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PNRS "A desmaterialização é um fato consumado". Todo entulho de obra é desperdício de dinheiro: como evitar? Fabricantes de pneus apresentam projetos de reúso do produto

"A desmaterialização é um fato consumado"

Publicação: 25 de Agosto de 2013 às 00:00


Entrevista dada após a palestra no Seminário Motores do Desenvolvimento :

Alex RégisShelley de Souza diz que implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos depende da união entre indústria, município, transportes, comércio e população.

Integra do texto: http://tribunadonorte.com.br/news.php?not_id=259326

Todo entulho de obra é desperdício de dinheiro: como evitar?

Ao reclamar do custo com o armazenamento, transporte e destinação ambientalmente adequada dos resíduos da construção civil, que de fato oneram as obras, muitas vezes os responsáveis pelas obras esquecem-se de que todo entulho depositado na caçamba é fruto também de erros e omissões na execução dos projetos

Fernando de Barros, www.administradores.com, 17 de agosto de 2013

Ao ser obrigado pela legislação ambiental, em especial pela Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e Resolução CONAMA 307/2002, a segregar os resíduos nas obras, é comum que a primeira reação seja adversa. 

Em especial quanto aos resíduos classe A, típicos de construção, como restos de concreto, tijolos, argamassas, telhas de barro, olha-se para as inúmeras caçambas de entulho retirados dos pátios e logo começa a reclamação sobre o preço do serviço de caçamba. A novidade agora é criticar também as empresas que fazem o tratamento dos resíduos Classe A – com a trituração para que voltem à cadeia produtiva como agregados, para serem usados na execução de pisos e outros usos não estruturais. 

Ao reclamar do custo com o armazenamento, transporte e destinação ambientalmente adequada dos resíduos da construção civil, que de fato oneram as obras, muitas vezes os responsáveis pelas obras esquecem-se de que todo entulho depositado na caçamba é fruto também de erros e omissões na execução dos projetos.

Sim, é preciso reconhecer que boa parte do entulho de obra, resíduos Classe A, é fruto de falhas, muitas das vezes, de engenheiros e arquitetos! Ou o entulho excedente vem da ausência de um projeto bem elaborado, ou da falta de bons projetos complementares e sua compatibilização com o projeto original. Outro problema, muito comum, é a falta de supervisão adequada na execução dos serviços, muitas vezes delegada a mestres de obras ou pedreiros sem treinamento de qualidade.
É preciso ficar claro que em reformas, a geração de entulho é grande, mas muitas vezes inevitável.

Fala-se aqui de obras novas, nas quais, com planejamento adequado, é possível evitar muito "quebra quebra" ou retrabalho - e assim minimizar a geração de muito entulho. Além disso, mais caro que o custo da destinação dos resíduos é o custo dos materiais desperdiçados e da mão de obra que terá que ser paga novamente para refazer o trabalho antes mal feito.

Todo resíduo é desperdício, dinheiro jogado fora. .Antes de reclamar do custo da destinação ambientalmente correta dos resíduos, é preciso rever conceitos.

Para empresas que querem melhorar seu desempenho quanto à redução de desperdício e quanto à geração de resíduos, é indispensável que seja promovido treinamento de qualidade nas obras. Para isso, destaca-se o papel do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, que está à disposição também para o desenvolvimento de profissionais da construção civil.

Providenciar projetos de arquitetura e projetos complementares bem elaborados também melhoram a performance. Outra forma é promover minuciosa e atenta supervisão da execução da obra e o seu monitoramento. Um exemplo é implantar programa de redução de desperdício desde o início da obra, com metas de redução de número de caçambas por metro quadrado de obra construída. Só assim, com o compromisso e responsabilidade dos profissionais do setor, será possível reduzir a geração de entulhos e melhorar a segregação dos resíduos da construção civil na fonte, na obra.

Fernando de Barros é engenheiro civil, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental, mestre em Engenharia de Edificações e Saneamento e responsável técnico da Master Ambiental. www.masterambiental.com.br

http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/todo-entulho-de-obra-e-desperdicio-de-dinheiro-como-evitar/79126/

Meio Ambiente

Fabricantes de pneus apresentam projetos de reúso do produto

14/08/2013 17:02


Representantes de 14 empresas, associações e sindicatos ligados à indústria pneumática apresentaram, nesta quarta-feira (14), na Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, projetos de logística reversa dos seus produtos. A apresentação aconteceu um dia depois da reunião do R20, grupo que busca soluções para o descarte dos produtos pós-consumo no Paraná, e que contou com gestores das 86 cidades responsáveis por 90% dos resíduos gerados no Estado cidades.

