reforçarmos a mensagem de que cada um é responsável pela segurança, adotando práticas seguras e protegendo os elementos mais frágeis, como pedestres e ciclistas", diz Maxwell Vieira, presidente do Detran.SP.
 
Um elemento cada vez mais presente no trânsito e que pode causar acidentes graves é a distração causada pelo celular. Segundo Silvia Lisboa, coordenadora do Movimento Paulista de Trânsito, os riscos causados pelo aparelho estão presentes em boa parte das ações promovidas pelos 67 municípios parceiros do programa, que já beneficiam 71% da população.
 
 
Atrações na capital
 
Na capital paulista, diversas atrações no Parque Villa Lobos promoverão a segurança viária para adultos e crianças. Realizado em parceria com Detran.SP e Polícia Militar, o evento teve início neste domingo, 17, e segue até o dia 24, e visa incentivar a população a fazer sua parte por um trânsito melhor.
 
Durante a semana, o Clube do Bem-Te-Vi promoverá oficinas com crianças da rede estadual de ensino. A previsão é que cerca de 800 alunos participem das atividades, que incluem um teatro de fantoches e uma turma formada por pessoas com deficiência auditiva.

Também será feita uma ação educativa na fiscalização do uso do álcool. Policiais militares distribuirão etilômetros (bafômetros) descartáveis em bares e restaurantes para que os condutores verifiquem se têm condições de assumir a direção do veículo. Na semana, a fiscalização será ainda mais intensificada.
 
Sobre o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito
 
Programa do Governo do Estado de São Paulo, tem como principal objetivo reduzir pela metade os óbitos no trânsito no Estado até 2020. Inspirado na "Década de Ação pela Segurança no Trânsito", estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2011 a 2020, o comitê gestor do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito é coordenado pela Secretaria de Governo e composto por mais nove secretarias de Estado: Casa Civil, Segurança Pública, Logística e Transportes, Saúde, Direitos da Pessoa com Deficiência, Educação, Transportes Metropolitanos, Planejamento e Gestão, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação.  As secretarias são responsáveis por construir um conjunto de políticas públicas para redução de vítimas de acidentes de trânsito no Estado.

Dia do Educador Social (Para todo mundo saber).

Educador Paulo Freire - Arquivo


Câmara aprova criação do Dia do Educador Social.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, em caráter conclusivo, proposta que cria o Dia do Educador Social, a ser comemorado em 19 de setembro, data do nascimento de Paulo Freire. O texto aprovado segue para análise do Senado.

Relator na Comissão, o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) defendeu a aprovação da nova data, prevista no Projeto de Lei 2989/08, do ex-deputado Chico Lopes.

"A proposição respeita os dispositivos constitucionais de cunho material, estando em inteira conformidade com o ordenamento jurídico em vigor no País, bem como com os princípios gerais de Direito", observou o relator.

Nascido em Recife, Freire morreu em 1997, aos 76 anos. O educador e filósofo influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-2989/2008



Vai ser na Praça João Tadeu Priolli (Praça do Campo Limpo)

Rua Haroldo de Azevedo, s/nº - Jd. Bom Refúgio, São Paulo/SP.

Local da exposição: Tenda das Editoras.

Das 09:30 até as 21:00 horas.

No lado "Sul" da metrópole.

Ação Social Comunidade N.Sra.Aparecida.



Teremos também:

  • Corte de cabelo;
  • Presença da Saúde fazendo ações;
  • Danças típicas, principalmente nordestinas;
  • Apresentação de capoeira;
  • Palestras para famílias com familiares com dependência química;
  • Representantes do programa recomeço família;
  • Representantes do programa amor exigente;
  • Orientações através de advogados trabalhistas;
                                   ... e, muitas outras atrações e serviços sociais.



Data:
Dia 30 de setembro de 2017

Horário:
das 10 as 15 horas.

Local:
Rua Cinturão Verde, Centro Educacional N.Sra.Aparecida

Bairro:
Vila N.Sra.Aparecida (Santa Inês)

Compareçam e divulguem!

Apoio:
   

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09 e 23 Setembro

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Reiki é uma terapia que trabalha a nível emocional, mental e espiritual e pode mudar muita coisa na sua vida, aqui estão exemplos práticos dessas mudanças:

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Reiki limpa e clarifica o seu campo energético.

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Reiki consegue aumentar o nivel e a qualidade do sangue que circula no nosso organismo, conseguindo mesmo fazer parar pequenas hemorragias.

*Reiki*consegue "limpar" os nossos órgãos como o fígado, rins, as artérias e outros.

