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Combate ao Câncer - Informação é melhor remédio para a prevenção

 

Câmara aprova projeto que obriga planos de saúde a custear quimioterapia oral

 

Novo rol da ANS determina que os planos forneçam 36 tipos de drogas orais a partir de janeiro

Quimioterapia Oral

Quimioterapia Oral

A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (27) um projeto de lei que obriga os planos de saúde a pagar quimioterapia oral domiciliar para pacientes que estão em tratamento contra o câncer. O projeto, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), recebeu pequenas alterações e retornará ao Senado antes de ser enviado para sanção.

Independentemente do projeto de lei, a partir de janeiro de 2014 as operadoras de saúde já terão de fornecer aos pacientes 36 tipos de medicamentos orais que são indicados para 56 tipos de câncer, entre eles de próstata, mama, colorretal, leucemia, linfoma, pulmão, rim e estômago por conta da resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que incluiu essas drogas no rol de coberturas obrigatórias dos planos.

"A aprovação desse projeto é um grande avanço, pois essa era uma luta antiga das entidades médicas e de pacientes com câncer", diz a advogada Antonieta Barbosa, autora do livro Câncer: Direito e Cidadania.

Na opinião de Antonieta, mesmo já existindo uma norma da ANS que determina a inclusão das drogas orais no rol de procedimentos obrigatórios a partir do ano que vem, uma lei teria muito mais força. Cada caixa de capecitabina (Xeloda), indicada para o tratamento de câncer de mama metastático, por exemplo, custa em média R$ 2,5 mil. Já a caixa de acetato de abiraterona (Zytiga), usado para câncer de próstata, custa R$ 11 mil. O gefitinibe (Iressa), para câncer de pulmão, custa cerca de R$ 4 mil.

"Nem sempre as normas da ANS são cumpridas pelas operadoras de saúde. Além disso, a resolução tem algumas limitações, pois obriga a cobertura só para alguns tipos de câncer e algumas drogas orais. Se o projeto se tornar lei, os pacientes terão mais uma garantia e mais segurança", avalia Antonieta.

Ideia. A ideia do projeto de lei surgiu em 2011 em uma audiência pública realizada no Senado que discutia os direitos dos pacientes com câncer. De acordo com a senadora, hoje em dia cerca de 40% dos tratamentos oncológicos indicam medicamentos orais de uso domiciliar em substituição à internação hospitalar ou ambulatorial. Segundo ela, em 15 anos, 80% dos tratamentos oncológicos serão feitos na casa do paciente, com medicamentos de uso oral.

Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar ( Fenasaúde) informou que defende que qualquer iniciativa no sentido de incorporação de coberturas obrigatórias pelos planos de saúde seja feita por meio do rol de procedimentos da ANS em vez de ser por projeto de lei, pois o rol é atualizado a cada dois anos com participação das operadoras e entidades.

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) diz que a iniciativa é um avanço na área de saúde suplementar. As duas afirmam, entretanto, que as alterações nas coberturas mínimas obrigatórias acarretam crescimento das despesas das operadoras.

Fonte: Estadão

Fumar? Eu quero parar!

Posted: 29 Aug 2013 01:43 AM PDT

A luta contra o cigarro muda a rotina de pessoas comuns. O problema é de saúde pública e o cigarro está associado a pelo menos 50 doenças

Se uma pessoa que consome diariamente um maço de cigarros a um preço médio de R$ 5,50 deixasse de fumar por um ano, poderia economizar R$ 2.007,50 Foto: Roberto Scola / Agencia RBS

Se uma pessoa que consome diariamente um maço de cigarros a um preço médio de R$ 5,50 deixasse de fumar por um ano, poderia economizar R$ 2.007,50 Foto: Roberto Scola / Agencia RBS

Há 18 anos, a auxiliar de enfermagem Vênia Maria decidiu abandonar o cigarro. Na época, o irmão dela – que também era fumante – estava internado para tratar um câncer no palato e ela foi ao hospital para visitá-lo. Durante a visita, ele pediu para fumar um cigarro. Vênia atendeu o pedido e, quando colocou o cigarro na boca do irmão, percebeu que ele não conseguia mais tragar. "Foi quando eu pensei: eu tenho filhos para criar e tenho saúde, eu acho que é a oportunidade que Deus está me dando de não fumar mais", conta. E depois de quase 30 anos fumando quase dois maços de cigarros por dia, ela conseguiu parar de fumar definitivamente.