Durante o encontro do R20, os pneus foram apontados por eles entre os resíduos de descarte sustentável mais difícil. Lâmpadas, vidros e restos de construção civil também estão na lista. Como a coleta e descarte desses materiais não é atribuição legal dos municípios, eles se acumulam nas cidades. A Lei Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010) determina que é responsabilidade do fabricante o recolhimento e reaproveitamento dos produtos pós-consumo colocados por ele no mercado.

"O R20 tem apresentado os problemas e a indústria, sugerido soluções. Estamos auxiliando os fabricantes nas ações de responsabilidade pós-consumo. Os projetos estão sendo construídos a várias mãos. Afinal, o papel do Estado não é apenas de cobrar o setor produtivo, mas de ajudá-lo", destaca o coordenador de resíduos sólidos da Secretaria do Meio Ambiente, Laerty Dudas.

Estiveram representadas na reunião desta quarta-feira (14) a Associação Brasileira de Reforma de Pneus (ABR), Associação das Empresas Reformadoras de Pneus de São Paulo (Aresp), Reciclanip, Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha (Sindibor), Sumitomo Rubber do Brasil, Tortuga Produtos de Borracha, Total Cap Recapadora de Pneus, Xibiu Comércio e Reciclagem de Pneus, Continental do Brasil Produtos, Ecija Comércio, Importação e Exportação de Manufaturados, Abezen e Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

PROJETOS - O coordenador de Desenvolvimento da Fiep, Marcelo Alves, explica o andamento dos projetos de responsabilidade pós-consumo no setor de pneumáticos. "Atendendo a uma solicitação da Secretaria do Meio Ambiente, convocamos os fabricantes de pneus para construírem o plano de logística reversa, que hoje é um dos mais bem-sucedidos do Paraná. A meta agora é garantir que ele atenda todo o setor, além de projetar ações futuras para que este trabalho realmente seja completo".

As ações de responsabilidade pós-consumo dos pneus é coordenada pela Reciclanip, entidade formada pelos maiores fabricantes de pneus, que recolheram juntos 100 milhões de pneus desde 1999. "Nosso principal objetivo é prolongar a vida útil do pneu para diminuirmos a quantidade de produto descartado", explica o gerente da Reciclanip, Cesar Faccio. O Paraná tem 90 pontos de coleta onde são recolhidas em média 4 mil toneladas de pneus por mês, o equivalente a aproximadamente 80 mil pneus.

A Reciclanip, formada pela Bridgestone, Goodyear, Michelin, Pirelli e Continental , anunciou durante a reunião desta quarta-feira (14) que a partir de agora tem uma nova integrante: a japonesa Sumitomo, primeira indústria pneumática a se instalar no Paraná. Por ser formada por multinacionais, a Reciclanip atua em vários países. Os trabalhos da entidade nas cidades brasileiras são exemplo: o Brasil é o segundo país que mais reforma pneus no mundo - perde apenas da Alemanha.

SUSTENTABILIDADE - Além de garantir o reaproveitamento do produto, a reforma dos pneus diminui a quantidade de lixo e gera economia. "Costumamos dizer que o pneu tem três vidas, pois pode ser reformado até duas vezes. Depois, ainda é reaproveitado, pois é entregue triturado como matéria-prima à indústria cimenteira. Nada se perde", destaca Roberto de Oliveira, presidente da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus.

"Além disso, tem a vantagem econômica. A indústria usa em média 79 litros de petróleo para fabricar um pneu. Na sua reforma, são gastos apenas 29 litros. Com o reaproveitamento, o setor de transportes brasileiro economiza R$ 7 bilhões por ano", completa Oliveira.

A maior quantidade de pneus reformados no Brasil está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, que juntas são responsáveis pela reforma de 62% dos pneus. No Sul, o Paraná é o líder.

OUTROS PRODUTOS – Durante reunião desta terça-feira (13), o R20 também ouviu propostas da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), da Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abir), do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Abilumi (Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação) e Abilux (Associação Brasileira da indústria de Iluminação).

Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: www.facebook.com/governopr  e www.pr.gov.br 

Áudio:

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=76093&tit=Fabricantes-de-pneus-apresentam-projetos-de-reuso-do-produto

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 Flavia Loureiro - Núcleo dos Amigos do Brooklin
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