Reiki é seguro no tratamento de doenças crónicas e agudas, doenças relacionadas com stress e desordens, como nos casos de sinusite, rinite, menopausa, cistite, asma, fadiga crónica, artrite, ciática, insónia, depressão, apenas para mencionar algumas delas.

Reiki acelera o processo de recuperação em caso de cirurgia ou doença de longo termo. Reiki tem ainda a capacidade de reduzido os efeitos secundários e ajustar a ajuda aos tratamentos tradicionais do paciente. Por exemplo um paciente sujeito a quimioterapia que receba Reiki durante o mesmo processo nota uma redução significativa dos efeitos secundários do tratamento.

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Reiki é para todos, ele cura adultos, idosos, crianças e bebes, os seus animais, as suas plantas e até mesmo o Planeta Terra, se assim o desejar, tudo está dentro do pensamento e amor que emite na prática do mesmo.

Reiki é energia positiva, nunca pode causar qualquer mal a nada e nem a ninguém. A Energia do Reiki é amor no estado puro, todo o Terapeuta ao aplicar Reiki a si ou ao próximo deverá estar num estado de Amor Incondicional e perfeita União com Deus e o Universo!

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O silêncio.


    Onde quer que vc esteja, seja a alma deste lugar...
    Discutir não alimenta.   
    Reclamar não resolve.   
    Revolta não auxilia.
    Desespero não ilumina.
    Tristeza não leva a nada.
    Lágrima não substitui suor.
    Irritação intoxica.
    Deserção agrava.
    Calúnia responde sempre com o pior.

     Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.

    Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o concurso sábio do Tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós...

    Pessoas feridas ferem pessoas.
    Pessoas curadas curam pessoas.
    Pessoas amadas amam pessoas.
    Pessoas transformadas transformam pessoas.
    Pessoas chatas chateiam pessoas.
    Pessoas amarguradas amarguram pessoas.
    Pessoas santificadas santificam pessoas.
     

Quem eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.
       Acorde…
Se cubra de Gratidão, se encha de Amor e recomece…

      O que for bênção pra sua vida,  Deus te entregará, e o que não for, ele te
livrará!

       Um dia bonito nem sempre é um dia de sol…
        Mas com certeza é um dia de Paz.

FNDE oferece curso sobre alimentação escolar.


Imagem; ilustração

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao MEC, abriu vagas para o curso do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que terá carga horária de 60 horas e será realizado pela modalidade a distância. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 20 de setembro. As aulas vão de 1º a 31 de outubro.

Com objetivo de construir conhecimento teórico e prático em operacionalização, controle social e acompanhamento do Pnae, o curso é voltado para nutricionistas, conselheiros, merendeiras, gestores em educação, secretários de educação, professores, técnicos em prestação de contas e demais profissionais que atuam na alimentação escolar.

O curso é voltado para nutricionistas, conselheiros, merendeiras, gestores em educação, secretários de educação, professores, técnicos em prestação de contas e demais profissionais que atuam na alimentação escolar. Saiba mais: https://goo.gl/Wnb2Yk

Acesse a ficha de inscrição: https://goo.gl/qM2mwC

Assista:




Qualidade da água de reservatórios é monitorada por satélite.


Pesquisadores da Unesp aprimoram modelo semianalítico voltado a estimar a transparência da água de ambientes marinhos e costeiros a fim de possibilitar que também possa ser utilizado em ambientes de águas interiores ( figura: Mapas de profundidade do disco de Secchi)

Pesquisadores do Departamento de Cartografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente, aprimoraram um modelo óptico que estima a transparência da água de ambientes marinhos e costeiros para possibilitar seu uso no monitoramento remoto da qualidade da água de reservatórios, por meio de imagens de satélites.

Os resultados do estudo, realizado com apoio da FAPESP, foram publicados na revista Remote Sensing of Environment.

"A ideia do projeto é auxiliar as instituições que monitoram a qualidade de águas interiores a reduzir a necessidade de enviar equipes para realizar o trabalho de coleta em campo, que é moroso e custoso", disse Thanan Rodrigues, pesquisadora do grupo de Sensoriamento Remoto e Tecnologia da Informação Espacial para o Monitoramento Ambiental (Sertie) da Unesp e uma das autoras do estudo, à Agência FAPESP.

Os pesquisadores utilizaram um modelo semianalítico, desenvolvido por pesquisadores americanos e chineses, para estimar a transparência da água de um sistema aquático. A estimativa é feita pela medida de profundidade do disco de Secchi. Trata-se de um equipamento metálico, com aproximadamente 30 centímetros de diâmetro e com dois quadrantes alternados em cores preta e branca, que, atado a um cabo graduado e imerso aos poucos na água, mede a transparência do sistema aquático.