Hoje, aos 62 anos, Vênia se sente mais disposta e resistente do que quando era fumante e acredita que acompanhar a doença do irmão fez com que ela tivesse mais coragem para abandonar o vício. A auxiliar de enfermagem conta que o uso de bebidas e cigarro agravou o estado de saúde dele, que faleceu na mesma semana em que ela decidiu parar. "E se eu tivesse continuado a fumar, eu não estava mais aqui, já tinha ido", diz.

Essa conquista de abandonar o vício  é aonde o professor Raphael dos Santos, de 27 anos, pretende chegar. Há cerca de dois anos ele, que fuma cerca de 20 cigarros por dia,  luta para conseguir parar. A motivação maior era acabar com a dor no peito que ele sentia.

Na época da primeira tentativa, ele tinha 25 anos e parou de fumar por conta própria. Conseguiu ficar um dia e meio longe do cigarro, mas acabou voltando. Aproximadamente um mês depois, ele fez a segunda tentativa; desta vez, optou por usar adesivos transdérmicos de nicotina. Passou três dias sem os cigarros, mas, outra vez, voltou a fumar.  "A dor no peito já havia passado,  e o hábito falou mais alto do que a necessidade", conta. Hoje, ele continua fumando, mas não descarta a possibilidade de tentar abandonar o vício novamente.

O caso de Raphael, assim como o de muitos brasileiros, é mais comum do que se imagina. De acordo com a pneumologista Clarissa Biagioni Silveira, coordenadora do ambulatório antitabagismo do Hospital Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte, parar de fumar não é tarefa simples e são necessárias, em média, de três a cinco tentativas para que a pessoa deixe o cigarro definitivamente.

A pneumologista explica que o tabagismo é uma doença crônica, que está sustentada por três fatores: a dependência física da nicotina, o condicionamento e a questão emocional, o que torna ainda mais difícil abandonar o vício. Por isso, segundo Clarissa, para que uma pessoa deixe de fumar, além da questão orgânica, é necessário tratar os aspectos psíquicos. "É preciso deixar claro para o paciente que ele não está sozinho, que ele está investindo em saúde e que há doenças graves causadas pelo cigarro", afirma a pneumologista.

O fumo está associado à, pelo menos, 50 tipos de doenças pulmonares e extrapulmonares. De acordo com o pneumologista José Geraldo Maciel, a mais comum delas é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Dpoc), que pode se manifestar na forma de bronquite crônica ou enfisema, causando uma inflamação crônica nas vias aéreas e o espessamento dos tecidos, o que diminui o espaço para a passagem de ar e leva o fumante a ter sensação de cansaço com frequência.

Além das doenças pulmonares, fumar também pode causar problemas circulatórios e câncer. "Mais de 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao tabagismo, além de outros tipos, como o câncer de bexiga, de boca e de laringe", explica o pneumologista.

Em Belo Horizonte, o ambulatório onde Clarissa trabalha atende apenas pacientes que já estejam em tratamento no Hospital Júlia Kubitschek e precisem parar de fumar. Mas, segundo ela, o Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece tratamento aos fumantes que precisam de acompanhamento médico para deixar o cigarro, de acordo com os métodos do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e em parceria com as prefeituras.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA), durante o acolhimento de pacientes nos centros de saúde da capital, os profissionais são orientados a perguntar se eles são fumantes, ex-fumantes ou não fumantes. Caso o paciente afirme ser fumante, ele é incentivado a deixar o cigarro por meio de uma abordagem breve, que consiste em uma conversa com um profissional de saúde e na entrega de um folheto com orientações para deixar o cigarro.

Ainda de acordo com a SMSA, se a abordagem breve não for suficiente, é indicada ao paciente a Terapia Cognitivo-Comportamental, que tem duração de um ano e consiste em reuniões em grupos de até 15 pessoas, coordenadas por dois profissionais capacitados, e com uso de medicamentos como adesivos transdérmicos de nicotina e bupropiona.

Segundo Clarissa Silveira, o índice de abandono do cigarro entre os pacientes que fazem o tratamento é de 30%, mas esse número pode variar e aumentar de acordo com a dedicação de cada um. "O que a gente vê é que, a partir do momento em que o paciente percebe que tabagismo é doença, ele para de sentir culpa e vai em frente no tratamento. Além disso, a autoestima fica boa, porque ele percebe que está conseguindo uma coisa difícil", afirma.

Fonte: Jornal o Tempo