Digital ***Rádio e Tv: Moradores da zona leste usam cada vez menos o carro para se deslocar, aponta pesquisa.
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Moradores da zona leste usam cada vez menos o carro para se deslocar, aponta pesquisa.



Foto: Pedro Mendonça


MOBILIDADE URBANA
Cerca de 15% de quem vive na zona leste de São Paulo utiliza um carro para se deslocar diariamente. Esse índice é três pontos percentuais menor que em 2015. Entre aqueles que utilizam de vez em quando, houve um aumento de um ponto percentual. É o que aponta a "Pesquisa sobre Mobilidade Urbana em SP", apresentada nesta segunda-feira (19).

O tempo de deslocamento entre a residência e o local de trabalho ou estudos também diminuiu para quem mora na região. A maioria dos entrevistados (21%) leva atualmente entre 1h30 e 2h no trajeto, seja de carro ou em transporte público. No ano passado, o tempo do percurso era entre 2h e 3h. Apesar dessa melhora na zona leste, o tempo de deslocamento em toda a cidade passou de 1h44, em 2015, para 2h01, em 2016. Ainda segundo o levantamento, dentre os que utilizam carro todos os dias na zona leste, mais da metade (53%) está disposto a deixá-lo na garagem caso haja uma boa alternativa de transporte público.

Parceria do Ibope com a Rede Nossa São Paulo, a pesquisa teve a sua coleta de dados feita entre os dias 23 de agosto e 1º de setembro. Foram realizadas 602 entrevistas em toda a capital paulista. Somente na zona leste, 140 moradores responderam ao questionário.

Para o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, a diminuição drástica no tempo de deslocamento dos paulistanos só se resolve com investimentos no transporte de massa, como trem e metrô. Perguntado sobre o resultado da política de incentivos fiscais para empresas se instalarem na zona leste, o que aproximaria o emprego de quem vive nessa região e consequentemente diminuiria os trajetos na cidade, o secretário respondeu que isso é algo que não ocorre a curto prazo.

"Você tem que criar leis específicas para que as pessoas possam levar os seus empreendimentos para um determinado local. A lei específica da zona leste é um exemplo disso. A cidade felizmente caminha para a direção certa", explicou. Tatto ainda ressaltou que, caso o prefeito Fernando Haddad (PT) seja reeleito, a isenção de impostos para quem investir na zona leste vai continuar e outras regiões devem ser contempladas com esse benefício. É o caso do extremo sul, onde está a subprefeitura de Parelheiros. O lugar se tornou um polo ecoturístico durante a atual gestão.

Confira a apresentação da pesquisa sobre Mobilidade Urbana

Propostas para diminuir o deslocamento

Jilmar Tatto representou o prefeito Fernando Haddad no evento de divulgação da pesquisa, que aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo. Além dele, o candidato à prefeitura Ricardo Young (Rede) e representantes de João Doria (PSDB) e Luiza Erundina (Psol), que também disputam a vaga, compareceram.

Segundo João Vitor de Oliveira, integrante da campanha de Erundina, a candidata acredita que a diminuição no tempo de deslocamento se dará com a descentralização da oferta de trabalho e com o estímulo ao empreendedorismo popular. Benefícios para aqueles que se deslocam para o centro, isenção de impostos em lugares específicos para incentivar a descentralização de empregos, e o aumento da velocidade média dos ônibus por meio da construção de corredores e faixas exclusivas estão entre as propostas da candidata.

O programa de Doria, de acordo com Paulo Lourenço, prevê o estímulo ao empreendedorismo e à economia criativa para levar os empregos para mais perto das moradias. Já Ricardo Young afirma que é preciso investir maciçamente no transporte sobre trilhos e também no transporte individual de interesse público, como Uber, Cabfy. "É uma equação: transporte sobre trilhos somado a corredores rápidos de ônibus (BRTs) e aos transportes individuais de interesse público".



por Rafael Carneiro
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