A profundidade máxima na qual o disco pode ser visualizado a olho nu é o indicador da transparência da água ou da visibilidade vertical do sistema aquático.

"Quanto maior a profundidade que o disco de Secchi atinge – enquanto continua sendo enxergado a olho nu –, maior a claridade daquele sistema, o que permite inferir a qualidade da água onde o instrumento foi lançado", explicou Rodrigues.

"Isso sugere que a água do ambiente aquático avaliado tem menor concentração de partículas e de material dissolvido, que atenuam a penetração da luz em sistemas aquáticos", afirmou.

O modelo desenvolvido pelos cientistas americanos e chineses relaciona essas características do sistema aquático, coletadas de amostras de água em campo, com as propriedades ópticas do sistema. Ao ser aplicado sobre imagens de satélite, cada pixel passa a representar um valor de profundidade do disco de Secchi de cada seção do sistema aquático retratado.

O método, contudo, foi originalmente validado com dados de águas de ambientes oceânicos e costeiros, com pouca representatividade de águas interiores, que apresentam características limnológicas, como concentração de clorofila, de totais sólidos suspensos e carbono orgânico dissolvido, diferentes dos ambientes de águas interiores.

"Por mais que o modelo semianalítico apresentado na pesquisa seja baseado em algumas características matemáticas, ele não consegue representar as propriedades limnológicas e bio-ópticas das águas interiores de forma acurada", afirmou Rodrigues.

Modelo adaptado

A fim de avaliar as limitações e o potencial do modelo desenvolvido pelos cientistas americanos e chineses para estimar a transparência da água de ambientes interiores, os pesquisadores da Unesp utilizaram-no para estudar o reservatório de Nova Avanhandava, situado no município paulista de Buritama, às margens do rio Tietê.

Para isso, inicialmente eles realizaram coletas de medidas de profundidade do disco de Secchi em campo, assim como medidas radiométricas por meio de espectroradiômetro – instrumento que permite medir a intensidade da luz incidente na coluna de água – com o intuito de estimar a componente óptica que seria adicionada ao modelo como dado de entrada. Por fim, a acurácia do modelo foi validada com dados coletados no campo.

Posteriormente, eles aplicaram o modelo sobre imagens obtidas pelo sensor Operational Land Imager (OLI), acoplado ao satélite Landsat-8 – o oitavo da série de satélites do Programa Landsat, da Nasa, e o sétimo a alcançar com sucesso a órbita terrestre.

As análises indicaram que um algoritmo utilizado pelo modelo semianalítico, aplicado às águas oceânicas e costeiras para calcular o coeficiente de absorção e de espalhamento da luz na água, impedia que fosse estimada com precisão a transparência da água do reservatório.

Com base nesses novos resultados, eles modificaram o algoritmo e constataram que, dessa forma, o modelo estimou com maior acurácia a profundidade de disco de Secchi das águas do reservatório.

"Conseguimos aplicar o modelo nas imagens obtidas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8 e gerar um produto final, que são imagens do reservatório com as estimativas da profundidade do disco de Secchi", disse Rodrigues.

Elton Alisson | Agência FAPESP

O artigo "Retrieval of Secchi disk depth from a reservoir using a semi-analytical scheme" (doi: 1016/j.rse.2017.06.018), de Rodrigues e outros, pode ser lido por assinantes da revista Remote Sensing of Environment em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0034425717302778.

Saiba como é uma mina de bitcoin por dentro.

Foto: Divulgação


O repórter da BBC Danny Vincent visitou recentemente uma mina de Bitcons na China para saber como funciona a operação do negócio. A mina em questão, segundo Vincent, consegue gerar uma receita superior a US$ 8 milhões por ano.

Além de conversar com o dono da mina, Chandler Guo, o repórter também gravou um vídeo em 360 graus que mostra o interior do local. O vídeo pode ser visto abaixo, e usando o mouse é possível girar a câmera para explorar todo o interior da mina:



Como é possível ver no vídeo, o local possui centenas de computadores organizados em prateleiras. Os computadores são utilizados pela rede mundial de bitcoin para processar transações criptografadas, e esse funcionamento gera receita - em bitcoins - para a própria mina.

Embora saiba-se que a mina se encontra na China, uma das solicitações de Guo foi que seu local exato não fosse revelado. Isso porque o dinheiro gerado pelo negócio não passa pelo controle do governo chinês. A BBC pode informar, no entanto, que ela se encontra numa cidade pequena num ponto de altitude tão elevada que é necessário que os visitante levem seus próprios tanques de oxigênio.

Para manter a estrutura em funcionamento, a mina também possui dormitórios para uma equipe que trabalha e mora lá. Segundo o repórter da BBC, a equipe é majoritariamente formada por homens na casa dos 20 anos de idade. Cada dormitório é ocupado por seis funcionários, que mantém a mina funcionando 24 horas por dia, todos os dias, revezando-se em turnos.

Guo é dono também de outra mina igual a essa, e está construindo uma terceira que, segundo ele, será responsável por mais de 30% da geração mundial de bitcoins. Ele também pretende desenvolver um aplicativo que permitirá que a mineração de bitcoins seja feita a partir de smartphones ou tablets.



GUSTAVO SUMARES

Consulta Pública - Conselho das Cidades

Os Conselhos de Políticas Públicas são espaços formais vinculados ao poder executivo e tem por finalidade permitir a participação da sociedade  na formulação, acompanhamento e monitoramento de políticas públicas.
Atualmente o Conselho das Cidades – ConCidades é um órgão colegiado, constituído por representantes do poder público e da sociedade civil. O ConCidades tem por finalidade formular, estudar e propor diretrizes para o desenvolvimento urbano e metropolitano, incluindo a integração das políticas de planejamento, ordenamento territorial e gestão do solo urbano, de habitação, saneamento ambiental, mobilidade urbana, em consonância com a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade).

O ConCidades promove o debate em torno da política urbana de forma continuada entre os segmentos que o compõem, tais como: setor empresarial; movimentos sociais; organizações não governamentais (ONGs); entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa; entidades sindicais; e órgãos governamentais. Ele se apresenta, portanto, como espaço de diálogo e entendimento entre diferentes atores sociais que participam dos processos de tomada de decisão em torno das políticas executadas pelo Ministério das Cidades.

De forma permanente, o ConCidades acompanha e avalia a execução da política urbana nacional, e propõe diretrizes para as políticas de saneamento ambiental, de habitação, de parcelamento da terra, de trânsito e mobilidade urbana. Sua atuação visa fortalecer a pauta federativa, apoiando o planejamento de desenvolvimento institucional e modernização das estruturas administrativas. Mais informações sobre o Conselho das Cidades podem ser obtidas em http://www.cidades.gov.br/conselho-das-cidades.

Após treze anos da sua criação, considerando as contribuições do ConCidades na construção das políticas urbanas do país, o Ministério das Cidades entende ser necessário o aperfeiçoamento de suas atribuições, estrutura e funcionamento, de forma a torná-lo mais efetivo, transparente e com capacidade de ampliar a participação das partes interessadas.
Esta Consulta Pública busca colher sugestões da sociedade para que o colegiado consolide seu papel relevante no processo de desenvolvimento urbano do país.

Dúvidas? Mais informações? Entre em contato conosco:
E-mail: conselho@cidades.gov.br   -  Telefone: 61 – 2108-1693

A verdade em conta-gotas


Dilma Rousseff, afastada pelo "conjunto da obra". Mas qual conjunto?

Há exatamente um ano, o Senado aprovava o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República. Naquele 31 de agosto, não importavam mais os argumentos usados para justificar a abertura, meses antes, do processo de impeachment pelo então presidente da Câmara dos Deputados, o hoje detento Eduardo Cunha.

Diante da dificuldade em provar o crime de responsabilidade nas chamadas "pedaladas fiscais", o adiamento do repasse de créditos a bancos públicos, a petista acabou defenestrada, segundo seus algozes, pelo "conjunto da obra": a corrupção na Petrobras, que ela tentou combater, a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, obstrução da Justiça, a crise econômica e a alta do desemprego... Além, é claro, por "defender o aborto" e ser uma ameaça a "Deus e à família".


Passados 365 dias da catarse política, quando se tornou irreversível o golpe parlamentar, a verdade sobre certas acusações contra Dilma repetidas à exaustão começam a aparecer. Confira algumas:


Dilma inocentada (mais uma vez) no caso de Pasadena

Auditores do Tribunal de Contas da União voltaram a isentar a ex-presidenta de qualquer "ato de gestão irregular" na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, realizada em 2006.

Um parecer de 2014 do mesmo tribunal havia inocentado a petista, mas, em suas delações premiadas, Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal, e o ex-senador Delcídio do Amaral afirmaram que ela teria chancelado a transação. As declarações não se sustentaram em provas. O TCU manteve, porém, as condenações de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, e do próprio Cerveró, instados a ressarcir 79 milhões de dólares aos cofres públicos.

No novo parecer, os auditores atestam: "O Conselho de Administração (NR: do qual Dilma fazia parte à época) não deliberou, no mérito, sobre a aquisição dos 50% remanescentes de Pasadena. Assim sendo, não há que se falar em responsabilização de seus membros".

Não houve obstrução da Justiça, aponta laudo da Polícia Federal

Também com base na delação de Delcídio do Amaral, a PF investigou se a indicação de Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça teria o objetivo de estancar a Lava Jato. Os investigadores concluíram que a nomeação não visava atrapalhar as investigações, como garantira Amaral, e sugeriram ao ministro Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal, o arquivamento do inquérito.

O Ministério Público desarquiva o caso que inocentou Dilma nas "pedaladas"

O procurador Ivan Marx havia solicitado em 2016 o arquivamento das denúncias do processo que analisava diversas operações consideradas ilegais: os pagamentos à Caixa Econômica referentes ao programa Bolsa Família, o repasse dos royalties do petróleo, os desembolsos do Plano Safra, direcionado aos agricultores, entre outros.

No caso da CEF, Marx alegou não ter identificado uma operação de crédito, proibida por lei. Havia uma conta corrente entre o Ministério do Desenvolvimento Social e o banco. Quando o saldo era positivo, o ministério recebia. Se negativo, pagava juros à Caixa. Na maior parte do tempo, o MDS recebeu mais juros do que pagou.

No Plano Safra, o procurador constatou que a prática remetia a 1994, igualmente não se configurava uma operação de crédito e não causara dolo ao Erário.

Apesar da sustentação de Marx, a juíza do caso acatou apenas parcialmente o pedido de arquivamento. O procurador entrou com embargos de declaração, utilizados quando uma das partes enxerga conflitos de interpretação ou omissões em uma sentença.

Por causa dos embargos, o caso foi encaminhado para a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. Depois de um longo período na gaveta, a Câmara decidiu subitamente desarquivar a ação.

O colegiado considerou não ter havido omissão da juíza e redistribuiu o processo para outro procurador, ainda a ser indicado. A movimentação coincide com um questionamento de Marx à recente delação dos executivo da JBS (crimes contra o BNDES teriam sido omitidos).

Uma perícia do Senado do ano passado também havia inocentado Dilma.


Contas no exterior de Lula e Dilma supostamente mantidas pela JBS são "incomprováveis"

O desarquivamento do inquérito das "pedaladas" e sua redistribuição talvez tenha relação com outra decisão do procurador Ivan Marx. Designado para apurar se Lula e Dilma teriam recebido 150 milhões de dólares em propina no exterior, o representante do Ministério Público afirmou ser impossível provar a versão do empresário Joesley Batista. "A versão dele é incomprovável", disse. "Pedimos documentos para comprovar e não veio nada".

Marx acrescentou, ao citar incongruências do depoimento de Batista: "Ele diz que as contas teriam recursos em favor dos ex-presidentes, mas elas estavam no nome do próprio Joesley. Era ele quem operava". Além disso, acrescentou, o dinheiro, supostamente destinado a doações eleitorais, era remetido ao exterior, mas não voltava ao Brasil para alimentar as contribuições de campanha da JBS.

Desemprego nas alturas

Embora tenha caído levemente em relação ao último trimestre móvel deste ano, a taxa de desemprego está 1,2 ponto percentual acima daquela registrada entre maio e julho de 2016. O Brasil possui neste momento 13,3 milhões de desocupados. Ainda segundo o IBGE, em 20% dos lares, nenhum dos integrantes possuía emprego no segundo trimestre deste ano.

Por: CartaCapital

CRONOGRAMA DE INSCRIÇÃO DE NOVOS BOLSISTAS.



Orientamos que os candidatos a bolsas de estudo deverão ter conhecimento prévio do Regulamento do Projeto disponível no site http://escoladafamilia.fde.sp.gov.br/default.asp.


Clique aqui para se inscrever.



Moradores do Jardim Lapenna transformam áreas vazias em praças.


Foto principal: Danielle Lobato

A forte e persistente chuva do último final de semana (19 e 20 de agosto) não impediu que os moradores do Jardim Lapenna, no extremo leste da capital, fizessem um mutirão para revitalizar duas áreas vazias em praças. As primeiras do bairro. A iniciativa é parte da construção do Plano de Bairro Participativo, instrumento previsto no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo.

O projeto, que recebeu o nome de 'Praça dos Sonhos', foi planejado durante as reuniões do Fórum de Moradores do Jardim Lapenna. Jovens e idosos "arregaçaram as mangas" e fizeram a limpeza das praças, plantaram mudas, colocaram bloquetes (blocos ideais para calçadas), pintaram bancos e construíram equipamentos para ginástica.

A responsabilidade de registrar em forma de arte os desejos dos habitantes para o local ficou nas mãos de Daniel dos Santos, 14, que não largava o papel. "Basicamente, quase ninguém sabe que eu desenho. Estou muito feliz de fazer isso publicamente no meu bairro e para ele". Já a construção da gangorra e do balanço ficou com Cícero da Silva, 51, que trabalha como luthier. "Eu acho que se fosse a prefeitura que tivesse feito essa ação não haveria tanto valor", afirma Ferreira.

Em uma região com 12 mil habitantes, as praças revitalizadas servirão como espaço de lazer para crianças e idosos. Serão também ambientes de convivência que deverão ser utilizados pela Unidade Básica de Saúde Jardim Lapenna. De acordo com a Fundação Tide Setúbal, parceira da comunidade na iniciativa junto com o Hospital Sabará, o bairro possui menos de 1 m² de área de lazer por morador. Esse índice é bem abaixo do recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que indica 12 m²/ habitante na área urbana.

Viagem Fantástica


UMA DAS NOVAS PRAÇAS É AO LADO DA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR PEDRO MOREIRA MATOS (CRÉDITO: DIVULGAÇÃO)

Sob a liderança do arquiteto e urbanista Edgar Gouveia Júnior, 52, cerca de 100 voluntários do Hospital Sabará ajudaram na mobilização. Eles participaram de um projeto chamado 'Viagem Fantástica', que recebeu esse nome por não informar aos participantes, aonde eles iriam e o que fariam nesses dois dias. "Eles vieram para ajudar os moradores a fazer algo espetacular, mesmo sem saber, e amaram a experiência", diz Junior, que também ficou responsável por fazer um esboço de como ficaria a área.

Antes de iniciar as atividades nas praças, os moradores foram responsáveis por mostrar aos voluntários por meio de formação não só as dificuldades, mas também as riquezas do bairro.

Para a moradora, Vânia Linhares, 37, que comandou um dos grupos, a ação vai além de uma reforma nas praças, pois ela traz união à comunidade. "Além disso, mostra aos de fora que, em um bairro do extremo leste, também há talentos e pessoas empenhadas em fazer o bem", diz a agente de saúde e mãe de dois filhos, ambos envolvidos na ação.

 

Por: Danielle Lobato

Conselheiros questionam a redução dos conselhos participativos.


Imagem: Ilustração (Participação Social)


"Acho que diminuindo a quantidade de conselheiros vai acabar com os conselhos", afirma a educadora social Flávia das Dores Boutim, 52, sobre o decreto divulgado pela Prefeitura de São Paulo na semana passada, que reduzirá pela metade o número de representantes do Conselho Participativo Municipal.

Moradora e conselheira de Ermelino Matarazzo, no extremo leste da capital, Flávia é uma entre os mais de 1000 conselheiros eleitos em 2015 – o segundo ano biênio das eleições do órgão, que atua de maneira independente e foi criado em 2013 pelo então prefeito Fernando Haddad (PT). Após as eleições agendadas para dezembro deste ano, a quantidade de conselheiros vai passar a ser apenas 560 – um corte de mais de 50%.

Para Flávia, essa redução é uma maneira de enfraquecimento do conselho nesta gestão. "Temos um quadro grande de conselheiros. Se metade desistir por algum motivo pessoal, ficará ainda metade", diz a estudante de serviço social.

Ela sugere que o trabalho, já realizado voluntariamente, seja valorizado e propõe uma nova forma de estrutura. "Devíamos ter dois representantes por bairro para, assim, fortalecer cada região. Só o morador local sabe o que é prioridade para ele. Se houver desistências, assim mesmo teremos participantes suficientes para manter os conselhos", acredita.

O alemão Werner Regenthal, 65, morador do Butantã (zona sul) há mais de 30 anos, também é contrário às mudanças. De acordo com ele, o órgão é fundamental não apenas como agente fiscalizador, como também para ajudar a construir políticas públicas e metas.

"Eles [a Prefeitura] questionam o esvaziamento dos conselhos. Mas se esquecem que o grande culpado são eles mesmos. O poder público não dá retorno às demandas, apesar de existir a lei de transparência", reclama Regenthal, que ocupa uma cadeira destinada aos imigrantes. "Não vão extinguir os conselheiros, mas vão secar", salienta.

Renato Astray, também conselheiro do Butantã, também admite que a redução vai enfraquecer o órgão e causar impactos na representatividade de cada região, que são distintas entre si.

"A diminuição do número de conselheiros, com o mínimo de cinco, tanto para um distrito de 30.000 quando para um de 150 mil, vai gerar um desequilíbrio em todo o processo de representatividade. Raposo Tavares vai ter cinco e o Morumbi também. Quantas pessoas moram em Raposo? Qual o tamanho dos problemas das pessoas que vivem lá em comparação com os do Morumbi? Desculpa, não está certo", lamentou o especialista em biotecnologia.

"Ter mais conselheiros é importante por uma questão de representatividade. A qualidade tem a ver com as condições que a gente tem pra trabalhar, com as devolutivas que dão", destaca o farmacêutico.

A opinião de Astray foi debatida em contraposição à Celso Henriques, coordenador geral da Secretaria Especial de Relações Internacionais, em visita feita ao conselho do Butantã no mês passado. Na ocasião, Henriques disse que "qualidade não era quantidade."


REUNIÃO DO CONSELHO PARTICIPATIVO MUNICIPAL DO BUTANTÃ NO DIA 20 DE JULHO, NA PREFEITURA REGIONAL DO BUTANTÃ (CRÉDITO: VAGNER DE ALENCAR)

Henriques, que é responsável pelo Conselho Participativo Municipal e ocupa o cargo desde o início do ano, anunciou a redução do número de conselheiros, a exigência da Lei de Ficha Limpa para as candidaturas e o aumento de um representante para cada distrito de 10.000 para 30.000 moradores – como mostrou em primeira mão o 32xSP.

A economista Deise Bonome, conselheira e moradora do Jardim Vitória Régia, na Vila Andrade (zona sul), tem uma opinião distinta do conselheiro do Butantã. "Eu achei muito bom, já que a maioria das pessoas não frequenta as reuniões. O que pode impactar as regiões menores é elas ficarem com número insuficiente de representantes. Digo isso pela minha região, o Campo Limpo, na qual os distritos de Campo Limpo e Capão Redondo têm um número expressivo de representantes e a Vila Andrade somente sete", assegura.

Ao 32xSP, Henriques rebateu as críticas de enfraquecimento do conselho e considera correta a redução no número de membros. "Eu disse que ninguém é obrigado a concordar com ninguém, mas precisa aprender a escutar e ouvir os demais", completou, dizendo ainda que a coordenação está de "diálogo aberto". 

Na tentativa de fortalecer o órgão, que atua de maneira independente, a Coordenação dos Conselhos Participativos está realizando conferências e oficinas em todas as regiões da cidade. O primeiro encontro aconteceu no último dia 17 na zona leste, na Prefeitura Regional de São Miguel, com a presença de todos os prefeitos locais.

"O objetivo é o estreitamento entre os conselheiros e para aproximá-los dos prefeitos locais, trazendo também a comunidade para participar e falar sobre as próximas eleições", afirma Henriques.

Já as oficinas de Governo Aberto estão orientando os representantes sobre como ter acesso à Lei de Informação. Confira aqui a data das próximas conferências nas regiões centro, oeste, sul, sudeste e norte.


por Vagner de Alencar

Vem aí a próxima grande atualização do Windows 10.


(Foto: reprodução)

O vazamento da Lenovo estava correto. A Microsoft confirmou que a próxima grande atualização do Windows 10 será lançada no dia 17 de outubro deste ano, como antecipou por acidente a empresa chinesa com o anúncio de seu computador 2-em-1 Miix, com a informação retirada do ar pouco tempo depois.

Chamado de Fall Creators Update, a atualização será o quarto grande pacote de novidades desde o lançamento do Windows 10 em 2015. O destaque, desta vez, ficará com a introdução do Windows Mixed Reality, que é uma nova plataforma de realidade mista (virtual e aumentada) que será base de visores já anunciado de marcas como Dell, HP, Lenovo e Asus.

A atualização também terá melhorias em questão de acessibilidade, com suporte ampliado a monitoramento do movimento dos olhos, o que torna muito mais fácil a digitação e navegação no computador para pessoas que não podem usar suas mãos para utilizar mouse e teclado.

Prevista inicialmente para setembro, a atualização também adota uma nova identidade visual, que passará a adotar aspecto de acrílico e outros materiais transparentes com o novo Fluent Design, bem como novas animações e efeitos. Além disso, o Windows tentará diminuir a distância entre computadores e celulares através dos serviços da Microsoft para Android e iOS.

No entanto, uma das funções mais aguardadas foi adiada para a próxima atualização, que deve sair no primeiro semestre de 2018. Trata-se da Linha do Tempo, que permitiria parar de mexer em um app no seu computador e continuar o trabalho no seu celular Android ou iOS e vice-versa.

RENATO SANTINO - OlharDigital

Por que é importante participar desse debate?




Audiência pública debaterá a participação social na cidade de São Paulo

Evento ocorrerá nesta sexta, dia 1/9, às 18h30, no auditório externo da Câmara Municipal. Entre os principais temas a serem discutidos estão as recentes medidas da Prefeitura em relação aos conselhos.

Qual o valor da participação da sociedade civil nos processos de decisão sobre a cidade e no acompanhamento das políticas e do orçamento municipal?
 
Essa questão será debatida em audiência pública sobre a participação social na cidade de São Paulo, a ser realizada no próximo dia 1 de setembro (sexta-feira), às 18h30, no auditório externo da Câmara Municipal. A iniciativa é da Comissão de Política Urbana do legislativo paulistano. 

O evento abordará o sistema de participação na capital paulista e o papel dos conselhos municipais, principalmente tendo vista as recentes medidas da atual gestão da Prefeitura, que extinguiu Conselho Municipal de Planejamento e Orçamento Participativos (CPOP), reduziu em mais de 50% o número de conselheiros participativos municipais e alterou a forma de escolha dos integrantes do Conselho do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de São Paulo (PMLLLB/SP).

Por que é importante participar desse debate?

No mês passado (agosto), o prefeito de São Paulo, João Doria, iniciou um processo de desmonte da participação social nos conselhos da cidade, começando pelo Conselho do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de São Paulo (PMLLLB/SP), seguindo com o Conselho Municipal de Planejamento e Orçamento Participativos (CPOP) e desembocando no Conselho Participativo Municipal (em suas 32 prefeituras regionais).

As medidas da atual gestão municipal nesses três conselhos representam retrocessos no envolvimento da população com a definição e o acompanhamento das políticas públicas. Com elas, os paulistanos perdem importantes espaços de participação no planejamento e execução de ações na cidade.

As iniciativas da Prefeitura vão na contramão daquilo que o próprio Programa de Governo do então candidato a prefeito preconizava, "buscar ativamente a participação da sociedade civil nos assuntos municipais".

Tais ações também contrariam o Relatório de Desenvolvimento Global (WDR, na sigla em inglês), do Banco Mundial. Lançado no início desse ano, o relatório revela que "o nível de participação popular nos processos de formulação e implementação [de políticas públicas] determina o maior ou menor grau de êxito [das ações dos governos]".

Some-se ainda o fato de que a Prefeitura precisará cumprir os cinco compromissos da iniciativa internacional multilateral Open Government Partnership (OGP) ainda neste ano. Um desses compromissos determina que a Prefeitura deve "aumentar o poder de intervenção dos Conselhos Participativos Municipais em suas respectivas Prefeituras Regionais".
 
Queremos participar nas decisões sobre os rumos da nossa cidade!

Compareça, divulgue e compartilhe!

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Facebook anuncia escola de programação no Brasil com 7.400 bolsas de estudo


Foto: reprodução  OlharDigital


O Facebook anunciou hoje a "Estação Hack", um centro de educação e inovação tecnológica voltado para jovens interessados em programação e empresas digitais. De acordo com a rede social, o espaço oferecerá bolsas a mais de 7.400 jovens brasileiros por ano nas áreas de programação, planejamento de carreiras e gestão de empresas.

Trata-se, segundo a empresa, de um projeto inédito do Facebook no mundo. Das bolsas oferecidas, 1.400 serão para workshops preparatórios para o mercado de trabalho, destinadas a alunos do ensino médio da rede pública. 2.200 delas serão para cursos de programação, 2.000 para marketing digital voltado a pequenos e médios negócios, 1.200 para workshops para empreendedores e 600 para um acampamento de inovação destinado a adolescentes.


A Estação Hack ficará localizada na Avenida Paulista, no número 1.374, em um espaço exclusivo dentro do coworking WeWork. Ela conterá três salas com 40 lugares cada, além de 52 estações de trabalho nas quais 10 empresas digitais com projetos de impacto social poderão trabalhar a cada semestre.

Cursos e empresas à parte, o espaço também sediará sessões dos programas de empreendedorismo e marketing digital do próprio Facebook, como o Impulsione Seu Negócio e o #ElaFazHistória. A ideia é levar esses programas para mais pessoas.

De acordo com Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, o objetivo do espaço é "ajudar a formar o jovem brasileiro para algumas das profissões do futuro, dentro de um ambiente de estímulo à inovação". A inauguração do espaço, segundo a empresa, acontecerá ainda em 2017 - mas sem uma data mais específica.

GUSTAVO SUMARES